A Aprendiz: Lição Final

por Lena Lopez 

Olhei para as cordas dispostas na banqueta, ao lado da mesa de centro. Rebeca colocou-as com exatidão, como num outro dia, eu havia dito que gostava, demonstrando-me a sua atenção e que já sabia como me agradar. Curvei-me, segurei as cordas e olhando para ela, apontei-lhe a porta do quarto.
Caminhamos pelo pequeno corredor e entramos pela porta, livrei-a do qipao, do sutiã e da sua calcinha. Sentei-a na cama e descalcei seus sapatos e logo depois as meias três-quartos.
Rebeca deitou-se o na cama e sem resistência, acatava todas as ordens, que eu dirigia com olhares, mostrava-se paciente e muda. 
Sentada ao seu lado e com o corpo arqueado sobre o dela, eu beijava a sua boca, com os dedos buscava pelos seus mamilos rijos. No movimentos dos lábios e na intensidade do nosso duelo de línguas, ela se entregava sem reservas aos meus caprichos. E quanto mais eu sentia a sua entrega, mais pressionava os seus mamilos e imprimia-lhes as ponta das unhas dos meus indicadores, até ouvir seus gemidos e passei, ao mesmo tempo, a morder os seus lábios, abafando  os seus ruídos de dor. Eu queria dar a ela uma amostra do que estaria por vir!
- Dói? – perguntei.
- Doeu, mas… acho que me excitei.
E ouvindo a sua resposta, imprimi mais força na unha sobre um dos mamilos.
- Aiiiiiiii! - gritou ela.
Dei-lhe um tapa no rosto, deixando vermelho e quente. Ela me olhou, sem saber o que havia feito de errado e percebendo a sua indagação completei o tapa com as minhas palavras:
- Quem te autorizou a gritar?
Rebeca gelou e uma sensação estranha correu por seu corpo, ficou ofegante e um tesão brotou-lhe de dentro para fora, incendiando seu corpo. Ser esbofeteada e xingada provocou-lhe contradições, que a deixaram confusa, sentia dor e ao mesmo tempo sentia tesão, sentia raiva e ao mesmo tempo sentia prazer e a dor no seu seio, aliada à humilhação, quase levou-a ao orgasmo.
Levantei-me da cama e despi-me lentamente. Ela não tirava o olhar do meu corpo e das roupas que caiam, peça por peça. Enquanto me olhava, ela corria as mãos pelos seios e descendo levou as mãos entre as pernas. Olhei-a reprimindo o seu gesto, proibindo-a de tocar-se. Por alguns instantes ela retrocedeu sua mão, mas logo os instintos moveram-na ao lugar proibido. Olhei diretamente em seus olhos e quando o seu  olhar cruzou com o meu, apertou as mãos entre as pernas. Completamente nua, aproximei-me dela e puxei-a pelas pernas, trazendo-a para perto. Dando alguns passos ao lado da cama, levantei-a pelos cabelos e disse baixinho no seu ouvido:
- Teimosa, vou amarrá-la!
Olhei para o chão, ao lado do meu qipao, juntei o obi e vendei os seus olhos. Com uma das cordas vermelhas amarrei suas mãos à cabeceira da cama e com uma das cordas brancas atei os seus pés à outra extremidade da cama.
Aquilo a assustou, mas ao mesmo tempo deixava-a mais excitada, pois ela confiava em mim. Apesar da sensações estranhas que sentia, se deixava levar. Um desconforto a incomodava. Era horrível não saber o que estava acontecendo, não contendo a sua curiosidade, resolveu perguntar:
- O que está fazendo Senhora?
Como resposta, dei-lhe um novo tapa, do outro lado do rosto. E, ela entendeu quem estava no comando e que não deveria me questionar. Calou-se e contentou-se com a escuridão.
Caminhei em volta da cama, rústica e de ferro. Fiquei alguns minutos contemplando seu corpo. Rebeca estirada na cama, amarrada. Seus braços e pernas abertas, a respiração ofegante e os seios subindo e descendo, entre as suas coxas a excitação molhava seus lábios externos. Afrouxei a tensão das cordas que atavam seus pés, depois fiz o mesmo com as cordas das mãos, para possibilitar-lhe os movimentos, mas sem deixar que se masturba-se novamente.
