Erotismo ou Pornografia?

por Lena Lopez 


É quase impossível detectar uma linha de limite entre o que é erotismo e o que é pornografia, levando-se em consideração a exposição explícita dos atos e órgãos sexuais, diria-se que pornografia não reserva qualquer censura a esta exposição e erotismo prima pela sutileza nas apresentações diretas dos mesmos.
Falando artisticamente de sexo como conteúdo, esta questão vem à tona. Para as perguntas, inúmeras respostas surgem e a mais comum de todas, com referência direta ao explícito, serve para definir a pornografia, o erotismo define-se pelo implícito, ou quase implícito. 
Etimologicamente, pornografia vem do grego pórnegraphé. Pórne significa prostitutas e graphé significa escrita ou representação, concluindo-se literalmente, que o significado do termo é escrita da prostituição ou representação da prostituição.
Em tempos de liberdade sexual, uma questão antiga, ainda persiste. Erotismo e pornografia seriam a mesma coisa, ou cada um tem significado próprio? A diferenciação entre ambos, pode normalmente, ser feita com base em juízos morais. Nota-se que os conceito estão presos às regras e preceitos que variam de acordo com a época, costumes e valores de cada sociedade. Afinal, baseiam-se em comportamentos humanos flexíveis. Sendo assim, é difícil traçar a diferença entre erotismo e pornografia, mas não impossível.
O erotismo remonta a Antiguidade Clássica. O mito de Eros, um dos muitos exemplos, é a busca para retornar a antiga condição de completude, pela metade perdida que trará a perfeição. O erotismo expressa o prazer pelo prazer. A sensação do toque dos corpos nus suplanta qualquer sensação de racionalismo. O erotismo está totalmente desvinculado do sexo, mesmo que sua origem seja os impulsos sexuais. Por conta disso, surge uma máscara frente ao sexo, que dá a ele características nobres, pois esconde e mascara a sexualidade em si existente e ostenta o pudor. Enquanto a pornografia, mostra a face oculta pelo erotismo, abre mão do pudor e torna-o explícito, o que lhe dá uma característica vulgar e grosseira, por mostrar o sexo sem máscaras e totalmente descortinado.
As distinção entre o que é erótico e o que é pornográfico torna-se mais acirradas nas últimas décadas do século XIX, quando o espaço da arte, passa a ser disputado de maneira mais industrial e comercial, entre a arte clássica, uma cultura mais elitizada e a cultura de massa, jogada ao povo de modo mais rápido e com maior alcance ao consumo popular. Desta forma, passa-se a considerar o erótico, as obras de arte vinculadas direta ou indiretamente à sexualidade, e pornográfico, as obras que abordam o sexo como conteúdo principal, produzidas em larga escala ou em série, sem preocupação com a estética e significados artísticos, com objetivo claro de comercialização, consumo e lucro rápido.
A grosso modo, a pornografia possui a característica comercial, para vende o prazer, ou seja, as pessoas  buscam nela a sua satisfação sexual através da aquisição e utilização de objetos, como livros, revistas ou filmes, brinquedos e utensílios que denotem apelo sexual diretamente, enquanto que o erotismo apresenta a sexualidade como uma noção de prazer ou uma noção que possa levar a isso.

As fronteiras entre o erótico e o pornográfico depende exclusivamente do observador, como já foi dito acima, da sua cultura, da época em que vive e dos seus costumes, não se pode demarca-la pelas as características do objeto ou obra, não podem ser definidos apenas entre os conceitos explícito e implícito e é necessário ampliar os significados, pois a pornografia de um observador, pode começar no erotismo de outro, tais são as possibilidades intrínsecas neles.
O Erotismo e a Pornografia são partes integrantes da história da humanidade e da história da arte, onde pintura, escultura, literatura, teatro e cinema, fizeram a sua parte, tendo ambos como base. É praticamente impossível de rastrear com precisão, quando eles tomaram forma e passaram a fazer parte do nosso dia-a-dia. Da pré-história, passando pelas civilizações antigas, adentrando as Idades Antigas, Média, Moderna e Contemporânea, acharemos painéis, textos, livros, pergaminhos e uma infinidade de documentos e obras, existem registros eróticos e pornográficos em tudo o que se possa imaginar. Do homem paleolítico, passando pelo Marquês de Sade e chegando as manifestações artísticas atuais.

