Loira, Exibicionista e Safada

por H. Thiesen

Sem sono e fogosa, abro a janela do quarto e me exponho sobre a cama. Exibicionista e sacana, acendo a luz e a fazer trejeitos , mostrando de uma vez a minha silhueta, numa lingerie pequena, para chamar a tua atenção e aumentar meu tesão,
Preguiçosa e manhosa, tomando um ar de escandalosa, acaricio meu corpo, seguro e empino os seios, apresentando os meios, pra te levar à loucura e embaixo dos teus olhos vorazes, propiciar-me prazer.
Sei que você está me observando e talvez se masturbando, sem perder a atenção para cada movimento da minha janela. Já vi outras vezes, que furtivamente você me olha da tua janela, no prédio do outro lado da rua. Procuro te encontrar na penumbra e discretamente encontrar um lugar no meu quarto, para que você me veja melhor. Com o rabo de olho te vejo, na sombra de tua sacada, pensando que não pode ser visto, acreditando-se oculto pela penumbra.
Não sabe você, como eu sou exibicionista e ser espiada por alguém, é um dos meus maiores fetiches.
Passo as mãos em meu corpo e uma a uma eu dispo, a minha pouca roupa.
Tiro o baby-doll pela cabeça, jogo o sutiã para o lado e a calcinha eu deixo, é ela a peça responsável para te deixar louco.
Deitada, aliso a pele com as mãos, passeando meus dedos, sem pudores ou medos. Acaricio deliciosamente os seios, levantando-os e apertando-os entre os dedos. Com o dedo alcanço a boca e levo com ele a saliva aos bicos, circulo-os por algum tempo, deixando-os arrepiados e duros.  Passo as mãos no meu ventre, que arde em vertente, atiro a cabeça para trás e mesmo que não me ouve, solto um leve gemido.
Sem te perder na penumbra, continuo me acariciando, para ter teu olhar submisso. Como previ, você demonstra muita curiosidade e no esconderijo estica o pescoço para me ver.
Minha tara satisfaz a tua e mais e mais vamos nos envolvendo. Faço posições que te atiçam e a tua curiosidade também me atiça. Ergo as pernas, lentamente dispo a minuscula calcinha e atiro de encontro ao vidro da janela. Completamente nua para o teu olhar,  primeiro acaricio, depois penetro um dedo na minha gruta e faço uma cena, fingindo enorme prazer. Levo o dedo à boca e sugando-o feito louca, provo meu próprio gosto. Só pra te ver alucinado e imagino teu membro, duro e latejante entre os teus dedos.
Transformo-me em pervertida, uma exibicionista bem assumida, experimentando teu olhar e expondo-me aos olhos do meu voyeur febril, que fica por horas se masturbando e buscando os detalhes da fêmea se desnudando.
Então, eu pressinto teu gozo e que você está por um fio, qual um demente sem poder suportar-se. O meu furor se alastrar, me domina, me masturbo com intensidade e assim te convido ao orgasmo. Como um ritual, que nos tira à razão, eu me toco e te imagino masturbando-se. Olho para a janela, te procuro nas sombras, quero ver o teu vulto. Acelero os dedos, fico totalmente ensopada e das minhas entranhas brota o orgasmo, que me extasia, tamanho é a intensidade do gozo. Se você gozou, realmente eu não sei! Acredito que sim!
Estico-me na cama, espalho a minha preguiça na cama, respiro e me acalmo. Levanto-me, vou à janela, puxo as cortinas e meu boa noite, é apenas mais um olhar!
- Espere-me amanhã à noite!

