A APRENDIZ: Iniciação de uma submissa!

por H. Thiesen 

Capítulo 1

Abri a porta e entrei, Joana me seguiu e fiz um sinal para que aguardasse ao lado da entrada. Olhei em volta, tentando reconhecer o ambiente.
Ela estava parada e em pé do outro lado da sala, ela olhava ao longe, o olhar perdido na imensidão da noite e o véu negro que a pouco havia caído sobre a cidade. Vestia apenas um penhoar preto e transparente, através do qual eu podia ver as alças do sutiã e a pequena calcinha preta.
A sala era ampla, estilo rústico, um tapete vermelho, uma mesa de mogno retangular ao centro, sobre ela não havia decoração e o sofá de couro, em um dos cantos no formato de "L".
Estava frio, a  lareira mantinha um calor agradável em contrate ao inverno lá fora, dois abajures iluminavam o ambiente e davam à ele um clima sombrio.
Nas paredes brancas, algumas obras de arte, todas sem nenhuma importância e de pintores anônimos, mas de bom gosto, algumas com mulheres em poses sensuais, outras paisagens românticas e uma delas era gótica, pesada e escura de uma mulher nua, pendurada na única parede de tijolos a vista.
À tarde ela havia me telefonado:
- Pode vir hoje?
- Sim, claro que posso!
- Resolvi experimentar, quero aprender!
- Tem certeza?
- Tenho, não penso outra coisa, desde a nossa conversa!
- Que hora?
- Depois das dezoito! Mas tem que ser hoje, se não posso desistir e não sei se...
- Dezenove e trinta, está bom? Preciso levar...
- Eu sei, entre sem bater, vou deixar a porta aberta!
Desliguei o telefone e fiz outra ligação:
- Joana, vou pegá-la as sete!
- Puxa, vou ter que me apressar!
- Quero-a bem simples! Lembra o que te falei sobre Rebeca?
- Lembro?
- Será hoje!
- A iniciação?
- Sim, mas não quero sofisticação!
- Sim... Senhora! Irei como pediu!
Caminhando lentamente, atravessei a sala e fui até ela. Mesmo percebendo a minha aproximação, ela permaneceu imóvel, olhando para fora. Segurei-a pelos ombros, afastei seus cabelos e beijei seu pescoço.
- Estou aqui, você está pronta? - falei, quase murmurando no seu ouvido.
- Sim! - disse-me ela.
Abracei-a por trás, desatei o laço do penhoar, logo abaixo dos seus seios e depois deslizei-o sobre os seus ombros e em seguida larguei-o, para que caísse aos seus pés. Acariciei sua cintura com as duas mãos e subindo lentamente, segurei seus seios entre os meus dedos. Ela jogou sua cabeça para trás e gemeu baixo, deixando sua orelha ao alcance dos meus lábios.
- Tem certeza, você quer continuar?
- É tudo o que eu mais quero nesse momento!
Corri novamente as mãos pelo seu corpo,desenhando seus quadris e indo ao encontro das suas pernas, entrando por entre elas, para acariciar o interior morno das suas coxas. Seu corpo amoleceu e estremeceu com as carícias.
Segurei-a pela mão e levei-a ao encontro de Joana, atravessando a sala devagar.
Joana era mais magra, mas com um corpo invejável, seios médios, coxas torneadas, barriga delineada e a cintura bem formada, mas totalmente instruída e obediente, sabia agir na hora exata. Nunca me tocava se eu não solicitasse e estava comigo a um bom tempo. Tratava-me como uma rainha e fazia todas as minhas vontades. Ela vestia um casaco sobretudo azul-escuro e botas de salto, que faziam-na ficar bem mais alta. Paramos a sua frente e olhando firmemente para Joana falei:
- Dispa-se!
Ela desafivelou o cinto e deixou o sobretudo cair dos seus ombros, revelando-nos as curvas do seu corpo, pois nada mais havia por baixo do casaco.
Soltei a mão de Rebeca e virando-me para ela, pedi que admirasse o corpo de Joana, procurando notar todos os seus detalhes e curvas. Depois de alguns momentos de silêncio, disse-lhe:
- Beije-a!
Senti que ela hesitou e repeti novamente:
- Vamos, beije-a!
Rebeca se aproximou de Joana e deu-lhe um leve beijo na boca.
- Beije-a com vontade, com toda a tua volúpia e carinho!
Eu nunca fui Domme e nunca tive uma submissa ou escrava, mas já tivera experiências marcantes com o sado-masoquismo, algumas na época que vivi no Oriente Médio, outras na Alemanha, na Espanha e em Londres.