Pompoarismo

por Lena Lopez

Oriente
A origem do pompoarismo é muito remota e talvez até mais do que o kama sutra. Escritores apontam esta prática sexual, possivelmente se originou na Índia, devido a sua presença na obra Kama Sutra, escrito entre o ano 100 a 400 AC. O Pompoarismo também está presente no livro chinês Tao, escrito a mais ou menos 5000 anos atrás, o que coloca em dúvida a sua origem. De qualquer forma, a sua origem se deu no Oriente.
É muito interessante o modo como a prática sobreviveu até os dias de hoje, passada de mães para filhas, o conhecimento tinha como objetivo, a preparação para a vida adulta e a educação sexual das mulheres.

Ocidente
O primeiro relato desta prática ser adotada no Ocidente, deu-se na década de 50, quando um médico americano, Dr Arnold Kegel, conheceu e estudou o pompoarismo, levando o para procedimento ao seu consultório, a fim de  tratar incontinentes urinários, batizando tais posturas com seu próprio nome, "Exercícios Kegel". Questões religiosas impediram que essa pratica alcançasse sucesso nos Estados Unidos, mas na Europa deu-se o contrário e até hoje podemos encontrar clínicas fisioterápicas utilizando-se dos exercícios para fortalecimento pélvico das pacientes.

Brasil
O “pompoarismo” chegou no Brasil de uma forma quase marginalizada. O assunto era praticamente abordado em programas na madrugada, na maioria das vezes apresentado e explanados por pessoas despreparadas, levando a entender que se tratava de uma atividade promíscua e de pura sacanagem. Falava-se no fortalecimento do canal vaginal para dar a ele capacidade inimaginável, como movimentos especiais para a hora do sexo e que não condizia com a verdade, dando a ele uma propriedade fantástica e resolução dos problemas sexuais do casal de uma hora para outra, o que não é verdade.


Arte ou técnica?
Pompoarismo é um conjunto de técnicas com um objetivo bem definido, fortalecer a musculatura pélvica, em especial os músculos do canal vaginal.
Em alguns países do Oriente, especialmente na Tailândia existem shows eróticos, nos quais mulheres que desenvolveram as técnicas, executam diversos movimentos com suas vaginas fortalecidas, tais como: fumar, apagar velas, carregar e levantar pesos, abrir tampas de garrafas, estourar bexigas, introduzir e expelir diversas vezes objetos sem uso das mãos, entre outros. Shows e demonstrações bizarras, que atraem grande público. É possível para qualquer mulher utilizar-se das técnicas e desenvolver um canal vaginal fortificado, capaz de executar todos estes movimentos, isto não é um truque ou ilusionismo.
Portanto, o pompoarismo é uma técnica, mas pode ser utilizado como uma arte, indo mais longe, uma técnica que se transforma em uma arte capaz de dar maior prazer à mulher e ao seu parceiro.