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A colega da faculdade

por H. Thiesen 

Ela me apertou contra a parede fria do banheiro, segurando as minhas mãos contra o azulejo, olhou dentro dos meus olhos. Tentou me beijar, eu virei o rosto e sua boca desviou para o meu pescoço, indo de encontro a alça do meu sutiã, que deixava-se mostrar, pelo decote canoa da minha camiseta.
- Que isso Lena, sei que não é a tua primeira vez? - disse-me, beijando o meu ombro.
O frio dos azulejos contrastavam com o calor em minhas costas e um arrepio correu pela minha espinha, deixando meus mamilos intumescidos. Apesar de assustada, as sensações eram deliciosas. Eu não esperava por aquilo, fui pega de surpresa pela ousadia de Carla, uma colega da faculdade. Sempre fui discreta e cuidava para que na faculdade não desconfiassem das minhas preferências e aventuras com outras meninas.
- Não sei do que você está falando!
Ainda olhando-me fundo nos olhos, Carla respondeu:
- E a Aline? Vai negar tudo?
- Eu e Aline somos apenas amigas!
- Apenas... não! São amigas até demais!
- Como assim, continuo sem entender!
- Bem, vou abrir o jogo! O que fazem duas amigas em um motel? Você foi ajudá-la na cadeira de anatomia? Ela faz medicina não é? E, quem mais, a não ser você, tem um Escort Preto escrito Fofucho na traseira?
- O que? Você nos seguiu?
- Claro que não, mas a BR 386 é o meu caminho para casa e vi vocês entrando no Motel Premiere! Uma festinha a duas ou havia mais alguém esperando?
- Tudo bem, eu confirmo, não tenho saída!
- Lena, eu te quero...
- Você está me chantageando?
- Não, não costumo agir assim!
- Então por que está fazendo isso?
Ela se aproximou de mim, senti a sua respiração na pele do meu rosto e seus seios se encontrarem com os meus e me disse:
- Quero você, só isso! Não me sentiria bem se a tiver através de uma chantagem. Quero você por que sinto tesão por você e também gosto de mulheres.
Senti um alívio ao ouvir isso. Há algum tempo eu estava interessada nela, mas como eu e Aline, ela era muito discreta. Mesmo assim não dei o braço a torcer.
- Carla, as coisas não são assim, tão fáceis!
- Eu sei... Pouco me importa se você não quiser, eu só queria que você soubesse que eu te desejo muito.
- Carla, solte-me! Pode entrar alguém. Estamos no toilet de um bar, lembra? 
- Claro que eu sei disso. Só vim por que eu sabia que você estaria aqui, todas as sextas-feiras você vem com a turma, esperei muitas vezes por esse momento, vim algumas vezes e somente hoje eu consegui!
Ela novamente se aproximou, abriu a boca e lambeu meus lábios. Olhei-a nos olhos e com a boca entre-aberta, esperei pelo beijo. Ela entendeu e pela primeira vez nos beijamos rapidamente. Depois, afastei-a empurrando-a com as mãos e disse:
- Não precisamos resolver isso agora, a noite apenas começou e chegamos a pouco!
- Sem pressa, já fiz o que queria, se eu não sou o seu tipo, paciência...
- Eu não disse isso! Vamos?
Saímos do banheiro e nos juntamos novamente aos amigos, bebemos e dançamos, não tocamos no assunto durante aquela noite.
Fui para casa e pensei sobre o acontecido. As vezes não criamos coragem para falar a respeito dos nossos desejos para uma pessoa. Nossos medos e nossos preconceitos, ou melhor, nosso preconceito de ser uma vítima de preconceito, nos fazem travar e podemos perder de realizar as nossas fantasias. Foi esse sentimento que tive naquela noite. Quantas vezes tive vontade de falar para ela e recuei, pensando sobre as reações dela. Felizmente há em nossa vida as casualidades, jamais eu imaginaria uma situação parecida.
Resolvi dar tempo ao tempo, deixei que a situação esfriasse e que as coisas se acalmassem. Achei melhor que se algo acontecesse entre nós, seria espontaneamente e para isso o tempo é o melhor remédio. Continuamos conversando como sempre, nos vendo como qualquer colega de faculdade e nunca tocávamos no assunto. 
Falei para Aline sobre o que aconteceu e como Carla havia descoberto o nosso envolvimento. Nós duas éramos amigas, transávamos, mas não tínhamos nada uma com a outra, a não ser sexo e mais do que isso, éramos amigas sinceras e confidentes. Ela ouviu atentamente, depois me olhou, sorriu e me disse:
- Come ela!