Joana era minha amiga de longa data, submissa por natureza e dedicada com afinco, conheci-a em Londres, durante um encontro profissional, nos tornamos amigas e entre uma e outra confidência, havia me revelado a sua vida de submissão e as intempéries do seu relacionamento com seu último dominador, também havia me revelado a sua fantasia de dedicar-se à uma mulher. Com o passar do tempo, acabamos ficando muito íntimas e isso facilitou para que sua fantasia fosse realizada, passamos de amigas à uma relação de dominação e submissão, porém fiz questão que esse relacionamento fosse apenas psicológico e que não impusesse-lhe sofrimento ou dor, pois apesar de conhecer as práticas sado-masoquistas, não me agrada a visão de um corpo feminino machucado, marcado e repleto de nódoas. Dessa forma, eu apenas solicitava-lhe atender as minhas vontades e ela se comprazia em realizá-las.
Rebeca era uma executiva de marketing em uma empresa multi-nacional inglesa e conheci-a na época que eu era comissária de bordo, nas viagens entre Londres e Vancouver ou Montreal. Foram inúmeras viagens e não haveria possibilidades de não construirmos uma amizade. Mais tarde, com a nossa aproximação, ela me contou ser lésbica e eu lhe falei sobre a minha atração por homens e mulheres. Passamos a nos relacionar e sempre que viajávamos juntas nossos hotéis eram os mesmo e frequentávamos uma o quarto da outra.
Mesmo depois que abandonei a minha profissão e passei a trabalhar em outro setor da empresa aérea, eu e Rebeca continuamos amigas e sempre que podíamos dávamos um jeito para passar bons momentos juntas. Entre as nossas conversas, surgiram assuntos sobre sado-masoquismo, quando lhe contei sobre as experiências que tive, em uma dessas vezes, ela me falou sobre a sua vontade de experimentar. Conhecendo-a, nunca dei importância e a vontade caiu no esquecimento.
Alguns anos depois, quando eu já me relacionava com Joana, a vontade de Rebeca aflorou novamente e ela fez-me uma proposta para realizá-la. Talvez pela sua insegurança, pediu-me que Joana estivesse junto, pois gostaria de ter junto dela outra mulher. Naquela tarde ela me ligou, finalmente!
 Percebendo o quão eu falava sério, Rebeca abraçou Joana e beijou-a ardentemente. Percebi que durante aquele beijo, Rebeca deixou-se esvaziar dos medos e da hesitação que sentia.
- Venham!
As duas de mãos dadas me acompanharam, à passos lentos fomos até a suite de Rebeca.
- Dispam-se! - ordenei-lhes.
Joana levantou um dos pés, descalçou a bota e depois repetiu a mesma cena com o outro pé. Rebeca deixando cair o penhoar dos ombros, ficou minimamente vestida com seu sutiã e calcinha. Olhei firmemente para Joana e ela entendendo o que o meu olhar lhe dizia, aproximou-se de Rebeca e encarregou-se de despi-la sumariamente e ao mesmo tempo beijava e deixava a sua boca deslizar pelo corpo de Rebeca.
Um calor enorme tomou conta de mim, o casaco estava me sufocando, tirei-o e joguei-o a esmo em um dos cantos do quarto, deixando que elas vissem a roupa que escolhi para a ocasião. Um belo corpete negro de seda e decotado, uma calça legging preta e apertadíssima, uma bota preta de cano curto com quinze centímetros de salto.
Peguei minha bolsa e sem olhar para dentro dela, retirei a cane que sempre me acompanhava e muito conhecida por Joana. Estiquei o braço e com a cane apontei a porta de entrada do banheiro. Deixei as duas entrar na minha frente, fui até a banheira, abri as duchas e batendo na lateral da banheira, ordenei que elas entrasse para se banharem. Rebeca entrou e deitou-se, coloquei a cane sob o seu queixo e a fiz levantar. Joana entrou para baixo da ducha e segurando a mão de Rebeca, puxou-a para ela e começou a banhá-la, deslizando a sua mão ensaboada por toda a extensão da sua pele. Deliciei-me com a visão daquelas duas mulheres se banhando e fiquei extremamente excitada.
