Poliamor: Monogamia, Bigamia, Poligamia

Um dos assuntos mais discutidos nos dias de hoje, mesmo que por brincadeira e num papo sem maiores pretensões numa roda de amigos, é a monogamia, bigamia ou poligamia. Não há quem nunca conversou a respeito, seja no sentido pratico ou no sentido sentimental.  Principalmente por que a natureza humana e os instintos sexuais da humanidade, levam considerações, aspectos, rótulos e conceitos, sobre como manter relações e aparências que sejam vistas pela sociedade como posturas corretas.
Até que ponto é válido e de bom termo, manter aparências, ou opor-se às próprias vontades e princípios porque a maioria ou a quase totalidade das pessoas considera errado, ou pelo menos fingem assim considerar, tal é a hipocrisia e o preconceito que se abate sobre a sociedade? Vale lembrar que o hipócrita é alguém infiel ao que prega e o preconceituoso, é um desinformado, pois adquire conceitos sem obter informação, ainda, há os conceitos religioso, capaz de colocar por terra, qualquer desejo que não se enraíza dentro dos parâmetros das doutrinas e esse não pode ser enquadrado como preconceito, quando há a informação disponível.
Cada pessoa possui a sua fórmula para ser feliz e deve buscar a felicidade de maneira incansável, mesmo que tenha que enfrentar as hipocrisias e preconceitos que encontre pelo caminho.
É histórica as tendencias bigâmicas e poligâmicas do ser humano, principalmente para o sexo masculino. Há exemplos notórios dela em quaisquer que sejam os capítulos da história da Humanidade e faz parte comprovada da gênese bíblica. Reis, sultões, chefes de clãs e homens com elevado nível social, nos deixaram as suas heranças de costumes poligâmicos.
Na atualidade e com maior presença nos Estados Unidos, tem surgido comunidades organizadas voltadas ao Poliamor, nas quais os seus integrantes recusam os princípios e a necessidade das relações amorosas monogâmicas.
O poliamor, como opção, defende a prática e a sustentabilidade de envolvimentos responsáveis em relações íntimas, profundas e eventualmente duradouras com vários parceiros simultaneamente.
Como um movimento organizado, segue regras específicas e exige a sua observância.
Polifidelidade: os indivíduos se envolvem em múltiplas relações românticas com contato sexual restrito a parceiros específicos do grupo.
Sub-relacionamentos: distinguem-se entre relações “primárias” e “secundárias”, levando-se em consideração a importância de cada uma delas.
Poligamia: os indivíduos casam com diversas pessoas, que podem ou não estarem casadas ou terem relações românticas entre elas.
Interconexões: uma pessoa pode relacionar-se diversificadamente com outras pessoas dentro do grupo.
Relações Mono/Poli: um parceiro pode ser monogâmico, mas deve permitir as relações externas ao parceiro.
Ao olhar da sociedade é uma foram conturbada de relacionamento, mas desde que se faça de maneira sincera, clara e consensual de todas as partes, a realização dos objetivos podem se concretizar e evita desconfortos e discussões desnecessárias, quando as intenções e “regras do jogo” são postas às claras.
À grosso modo, não deve ser fácil, pois misturar amor e sexo é delicado e deve ser tratado de maneira responsável, para que nenhuma das partes seja prejudicada.
No meu ponto de vista, não sou tão monogâmica e nem poligâmica, mas sou a favor da liberdade de cada um, para decidir com quem deve ou não e com quantos relacionar-se, mas creio que deve-se respeito a quem tem capacidade de amar numa forma tão ampla.

OBS: O texto acima não se refere a fantasias sexuais, swings e menage, troca de parceiros ou inclusão de uma ou mais pessoas em relacionamentos sexuais. E sim, de relações duradouras e convivência afetiva, com direitos e obrigações conjugais. Portanto, não é simplesmente a realização sexual em jogo. Realizar a fantasia de dividir o parceiro ou suprir o desejo dele num relacionamento sexual é uma coisa, admitir que o parceiro pode amar e se dedicar a outras pessoas é outra.

Gosto de pau...