Carla seguia a sua vida e eu a minha, com toda a normalidade possível. Enquanto isso, eu esperava pelo momento certo, eu queria causar-lhe surpresa e desfazer a impressão que ela teve de mim, antes de sair do banheiro naquela noite. Afinal, ela mesmo disse, que entenderia se não fosse o tipo de mulher que eu gosto.
Dois o três meses depois, ao sair da faculdade passei pelo ponto do ônibus e vi Carla, parei e abri a porta:
- Carona?
- Para onde Lena, você vai para Canoas e eu para Montenegro!
- Entre, eu te levo!
- É longe...
- Entre!
Ela entrou.
No caminho, levei minha mão à perna de Carla e segurei com força e falei:
- Para a tua casa ou quer ir a outro lugar?
- Lena eu não esperava mais por isso? Outro lugar, lá em casa não dá!
Levei-a ao mesmo motel onde ela me viu entrar com Aline. Um local aconchegante, com uma entrada coberta por árvores e que para saber, somente conhecendo que ali existe um motel.
Entramos na suite. Estávamos sedentas uma pela outra e sem esperar muito nos beijamos. As mãos de Carla correram pelo meu corpo. Sua ansiedade em me tocar, denunciava o tamanho do seu desejo. Ela desabotoou a minha calça, a ponta dos seus dedos frios tocaram meu clitóris.
Gemi de tesão
- O que foi? pergunto-me Carla - Machuquei?
- Não...
Nos despimos mutuamente. Nossas roupas foram atiradas, sem nenhum cuidado, para todos os lados. Enquanto isso, nosso beijo era intenso e suas mãos gelada passearam pelas minhas costas, até chegarem a minhas nádegas, onde suas unhas cravaram e me arranharam deliciosamente.
Carla se ajoelhou e apoiei minha perna em suas costas, por cima de seu ombro. Ao contrário de suas mãos, seus lábios eram quentes e sua língua macia. Carla me brindou com pequenos círculos em volta do clitóris com a língua e sugou-o delicadamente. Logo após, sua boca envolveu meus lábios vaginais e sua língua me invadiu. Segurei seus cabelos com força e apertei sua cabeça de encontro a mim, gritei de tesão!
- Não para, não para...
Carla atendeu o meu pedido e acelerou os movimentos da sua boca e eu gozei freneticamente. Perdi as forças e obriguei-ma a deitar na cama redonda e espaçosa.
Carla deixou-me recompor deitando-se ao meu lado e a acariciando os meus cabelos, enquanto beijava-me varias vezes o rosto.
 Eu não esperei muito tempo, eu precisava liberar tudo que eu guardava. Olhei para ela e ela sorriu, tinha um sorriso safado, deu vontade de vira-la de bruços e bater na sua bunda, como em uma criança arteira. Levantei e a empurrei-a para ficasse deitada de bruços, tirei sua calcinha, fui até a altura de suas nádegas e as mordi, deixando-as marcada. 
- Ai! – gemeu ela.
- Doeu?
-- Humm... Não! – ela gemeu baixinho
Abri suas pernas e empinei sua bunda e lambi a sua vagina molhada.
Ela gemeu novamente e perguntei:
- Que foi?
- Gostoso!
- Apenas comecei...
Virei-a de costas na cama e mergulhei entre as suas pernas, fiz tudo da melhor forma que eu sei fazer
Brinquei com seus lábios, circulando com a língua a sua entrada, as vezes ameaçava entrar, mas recomeçava novamente. Suguei o seu clitóris, mordisquei os seus lábios e finalmente penetrei-a com a minha língua, o mais profundo possível. Ela gemia e suspirava de tesão. 
Sem lhe dar trégua, continuei a brincadeira por algum tempo.
Resolvi deixar a sua vagina e subi beijando a sua pele, até alcançar seus seios. Dei a ele meus carinhos, beijos, lambidas e sugadas e depois fui ao encontro da sua boca. Beijei-a sofregamente e deixei minha perna entrar no meio de suas pernas, para que nos masturbássemos em nossas coxas, o que nos levou a um beijo muito longo e intenso.
O contato dos meus seios com os seios pequenos e rijos de Carla, seus mamilos pareciam agulhas contra a minha pele e me excitaram profundamente, virei-me de uma só vez e entrei no meio das suas pernas, oferecendo-me para que ela fizesse o mesmo. Deliciamo-nos em um maravilhoso sessenta e nove e não demorou para que gozássemos.
Exausta, debrucei-me sobre as suas pernas, o cheiro de sexo, suor e orgasmo entrava pelas minhas narinas. Permanecemos assim por algum tempo. Depois deitei ao seu lado, nos acariciamos, nos beijamos, conversamos e finalmente recomeçamos novamente, desta vez com muito mais calma, a nossa primeira vez já havia ficado para trás!