Depois do banho, pedi que as duas se massageassem com óleos aromático, que estavam ao alcance sobre o bidê ao lado da banheira, seus poros se arrepiaram, os mamilos eriçaram e suas peles reluziam,
Elas estavam prontas, uma era a aprendiz e a outra a minha submissa dedicada, estavam ali para aprender e servir de todas as formas possíveis, que a minha imaginação era capaz de construir.
Levei-as até a sala, Jona sabia que eu faria de tudo para retirar prazer do seu corpo e doá-lo à Rebeca. Inevitavelmente haveria muitos orgasmos e isso a deixara úmida, tão úmida que as partes internas da coxas ficaram molhadas e ela escorria pelo meio das pernas, mas sabia também, que deveria esperar em pé no meio da sala e não ousava sentar-se, permanecendo com a cabeça baixa em sinal de submissão, pronta para ser usada, pela sua Dona. Rebeca me olhava e parecia acreditar no que via, mas não ousava deixar uma só palavra escapulir da sua boca, permanecendo quieta e aguardando ao lado de Joana.
Olhei fixamente, embora Joana estivesse com a cabeça baixa, percorri com o olhar todo o seu corpo exposto e reluzente, me aproximei devagar e sem falar nada segurei seu queixo, fazendo-a abrir a boca. Coloquei dois dedos entre os seus lábios e ela chupou-os deliciosamente, simulando uma felação. Rebeca olhava com toda a sua atenção, estendendo a minha outra mão, acariciei os seus cabelos ainda molhados e segurando-a pela nuca, trouxe-a mais para perto, levando-a até a boca de Joana, mas antes que se beijassem, retirei meus dedos da boca de Joana e introduzi-os na de Rebeca, que mesmo molhados de saliva, passou a sugá-los avidamente.
Afastei-me delas e as deixei entregues naquele beijo ardente. Permaneci alguns instantes admirando aquela cena deliciosa e ouvindo o ruido sensual dos lábios sedentos. Depois, fiz minha cane rasgar o ar e estalar nas nádegas de Rebeca.
Ela gemeu alto, a surpresa deixou-lhe um leve rastro vermelho sobre a pele e lhe falei:
- Não ouse! Não quero ouvir...
E novamente deitei a cane sobre a pele da sua nádega, dessa vez aplicando um pouco mais da minha força. Vi-a segurar o gemido, apertando-os nos lábios e seus músculos retesaram-se, mostrando o quanto havia ardido as carnes. Aproximei-me um pouco, pousei a minha mão sobre a sua nadega avermelhada e quente e sussurrei ao seu ouvido:
-  Assim, obediência é tudo!
Caminhei ao redor das duas e parando atrás de Joana, puxei-a pelos cabelos, trazendo-a para mim. Segurando-a pelos ombros, forcei-a para que se ajoelhasse a minha frente. Afastei as minhas pernas e colocando as minhas mãos em sua nuca, sem permitir que ela me tocasse, ordenei que me cheirasse e sentisse o cheiro da sua Dona.
Eu estava excitada e ainda não havia me despido, mas desejei sentir aquela boca quente e ordenei à Joana que me beijasse entre as pernas, mesmo por cima das roupas. Ela me abocanhou e umedeceu a minha calça preta com sua saliva, enquanto isso eu olhava para Rebeca e me deliciava com a visão do seu corpo.
- Basta! Rasteje e faça o mesmo nela! Ordenei-lhe, apontado para Rebeca.
De quatro ela foi na direção da outra e pôs-se a beijar-lhe entre as pernas.
Despi toda a minha roupa e com a cane na mão, dei a volta e abracei Rebeca por trás. Acariciei seus seios com uma das mãos e com a outra segurei a cabeça de Joana, apertando-a contra Rebeca.
Rebeca se continha, não gemia e apenas arfava. Mordi a sua orelha e bem de perto lhe falei:
- Geme cadelinha, solta o teu tesão para mim ouvir!
Ela gemeu desesperada e senti as suas pernas afrouxarem. Dediquei carinhos aos seus seios, enquanto Joana se encarregava do resto. Não demorou muito e ela estremeceu e em longos gemidos abandonou-se ao orgasmo. Deixei-a deslizar ao longo do meu corpo, até cair exausta e deitar-se sobre o tapete vermelho. Minha aprendiz havia absorvido as primeiras lições e dei-lhe a recompensa do descanso. Os primeiros passos havia dado e outros mais complexos e difíceis ainda viriam. Deixando-a deitada, fui até Joana e ao lado dela nos amamos, não mais como Dona e submissa, mas como duas mulheres e amantes.