Ainda restavam-me mais duas cordas, uma vermelha e outra branca, escolhi a branca. Segurando-a pela cintura, passei-lhe a corda por baixo e fiz a corda enrolar-se no seu corpo como uma serpente. Da cintura aos seios, prendendo-os firmemente e em cada laçada um novo rumo a corda tomava, deixando em seu corpo uma verdadeira teia de aranha, passando e voltando, pela frente e pelas costas, por entre as pernas, até lhe cessarem os movimentos.
Deixei-a inerte na cama, abri o frigobar e peguei dois cubos de gelo. Primeiro deixei-os pingar sobre os seios e depois imprimi-lhe um rastro gelado no ventre, de baixo para cima, até alcançar e circular os mamilos. Rebeca nada dizia, apenas percebia e arrepiava-se com o que eu fazia em seu corpo. Deixei-a pensar e momentos depois, passei o gelo no seu clitóris. Ela arrepiou-se mais uma vez e esboçou um gemido. Novamente esperei alguns segundo e tornei a acariciar seu clitóris com o gelo, mas dessa vez sem retirá-lo, até deixá-lo dormente. Continuei repetindo com uma das mãos, a tortura no clitóris e com a outra segurei seus mamilos, apertando e torcendo-os, causando-lhe dor e a dúvida de sensações, entre o gelo cortante e meus dedos perversos.
Rebeca já não conseguia entender o que lhe provocava mais desconforto, a dor ou a dormência, os mamilos ou o clitóris, mas não ousou pedir-me para parar. Sentindo que ela estava aflita, cessei a tortura e beijei seus mamilos, dando-lhe calor ao circula-los com a língua. Joguei o gelo para o lado e com os dedos abri caminho entre os seus grandes lábios, tocando-os suavemente e depois pousando a palma da minha mão sobre a sua vulva gelada, aquecendo-a, Desci pelo ventre, lambendo o molhado do gelo, até envolver a sua vagina com a minha boca. O prazer dela cresceu, a região se aqueceu e ela contorceu o seu corpo. Notando que ela iria ter um orgasmo, parei e lhe disse:
-Ainda não, teu cio... hoje é meu!
Subi pela cama, sentei-me sobre o seu rosto e ordenei:
- Primeiro sou eu!
E sentando sobre ela, quase a sufocando, recebi o afago da sua boca, ela chupou, lambeu e me invadiu com a sua língua, até arrancar-me um orgasmo intenso e bebê-lo deliciosamente.
Desabei sobre o corpo de Rebeca e tremi o meu gozo por longos minutos. A dominação que exerci sobre ela, havia me deixado muito excitada e o gozo roubou-me as forças.
Já recuperada, liberei-a das cordas, mas deixei-a vendada. Deitei-me na cama e coloquei suas pernas em meus ombros e dediquei meus carinhos orais para ela. Cada movimento da minha língua  fazia seu corpo se retesar e disse-lhe então, que podia soltar seu prazer. Enquanto eu dava a ela as caricias orais, ela gemia desesperada e sem demorar muito, explodiu divinamente na minha boca. Urrando e gritando o gozo.
Fui até a sua boca e a beijei, o seu coração batia acelerado, o beijo era ardente e nesse mesmo tempo, arranquei a venda dos seus olhos. Depois do beijo nos olhamos intimamente e soubemos que cada uma de nós, havia realizado as suas fantasias à contento. Eu como sua Senhora e ela como submissa.
Olhamos em volta e vimos o quarto, os móveis, testemunhas inerte, daquela nossa noite desregrada. As cordas ainda tinham o calor do seu corpo. O gelo havia derretido, como nós havíamos nos derretido uma na outra. O obi negro, jaz atirado a um canto do quarto, guardava em segredo o que ela havia pensado. Quem haveria de dizer, que gozamos com a dor, uma a infligindo e a outra a recebendo. 
Rebeca recostou-se na cama e olhava para as únicas provas da nossa loucura, as marcas vermelhas das cordas que imobilizaram seu corpo!

LEIA OS OUTROS CAPÍTULOS

CAPÍTULO 1 - Iniciação de uma submissa!
CAPÍTULO 2 - As Velas
CAPÍTULO 3 - Ritual


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Um comentário :

  1. Li os 4 capítulos, esse último foi o que me deu mais ânsia, por conta da tortura física, mas terminou tudo bem. No capítulo das velas foi muito legal também.

    Muito boa escritora essa loira. rsrs...

    Beijos.

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