TPM: Mito ou verdade

por Lena Lopez 

Um recente artigo, veiculado na Folha de São Paulo e em alguns dos maiores jornais do Brasil, faz uma indagação se a TPM é algo real ou um mito, com  agravante de que a matéria, foi titulada, como sendo um mito machista, conclusão de pesquisadoras canadenses.
Muito além de um simples "pé na jaca", a TPM é uma alteração do humor na mulher, por ela não ficar irritadiça, não quer dizer que não tenha TPM.
Mito é pensar que toda mulher "tpmizada", vai virar um terror, um perigo ou um animal de sete cabeças, pronta para meter o pé na bunda de qualquer um, que se aproximar. Muito pelo contrário, se existem as que ficam extremamente irritadiças, há aquelas que ficam dengosas (que os homens conhecem como "um pé-no-saco"), há as que se tornam comilonas, as que ficam com fastio, as que ficam em depressão. Eu, por exemplo, fico um pé-no-saco, dengosa e depressiva. E,,,
- Não vai ser um bando de cientistazinhas machistas, que vão me convencer que ela não existe! GRRRRRRRRRRRR!
Mito para mim, é querer igualar homem e mulher fisiologicamente e isso sim é um pensamento machista.
Peraí, convenhamos, TPM não existe... No Canadá, é claro! Ilustra a charge da matéria da Folha.
Creio que o objetivo da pesquisa estava equivocado, procuraram pelas irracionalidades e esqueceram que TPM é muito mais do que isto e além disso, a grande maioria das mulheres possui auto-controle, o que minimiza os efeitos.
- Cadê essas pesquisadoras? Aproveita que eu tô calma!

*****************
FOLHA DE SÃO PAULO - 27/11/2012 
Não há evidência científica de que a maioria das mulheres fique temperamental e irritadiça na fase que antecede o período menstrual.
Pesquisadoras da Universidade de Toronto revisaram 47 estudos em língua inglesa que tentaram acompanhar alterações de humor femininas no ciclo menstrual.
Resultado: apenas sete das pesquisas mostravam uma relação direta entre mau humor e período pré-menstrual.
Coincidentemente, nenhum desses sete trabalhos que atestavam a existência da TPM tinha sido feito às cegas. Isto é: as participantes sabiam que o assunto pesquisado era TPM e podem ter sido sugestionadas.
"Existe uma crença social de que as mulheres são instáveis, mal-humoradas e irracionais na semana que antecede a menstruação. Nossa pesquisa desconstrói essa tese. Descobrimos que a tensão pré-menstrual é um mito, algo que não acontece com a maioria das mulheres", afirma Gillian Einstein (isso mesmo, é o sobrenome dela), que é professora de psicologia e saúde pública e responsável pelo estudo.
A pesquisa canadense foi feita por um grupo de cinco psicólogas e psiquiatras do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Saúde da Mulher e publicada em outubro deste ano pela revista acadêmica "Gender Medicine".
As pesquisadoras consideram que a TPM seja uma espécie de lenda usada para diminuir as mulheres, mas não contestam a existência do transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) - doença que afeta 5% da população feminina e inclui sintomas como depressão, fadiga e insônia. Também não contestam as alterações físicas causadas pela menstruação, como cólica e inchaço. O foco do trabalho é só o humor.
"Sabemos que existe uma queda hormonal nessa fase, mas isso não é suficiente para abalar a maior parte das mulheres. Poucas das entrevistadas que foram selecionadas de modo randômico e não sabiam o objetivo da pesquisa relataram ter TPM", explica Einstein à Folha.
Para ela, a supervalorização da TPM encobre os reais motivos da irritação feminina: "Grande parte das mulheres vive em condições estressantes, com acúmulo de tarefas e falta de suporte social e econômico. É preciso ter uma visão mais crítica sobre a TPM, pensar em quem lucra com essa explicação simplista de que mulheres ficam mal de vez em quando porque essa é a natureza delas", conclui.
A tese mais aceita pelos ginecologistas hoje é a de que a TPM é fruto de uma queda dos níveis hormonais. Ao se preparar para a menstruação, o corpo reduz a produção de estrogênio e progesterona, o que implica em redução na produção de serotonina e noradrenalina, neurotransmissores que controlam o humor.
A compulsão por doces que as mulheres sentem nesse período é uma das provas de que TPM de fato existe, diz a ginecologista Carolina Ambrogini, da Unifesp: "O açúcar forma triptofano, substância que serve como substituto momentâneo da serotonina".
Segundo a médica, 80% das mulheres sofrem de algum sintoma no período pré-menstrual, como cólica e enxaqueca. Dessas, 40% têm alterações de humor.
"Existe muito exagero em torno da TPM. As mulheres não ficam descontroladas, a maioria tem uma mudança de humor muito sutil. Mas daí a negar a existência dessa condição já é demais", opina.
Para reduzir os efeitos no humor, a ginecologista recomenda que a mulher faça exercícios para produzir endorfina e durma menos: "Parece esquisito, mas a produção de melatonina, hormônio que regula o sono, usa serotonina. Dormir um pouco menos economiza serotonina".