LEIA OS OUTROS CAPÍTULOS

CAPÍTULO 2 - As Velas
CAPÍTULO 3 - Ritual
CAPÍTULO 4 - Lição Final 

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Meus Bicos

por H. Thiesen

As mãos, os lábios e a língua, com o toque nos bicos, lindos e saborosos mamilos, retesam e encristam. 
O tato, o sentido, a sensação e a delícia, me tomam e se alastram em meu corpo. 
Me entrego ao cio!
Um toque de leve, um aperto suave, uma mordida ousada e as lambidas molhadas, num ritmo lírico, intransigente e intermitente, como um culto sagrado aos bicos, meus bicos regados de saliva. 
Um vazio no meu peito, que infla e completa. 
Uma falta de ar, que não deixa sem ar. 
Um calor que me queima, sem queimar. 
Um desejo que aumenta e me faz sonhar.
Os dedos suaves, os lábios quentes, a língua molhada  e os meus bicos, que ficam sem trégua, duros e sensíveis, arrancam gemidos e até gritos, de desejo latente e tesão lacerante. 
Nos bicos dos seios, estão meus anseios e desejo voraz. 
Nos meus bicos, o tesão faz me incendiar. 
Os meus bicos, tão longe, mas tão perto do meu sexo, quando tocados, me fazem molhar!

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Serpente...



por H. Thiesen 

Como serpente extravaso-me
numa luxúria em flor
e bebo... O gozo!



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Salmácida, a Ninfa!

por H. Thiesen 

Dizem que a ocupação das ninfas, era cuidar e banhar-se nos rios, dando a eles o cheiro do seu corpo, o cheiro de natureza e, à noite, deitar-se sob a relva e banhar-se no sereno da noite, para que de seu corpo desprendesse o perfume de grama molhada. As ninfas também eram companheiras de Ártemis  a deusa da caça e se embrenhavam na florestas, com ela, durante as suas caçadas.
Havia uma ninfa chamada Salmácida, que cuidava de um rio. Certo dia, depois de banhar-se a noite toda de orvalho e correr para o rio a fim de dar a ele seu cheiro, foi interrompida na sua corrida por suas companheiras, outras ninfas. Diziam elas que Ártemis chamava, para mais uma caçada.
Salmácida, a ninfa mais intransigente da floresta, decidiu não atender o chamado e mandou dizer a Ártemis que não iria e que a matança lhe deixava enojada.
Deu as costas para as outras ninfas e continuo seu caminho em direção ao rio, onde de cima de uma pedra, atirou-se ao mergulho, depois deixou que a correnteza a levasse, deliciando com o carinho da água em seu corpo, até encontrar uma pequena praia.
Dá água ela saiu, livrou-se da pequena túnica, deitou sobre a relva e adormeceu, enquanto os insetos da mata, acariciavam seu corpo. Borboletas, abelhas e libélulas a sobrevoavam, pousavam em seu rosto, em seus seios desnudos e no seu ventre molhado, matavam a sede com as gotas de água sobre a sua pele.
