Medo de ser Lésbica ou Bissexual

por Lena Lopez 

Atualmente o bissexualismo e o lesbianismo deixaram de ser um tabu implacável, através do qual, mulheres reconhecidas como tais, eram marginalizadas pela sociedade, um passado não tão distante assim. Apesar de ainda haver muito preconceito em volta destes, as transformações dos costumes e a evolução do pensamento humano nas últimas décadas, amenizaram as radicalizações e aceitação de relacionamentos entre duas mulheres, já não é visto como um bicho de sete cabeças, mas desperta muitas curiosidades.
Queiram ou não, quando alguém presencia um beijo entre duas fêmeas, o seu semblante muda, as particularidades do seu olhar e dos seus lábios, tomam outras conotações.
Mesmo assim, muitas mulheres já experimentaram transar com outra mulher e por causa disso, não podem ser consideradas lésbicas ou bissexuais. O relacionamento acontece apenas num ou outro momento, onde a curiosidade, a libido e os hormônios estão à flor-da-pele, Exemplo disso, é a adolescência, quando as experiências valem muito, os hormônios estão em total atividade, os desejos por novas descobertas e a curiosidade ou até mesmo a rebeldia para provar o "proibido", levam-nas a experimentar relacionamentos com outra ou outras meninas. É importante ressaltar, que nessa etapa da vida, as dúvidas na formação da personalidade e amadurecimento sexual, podem ou são, ser os principais fatores.
Antes de continuar, é preciso dizer que todas as mulheres são criadas à beira do lesbianismo, ou seja, a mulher cresce e se desenvolve, junto a outras mulheres e diferentemente dos homens, são ensinadas que entre elas é tudo normal, dessa forma são acostumadas a dormirem juntas, a se tocarem, a se beijarem, sem que alguém ache isso anormal, mas mesmo que não haja conotação sexual, que mulher já não tocou os seios de outra, que não amassou os seios em prolongados abraços, que não beijou a amiga com muito carinho, que não viu outra despida, comparou os bumbuns, que não se admirou com as curvas da colega nua, que não tocou na pele de outra para ver como está macia por causa de um creme, que não apertou uma bunda para ver como é durinha, que não tomou banho e ensaboou as costas da amiga, etc, etc, etc.
Mas o que é preciso para se considerar lésbica ou bissexual?
Antigamente era simples, definia-se pelo fato de transar com outra mulher, apenas uma vez e bem provável, somente pelo simples fato de beijar na boca outra mulher. Hoje sabemos que isso não é tão simples. Como falei anteriormente, a evolução do pensamento mudou este conceito.
Gostar de transar com outra mulher, além de naturalmente com os homens, não é motivo para ser considerado bissexual mas, se é apenas uma experiência ou relacionamentos casuais, como deve ser definido?
A resposta é:  Experiência e Relacionamento Casual. Nada mais do que isso. Não se pode considerar uma mulher bissexual ou lésbica, somente por que ela transa com outras, seja uma vez, duas, três, muitas vezes, ou vez ou outra. Nesses casos, lesbianismo e bissexualismo, são apenas rótulos e de rótulos ninguém precisa, são desnecessários. Muitas mulheres deixam de experimentar por causa deles, por ficarem preocupadas as definições. Isso igualmente é válido para casais, caso a mulher nunca tenha experimentado transar com outra mulher, em vista de menages ou swings, a preocupação do que o marido poderá pensar ou a dúvida se ela é bissexual ou não, podem atrapalhar.
As definições, mesmo que elas existam, não importam. O que é certo e o que é errado? Na verdade, existem apenas julgamentos à respeito, baseados em posições religiosas e de “moral conservadora”. 
A religião é particularidade de cada um, algumas delas possuem uma posição mais rigorosa, outras são mais comedidas e uma questão de crença e principalmente de definição de pecado. Cada um na sua, a quebra das suas próprias barreiras é um caminho à parte. Mas, há séculos atrás a religião caçou e matou milhares de mulheres, acusando-as simplesmente de bruxas, na maioria das vezes sem provas e não foi somente a Igreja Católica que as perseguiram. 
A moral conservadora toma como verdades coisas do passado, retrógradas e com valores, muitas vezes hipócritas e ultrapassados. E, sabemos que viver de passado não é algo muito apropriado. Se dependermos dela, a mulher tem que ficar em casa, cuidando dos inúmeros filhos, na frente do fogão e do tanque de lavar roupas.
Não se prenda a esses conceitos. A experiência deve ser baseada exclusivamente no seu pensamento e na sua vontade. São eles deverão definir se você terá experiências em busca de uma vida sexual mais plena.
Para terminar, os conceitos existentes de lesbianismo e bissexualismo são vagos demais, que apenas os caracterizam e não são capazes de incorporar as particularidades de uma pessoa para outra. Ser bissexual ou lésbica não é apenas gostar de transar com outra mulher, é vivência! Uma lésbica vive o lesbianismo vinte e quatro horas por dia, todos os dias da sua vida. Uma mulher bissexual é capaz de transitar entre os dois sexos e se sentir feliz, além de estar plena ao lado de um e não sentir falta do outro sexo, ou seja: Uma mulher bissexual é capaz de ser feliz, transando ao mesmo tempo ou intercaladamente, com os dois sexos, como também, ser feliz e estar ao lado de um homem, sem sentir falta de transar com outra mulher ou, viver uma relação estável com uma mulher e não sentir falta de sexo com um homem. 
E você?
Já experimentou transar com outra mulher, se sentiu lésbica ou bissexual por causa disso, como foi a sua experiência? Comente e conte-nos! Não é necessário contar os detalhes, deixe-nos as suas impressões apenas!

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