Pompoarismo 
Toda mulher possui de forma natural a capacidade de movimentar os músculos do canal vaginal, isto não é uma coisa fantástica e também não é aprendido. A prática pompoarista, apenas favorece para que tais movimentos sejam executado de modo mais intensos, uma vez que a musculatura é fortalecida através de exercícios. 
Hoje em dia mudou a maneira de se falar sobre qualquer assunto envolvendo sexo, logo quando o pompoarismo começou a ser divulgado, isto foi feito de forma pejorativa e desrespeitosa e isto não refletia a sua verdadeira importância. Felizmente a mídia de qualidade e responsável, através dos programas de TV, rádio, jornais e revistas buscaram maiores e melhores informações e assim, o pompoarismo, nos dias de hoje, recebe o tratamento que merece, resgatando a saúde íntima, melhorando a vida sexual e a energia das mulheres praticantes.
O pompoarismo é uma ginástica íntima, com técnicas capazes de dar maior tonicidade aos músculos vaginais. Não se trata de um “malabarismo vaginal” e sim,  um descobrimento real da região pélvica, retirando-lhe a inércia do canal vaginal e a consequente inconsciência sobre ele.
A mulher, quando menina, tem movimentos naturais no canal vaginal, esses movimentos são uma proteção contra a perda do tônus. Quando ela cresce, a carga negativa educacional, na maioria das vezes religiosa, que recebe a respeito desta importante parte do corpo, perde inconsciente mente os movimentos que a protege, o canal se torna inerte (ou quase), fragilizando-se e fragilizando a região toda. 
Desta forma, nós mulheres, fazemos o contrário do que deveríamos, pois por desconhecimento, essa força perdida, poderá levar a uma velhice com alta incidência de incontinentes urinários e fecais, além de outros males.
A ginástica íntima pode prolongar a vida sexualmente ativa e as contrações pélvicas aumentam a circulação da energia vital na região, melhorando o desempenho sexual e podem ser executadas por mulheres de qualquer idade, em qualquer momento, a qualquer hora, com o objetivo de intensificar a energia e aumentar a disposição, é estimulante e totalmente natural. A prática tem por objetivo principal, proteger a saúde íntima e auxiliará no tratamento de vários problemas, como, no tratamento da incontinência urinária, incontinência fecal, infecções recorrentes, enfraquecimento muscular, anorgasmia (dificuldade em alcançar o orgasmo), prolapso uterino, ressecamento vaginal (incidência alta na menopausa), preparar o canal para o parto, recuperação pós parto, aumento da libido mesmo em idade avançada, controle no vaginismo, e outros.
Muitos médicos da atualidade, principalmente para auxilio na incontinência urinária, enfraquecimento muscular e vaginismo, estão indicando a prática de ginástica íntima. No vaginismo (incapacidade de relaxar) o que causa dor na tentativa de penetração, através do controle adquirido ao canal vaginal, fará com que a mulher com este problema, consiga diminuir o desconforto e ate mesmo curar-se. Logicamente é necessário que o vaginismo seja tratado por médicos e psicólogos simultaneamente.
A ginástica também é indicada para os homens, que buscam principalmente maior controle de sua ejaculação, a fim de determinar o momento da ejaculação, além de ser auxiliar no tratamento de doenças do aparelho urinário e reprodutor.

Exercícios
Abaixo, quatro exercícios retirados de um artigo escrito pelo ginecologista e obstetra Dr. Newton Valdir Bringmann e publicado na Revista Cláudia. A indicação que estes movimentos sejam feitos diariamente, tanto pela manhã quanto pela noite, em três séries de quinze ou vinte repetições para cada um. Ele também esclarece que não são fáceis no início, mas que a prática diária trará resultados em algumas semanas. Aos exercícios, então:
1 -) Sente-se em uma cadeira e apóie as mãos nas coxas. Deixe os pés paralelos e distantes 20 centímetros um do outro. Contraia os músculos da vagina como se apertasse algo dentro dela. Conte até três e relaxe. Aumente a contagem gradativamente até chegar a dez.
Variação: contraia e relaxe os músculos rapidamente. Para acertar o ritmo, imagine que acompanha uma respiração.
2 - Recoste-se na cama e deixe as pernas separadas e semi-flexionadas. Insira um dos dedos na vagina e tente apertá-lo o mais que puder. Caso não sinta nenhuma pressão insira dois dedos. Volte a se exercitar com um dedo quando a musculatura estiver mais treinada.
      Variação: tente sugar o dedo com a vagina. Conte até três antes de relaxar.
3 - Deite-se num colchonete e deixe os braços ao longo do corpo. Flexione as pernas. Essa é a posição inicial. Eleve o quadril e o dorso e fique apoiada sobre os ombros e os pés. Ao elevar o quadril, contraia os glúteos. Volte a posição inicial e relaxe os glúteos.
Variação: Na posição inicial, contraia o ânus em três tempos, sem relaxar: primeiro levemente. Em seguida mais forte e depois com toda a intensidade que conseguir. Fique assim e contraia a vagina como se sugasse alguma coisa com ela. Conte até três e solte os músculos devagar: Primeiro os da vagina, depois os do ânus.
4 - De pé com as pernas semi-flexionadas, coloque as mãos na cintura e deixe os pés paralelos e distantes 20 ou 30 centímetros um do outro. Mova a pélvis para cima e para frente. Ao fazer isso, contraia a parte interna da vagina. Segure, conte até três e relaxe.
Variação: Faça um movimento contínuo e circular, como se usasse um bambolê, só que em quatro tempos:
1 - Mova a pélvis para cima e para frente;
2 - Leve o quadril para a esquerda;
3 - Jogue o bumbum para trás;
4 - Leve o quadril para direita.