Salmácida acordou assustada, um barulho de água a despertou, ergueu a cabeça e viu alguém banhando-se no rio. Curiosa, ergueu-se mais um pouco, debruçando-se sobre os cotovelos. Com a cabeça esticada, olhando para a outra margem, viu sair da água um belo rapaz, tão lindo, que por ele se apaixonou.
Não querendo assustá-lo, rastejou delicada, com os seios, o vente e a coxas, rentes a relva, até chegar à beira do rio.
Surpresa com a beleza do rapaz, permaneceu algum tempo admirando e depois resolveu ir ao seu encontro.
Rastejando como uma serpente silenciosa, entrou na água e pôs-se a nado, com a destreza de ninfa. Quando ela saiu da água assustou o rapaz, sem dar tempo à ela embrenhou-se na mata. Salmácida saiu da água depressa e correu para dentro da mata também, gritando:
- Espere, não tenha medo!
Sob o pé de um estrondoso carvalho, ela encurralou o rapaz, que se escondia entre os brotos da vegetação rasteira.
- Quem é tu? - perguntou a ninfa.
- Sou Hermafrodito! - respondeu o rapaz.
Oh - pensou a ninfa - por isso é tão belo, o filho de Hermes e Afrodite!
- És muito novo... pareces! - disse a ninfa.
- Nem tanto... és bem mais! - retrucou o filho dos deuses.
- És inexperiente, então!
Aquilo tudo era novo para ela, acostumada com o assédio das criaturas das matas, faunos, sátiros e suas mãos asquerosas, mas nunca alguém havia lhe mostrado medo.
- Não temas, sou Salmácida a ninfa do rio!
E aproximando-se do corpo nu do rapaz, tocou-lhe o peito e ele segurou-lhe a mão.
- Não temas, já disse!
- O que queres de mim?
- Não vou causar-lhe mal algum, afinal quem é a mulher por aqui? Tu ou eu?
- É tu com certeza! - respondeu o rapaz, tentando disfarçar o seu medo.
Fazendo trejeitos de homem mais velho, puxou-a pela mão de encontro ao seu corpo e a agarrou pela cintura. Ela ofereceu-lhe a boca e se beijaram, ainda suados e ofegantes, devido a corrida desbaratada, na qual se embrenharam pela mata. O belo rapaz abraçou-a com força e levantou-a de encontro ao seu corpo, deixando-a sem chão e os pés completamente no ar.
Hermafrodito subiu suas mãos até os seios da bela ninfa, segurou-os e brincou com os mamilos duros entre os seus dedos. A bela ninfa acostumada com o sexo violento e forçado dos seus antigos possuidores asquerosos, entregou-se finalmente a um amor pleno e incendiário.
O jovem filho dos deuses e a bela ninfa se entregaram ao deleite da conjunção carnal e amaram-se de uma forma a qual ela nunca havia provado. Seus corpos unidos chegaram a um orgasmo inimaginável e durante este sublime momento ela, olhando para o céu, gritou com todas as suas forças:
- Oh Deuses... Permitam-me que nunca mais me separe dele!
No mesmo instante, seus lábios fundiram-se em um beijo eterno, peito e seios passaram a portar um único coração, seus sexos uniram-se em um só, capaz de amar homem e mulher.
Tornaram-se os amente apenas um ser, segundo os gregos antigos, um ser perfeito, chamado Hermafrodite.