Sexo e Paixão

por Lena Lopez 

Muitas vezes ficamos nos questionando quais são as diferenças reais entre sexo e paixão, há pessoas que insistem em separá-los, dizem que não se pode misturar o instinto com algo mais puro. Na verdade, não conseguimos entender bem, quais são as opções que nos arrebatam, quando estamos de frente a uma paixão, pois o sexo está incrustada nela.
Se nos dispusermos a debater a questão, ficaríamos horas, sem chegar a um termo comum e derivaríamos para alhos e bugalhos, terminando a conversa sem sentido nenhum e sem chegar a uma conclusão.
A paixão é algo nato ao ser humano, tal qual o sexo é um instinto primitivo e nos acompanha desde que aparecemos sobre a face da Terra. A paixão é encontrada na Antiguidade, nos relatos mais primordiais da Humanidade e na atualidade se transformou em um fenômeno de vendas e comércio. Está no cinema, na literatura, no dia a dia, movendo multidões e ajudando a criação de fantasias. Do "Drácula de Bram Stoker ao atual "50 Tons de Cinza, é ela quem dá o enredo às histórias e é capaz de suscitar milhares de "babados" no nosso meio, centenas de fofocas, atos impensados, suicídios e assassinatos. É por aí que se nota, que muito ela é muito mais um instinto do que um sentimento.
Paixão é um instinto no seu estado mais puro, seja entre as quatro paredes ou sob a luz do sol, é carregada e fomentada pelos medos, pelo desconhecido, pela passionalidade, pelo moral e imoral. É o instinto do arquétipo, que aparece e é incapaz de conhecer limites, as vezes não diferencia o feio do bonito e para satisfazê-lo, tudo pode, se for um instinto descontrolado, mais ainda. 
A paixão é assim, totalmente sem medidas, descontrolada, destemperada, as vezes absolutamente uma perda de tempo. Paixão é a atração, é o que envolve o sexo.
Fossemos animais, faríamos sexo apenas para procriar, como qualquer outro ser do reino animal. A paixão é a humanização do sexo e dá a ele, sabor, tato, olfato e visual, mas mesmo assim é capaz de cegar e ensurdecer, deixando qualquer um libertino, contraventor, imoral, imune e impune, babando pelo corpo do outro, sem atentar à estética, ao bom-senso, à lei e aos valores morais e religiosos. A paixão é sem dúvida nenhuma o tesão domesticado. É fácil  é só admitir, a paixão desperta aquele tesão e a fantasia é inevitável, vamos lá admita: Nunca sentiu vontade de pular a cerca, por se apaixonar por uma outra pessoa? Nunca sentiu paixão por alguém impossível e fomentou idéias e planos para te-la em seus braços? Quem nunca pensou? - Foda-se, o meu parceiro, o meu casamento, vou lá! Se não foi é por que controlou, mas sentiu!
O ser humano não faz sexo por sexo, como outro animal qualquer, mesmo estando em uma orgia, ele escolhe com quem vai fazer sexo, pode fazê-lo com outros, mas o sexo mais satisfatório será com o escolhido.
Paixão é extremamente sexual, avassaladora, arrebatadora, é o nosso poder de tornar o sexo mais humano. Paixão só não pode ser confundida com amor!