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Primeiro Gozo

por H. Thiesen 

Minhas mãos deslizaram pelo teu peito, subiram pelo teu pescoço e ágeis alcançaram teu rosto, segurei com firmeza teu queixo e dos teus lábios roubei um beijo ardente. Minha boca sedenta roçou tua face e murmurou palavras impudicas, ao pé do teu ouvido.
Desejos, vontades e tesão.  
Tua mão deslizaram nos meus longos cabelos, envolvendo teus dedos entre as mechas douradas e inclinando a minha cabeça para trás.
Teus lábios, ainda molhados do beijo, tomaram o caminho do meu corpo nu, roçando na minha pele pálida e macia. Primeiro o pescoço, depois o meu colo e o desejo ficava mais cada vez intenso. 
Frente as carícias da tua boca, meu corpo arrepiou e tremeu. 
Tua mão livre tomara para ela meus seios, acariciava-os de forma suava e as vezes imprimia-lhes leve pressão. Teus dedos não resistiram aos mamilos e revesavam-se nos toques à eles. 
Eu já não mais controlava os meus pensamentos, rodeados de pura malícia. E meus atos perderam o controle, quando tua boca, alcançou meus seios. 
Amadureceu-me o desejo, floresceu a lascívia, eu a desejava e precisava senti-la. 
Com ímpeto, te empurrei e te joguei na cama e deitei o meu corpo sobre o teu. Nossos corpos roçaram, seios com seios, ventre com ventre e as pernas enlaçaram. Nossas bocas buscaram o beijo.
Deixei tua boca, passeei no teu corpo, beijei, suguei e lambi os teus seios e sempre seguindo tuas curvas, fui lentamente descendo, na direção das tuas pernas.
Ajoelhei-me à beira da cama, abri tuas coxas e envolvendo-as com as mãos, coloquei-as sobre meus ombros. Olhei nos teus olhos e sorri. Inclinei a cabeça, arqueei-me um pouco e pousei minha boca entre as tuas pernas, molhando meus lábios com a tua umidade. Ouvi teus gemidos e senti teu abalo, quando minha língua tocou teu clitóris.
O contato intenso transmitiu-lhe todos os meus desejos e malícia. Era a hora certa, você estava acometida de um transe lúbrico e lascivo, o prazer viajava por toda a extensão do teu corpo, e rumava com urgência para as veredas do orgasmo.
Eu te fiz somente minha, pela primeira vez, te dei um prazer inexplicável e um gozo indescritível, que nunca esqueço e permanecerá para sempre nas minhas lembranças.


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Mete... Que eu gamo!

por H. Thiesen 

Ah!
Como é bom
É delicioso dar o cuzinho
O pau grosso entrando
Atravessando as pregas
Rasgando e afundando
Como é bom dar o cu
Ah!
Sensação gostosa
É a preparação
Primeiro o dedo
Depois a linguinha
E uma cuspida
Esse é o segredo
Ah!
Que delicioso
Empinar a bundinha
Esperar de quatro
Arregaçada e aberta
Pela pica dura
Entrar pelo rabo
Ah!
Dar o cu é bom,
É muito gostoso
A cabeça entrando
Alargando o anel
Depois afundando
De forma cruel
Ah!
É maravilhoso
Dar o cuzinho
Ser preenchida
Com carne bem dura
Firme e gostosa
Entrando e saindo
Ah!
Vem meu gostoso
Vem sem demora
Comer meu cuzinho
Quente e guloso
Abre minha bunda
E mete que eu gamo!