(Baseado na lenda mitológica de Salmácida e Hermafrodite)
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No quarto do hotel!

por H. Thiesen 

Nos encontramos no aeroporto, ela me olhou dos pés a cabeça e veio na minha direção, conversamos um pouco, esperamos o horário da viagem. Embarcamos e sentamos em nossas poltronas, continuamos a conversa durante a viagem. Chegamos ao nosso destino, onde um motorista nos esperava para nos levar ao hotel. Iríamos participar de um feira de negócios e seria importantíssimo vendermos bem, descobrir novos contatos e clientes, então durante o trajeto trocamos experiências. No hotel, ficamos sabendo que não havia mais quartos separados e ela sugeriu que ficássemos juntas, concordei prontamente. Apesar de não conhecê-la muito bem, apenas profissionalmente, pois trabalhávamos na mesma empresa, ficamos a vontade. Tomamos um banho, trocamos as roupas, uma na frente da outra, como nós mulheres sempre fazemos, sem nenhuma vergonha. 
A tarde passou  despercebida e quando notei já era noite, decidimos ir ao coquetel oferecido aos participantes da feira, combinamos ir vestidas para matar, eu vesti longo negro e ela um lindo e longo vestido vermelho, com um decote ousadíssimo nas costas, recebemos cantadas a noite inteira, mas ela sempre se mostrou equilibrada, discreta e  fiel ao marido, ao qual fazia questão de citar, desde que nos encontramos no aeroporto.
Eu me interessei por um colega dela, que trabalhava em outro setor da nossa empresa, mas ela me advertiu que ele era um verdadeiro Don Juan. Tudo bem, foi apenas um interesse sem maiores consequências e com esses tipos procuro não me relacionar. Tomamos todas, rimos muito e resolvemos voltar para o hotel.
Confesso eu fiquei mal, passei da conta e ela teve que me ajudar a tomar banho, me vestir para dormir e até me colocou na cama, sinceramente eu fiquei surpresa, apesar de nos conhecermos pouco, ela foi uma pessoa maravilhosa. Na manhã seguinte, era o primeiro dia da feira, por sinal, muito trabalho e fomos trabalhar de ressaca, fechamos muitos negócios, fizemos boas vendas, contatos, propostas e no final da tarde, resolvemos sair para comemorar, fomos ao um bar animado, dançamos, conversamos e bebemos e mais tarde voltamos para o hotel. Quando chegamos ao quarto, ela perguntou-me se precisava de ajuda no banho, respondi que não, mas se ela não quisesse esperar  poderíamos tomar banho juntas e ela concordou. Despi-me antes de entrar no banheiro, ficando nua na sua frente e ela olhando em meus olhos e veio para bem perto de mim e falou:
- Você tem um corpo lindo, seios maravilhosos, desde de que te vi pela primeira vez, desejei saber como são!
Eu não havia falado para ela, sobre a minha sexualidade e que sempre senti uma pequena atração por ela. Quase gozei ali, em pé na sua frente, ela me fez sentir um prazer indescritível e aberto todas as possibilidades para que finalmente eu a conhecesse como sempre desejei, e sem pensar respondi:
-Por que não os toca, e descobre?
Segurei suas mãos pequenas e as coloquei sobre os meus seios, ela os acariciou e então nos beijamos, deliciando-nos com o gosto das nossas salivas. Quase esquecemos do banho, mas o momento pedia e nos banhamos entre beijos devoradores. Mal saímos do banheiro e nos jogamos na cama.
Depois de tanto ouvir sobre o seu esposo, ao qual ela tecia enormes elogios, eu não poderia acreditar que aquela mulher estava deitada na cama comigo, por cima de mim, se deliciando em meus seios e com a mão enfiada no meio das minhas pernas, deixando-me completamente louca e com um tesão enorme por aquela quase desconhecida.
Sem que eu esperasse, a sua língua já havia percorrido todo o meu corpo e num gritei de prazer, quando ela encontrou o que procurava, mas ela paro e me falou:
- Desde que você entrou para a empresa, eu te desejei e pensei que encontrei a mulher dos meus sonhos. Devo ser sincera contigo, sou casada, mas tenho tesão por mulheres. Você é a minha perdição, te desejo loucamente e é a mulher mais deliciosa que já provei, teu mel doce com cheiro de cadela no cio, me deixa louca, eu nunca que permitiria que aquele Don Juan te devorasse!
A declaração me enlouqueceu e o tesão foi às alturas, ela não parava de falar, mesmo que estivesse entre as minhas pernas e eu me deleitava com tamanha tara daquela mulher deliciosa. Não aguentei por muito tempo e gozei naquela boca deliciosa.
Como uma verdadeira desesperada, ela veio até a minha boca e me beijou, trazendo o gosto misturado do meu gozo com a sua saliva. Senti uma enorme vontade de lhe proporcionar as mesma sensações e como uma loba no cio, saí em busca da sua gruta, para lhe dar prazer e me deliciar com o seu sabor. Mergulhei na sua fonte transbordada e dei-lhe todas as carícias possíveis com a minha boca, ela gozou magistralmente, segurando a minha cabeça, como se quisesse me afogar no seu orgasmo.
Passamos horas de prazer e adormecemos, Pela manhã acordamos e fomos para a feira, trabalhamos durante todo o dia e à noite noite havia um jantar oferecido pelos organizadores. Fomos lindas e ficamos nos paquerando, conversando e trocando bilhetinhos. Num certo momento, ela levantou da mesa para ir ao toilete e me chamou para acompanha-la, coisa comum entre mulheres, mas na verdade a intenção era outra, nada de ir ao banheiro para o óbvio, mas para fugirmos e podermos nos beijar e aproveitar algumas carícias mais ousadas, prevendo a situação, ela estava sem calcinha e pude masturbá-la deliciosamente. Ela gozou nas minhas mãos, suas as pernas tremeram e seu corpo amoleceu, depois se recompôs e me disse:
- Adoro essas aventuras perigosas!
Retornamos para o hotel e ela recebeu uma ligação:
- Querido, sinto que não poderei retornar na sexta-feira, precisarei ficar por aqui no fim de semana! Beijo, te amo!
Ela desligou, virou-se para mim e perguntou:
- Você quer ficar comigo o fim de semana inteiro?
O final de semana, passamos trancadas nos quarto!




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