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Elas fodem!

por H. Thiesen 

Sexo entre mulheres é algo bem maior do que a palavra sexo e o entendimento comum sugere.
Quem nunca passou por uma situação parecida com esta:
Numa roda de amigos e amigas, onde você é a única bi ou lésbica, conversando sobre sexo, alguém pergunta:
“- O que eu não consigo entender é o que duas mulheres fazem na cama?”
Normalmente, se não sabem das sua opção sexual, aparecem várias suposições, teorias sexuais, perfis sexo-psicológico, alguns deles tentam ir mais longe e a situação mais corriqueira, são as piadinhas.
Mas, se todos estão cientes sobre você, te olham como se essa fosse a dúvida mais normal do mundo e os olhares se tornam ansiosos pela resposta, um ou outro ainda, é capaz de soltar uma piadinha ridícula, tentando deixar o ambiente mais "natural".
Cada vez que me perguntam isso, não consigo entender. Acredito ser possível que as pessoas, hoje em dia, já possuírem uma visão de sexo bem mais ampla e não tão estreita. E isso não é uma prerrogativa somente dos heterossexuais, vários homens homossexuais já me fizeram esta pergunta.
Diante de uma situação assim, a minha resposta foi curta e grossa:
- Elas fodem!
Uma cena da série "The L Word" em um dos seus episódios, mostrou que esta é uma visão generalizada. Talvez uma conclusão precipitada da grande maioria das pessoas e principalmente dos homens. Tim, o ex-marido de Jenny, ao indagar a personagem Marina sobre o flagra que havia dado nas duas, pergunta se o que duas mulheres faziam na cama poderia ser considerado sexo. Marina, sem perder tempo, responde:
“- Você viu e pode responder melhor do que eu!”
Percebe-se que o conceito de sexo para a maioria e de senso comum, é que sexo é simplesmente o tempo entre a penetração inicial do pênis e o orgasmo. As preliminares e o que acontece depois pode ser considerado supérfluo. Ou seja, o que acontece sem a presença do pênis, não é considerado sexo.
Como em qualquer pesquisa ou estudo, para fazer-se uma definição é necessário consultar um dicionário , fui ao Aurélio:
Sexo: sensualidade, lubricidade, volúpia, sexualidade. Fazer sexo, copular, fazer amor.
Copular: unir, ligar, juntar.
Todas as dúvidas que eu tinha foram esclarecidas: o que o entendimento geral das pessoas, considera como sexo é bem menos amplo do que a definição do termo sugere. E percebi que as mulheres bi e lésbicas, são privilegiadas. Porque quando se relacionam com outra mulher, fogem dos padrões gerais, do pré-estabelecido. Elas precisam ser criativas, abertas, descobrir diversas formas de dar e obter prazer, muito além do feijão com arroz, que a maioria acha que é  fazer sexo.
De outra forma podemos dizer que mulheres bi e lésbicas, além da vagina, aprendem a tornar órgãos sexuais, várias outras partes do corpo, as mãos, a boca, os dedos, a língua, as pernas. Ou seja, o corpo todo deve ser envolvido numa relação sexual, e que o prazer deve ser sentido pelo corpo inteiro. 
Podemos ir mais adiante, nos significados de “fazer sexo”. Se analisarmos toda a compreensão acima, podemos concluir que sexo é a totalidade das ações entre o primeiro beijo, ao relaxamento total, depois do orgasmo. Uma vez que duas mulheres estão juntas e existe entre elas uma ligação, uma troca,  que se mantém entre o primeiro beijo e o relaxamento.
Pensando dessa forma, torna-se maravilhoso, perceber que o “fazer sexo” não começa na cama, mas na mesa, no elevador, na danceteria, na hora em que o desejo surge.  E isso, é para todos, não apenas para mulheres bi e lésbicas, mas para homens e mulheres, héteros, homos ou bi.
A natureza das relações, amplia a nossa visão de sexo e podemos aprender a sentir prazer de infinitas outras formas, além da tradicional.
Nem todas as relações entre duas mulheres são profunda. Mas em todas as relações existe uma ampliação da visão do sexo e do prazer.
Isso faz toda diferença.
A resposta à pergunta inicial, ou ao personagem Tim da série "The L Word", fica esclarecida, quando passamos a pensar que sexo é a totalidade das ações, que vão desde o primeiro contato, às fases posteriores ao orgasmo, levando-se em consideração a variada gama de sentimentos que envolve a situação, ou seja do primeiro olhar ao soninho relaxante e que deve ser feito com o coração, com a cabeça e com o corpo todo, não só com o meio das pernas.

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