A Aprendiz: Velas

por H. Thiesen

Enquanto a conversa fluía, o clima entre nós tornava-se mais íntimo. Eu e ela sabíamos por que estávamos ali, mas ela deixava transparecer que desejava algo forte e intenso.
Ela levantou-se, foi até a chave de luz, diminuiu a intensidade, deixando apenas uma ínfima penumbra iluminando a sala, com a ajuda das labaredas do fogo na lareira. Caminhou por trás do sofá, até as enormes janelas do apartamento e fechou as cortinas, deu mais alguns passos e fez o mesmo com a porta larga da sacada, para evitar olhares curiosos. Atravessou a sala, abriu uma gaveta e pegou um isqueiro de prata, com ele acendeu quatro velas perfumadas, que estavam sobre o balcão da lareira, foi até a parede inversa e sobre dois pedestais, acendeu outras duas, dando ao ambiente um levíssimo cheiro de lavanda.
Lentamente voltou ao centro da sala e livrou a mesa de centro do caminho rendado e do vasinho com três rosas vermelhas, deixando-a nua no seu mogno envernizado e escuro. 
Circulou a mesa e parou a minha frente e segurando as alças do vestido de seda, deixou-o cair lentamente ao seus pés, revelando o seu corpo, semi-coberto com uma calcinha e meias 3/4 pretas, sobre o sapatos de saltos, deixando-me ver seus seios e mamilos com auréolas rosadas. Levantou um dos pés, deu um passo para ou lado e deixou o vestido à ermo no chão e finalmente falou:
- Estou pronta... Sou sua Senhora! As velas sobre a lareira, são as que me pediu, as outras são comuns e perfumadas!
Levantei-me, beijei sua boca e virei-me de costa para ela:
- Ajude-me com o casaco!
Despi o casaco, ela segurou e com delicadeza colocou-o em um cabide no canto da sala. Voltou para perto de mim, olhando para o chão.  Enquanto ela voltava, eu despia minha roupa, fiquei totalmente nua a sua frente.
- Sente-se! - Ordenei-lhe apontando a mesa.
Ela sentou-se, segurei o seu queixo e levantei-lhe a cabeça, beijei-a na boca, depois segurando a sua cabeça, ergui-me e deixei o seu rosto passar entre os meus seios. De pé, juntei-a ao meu corpo, ela abraçou-me pelos quadris e beijou o meu ventre. Acariciei seus cabelos e deixei-a ficar assim por alguns instantes, para sentir-se segura. Após alguns minutos, pedi para que se despisse totalmente.
Fui até minha bolsa e retirei de dentro tudo o que trouxera e coloquei alinhados sobre os sofá. 
Voltei até ela, virei-a de costas para mim e vendei os seus olhos. Deitei-a na mesa e sentei-me ao seu lado. Arqueando o corpo, beijei sua boca e a invadi com a língua, arrancando-lhe um beijo ardente. Desci pelo pescoço, depois pelos ombros e seios, beijei-os, lambi e suguei. Parei por alguns segundos e deixei no ar um clima de mistério. Ela sem poder ver, tentava ouvir o que acontecia. Mas eu, nada fazia e apenas corria meus olhos no seu corpo, admirando a sua beleza e a cor da pele.
Levei o meu dedo a sua boca, acariciei os seus lábios e fiz a pontinha entrar no meio deles. Ela chupou-o e lambeu, repeti o mesmo com um dos outros dedos. Corri a unha pelo seu queixo, fui em direção ao pescoço e do pescoço ao peito, passando entre os seios, deixando um rastro vermelho, descendo pela barriga e indo em direção as virilhas, até encontrar sua coxa e segurar suas carnes interiores, cravando as minhas unhas com força. Ela respirou fundo, demonstrando que sentira a surpresa, mas não gemeu, sabia que eu não queria ouvir som. Afastei suas pernas e envolvi o seu sexo com a minha mão, ele estava úmido e quente, denunciando que ela ficara excitada. Acariciei-o, tateei-o e circulei-o com os dedos, com o anular e o indicador abri os seus lábios e acariciei a entrada molhada com o dedo médio. Ela esboçou um gemido, mas se conteve, preferiu respirar longamente.
Peguei a corda de cânhamo que trouxera, amarrei um dos pulsos e atei ao pé da mesa, depois fiz o mesmo com o outro e com os dois pés, deixando-a presa a mesa e disponível para mim, para que não pudesse escapar ou se defender.
Caminhei até a lareira e apanhei uma das velas, fui até os seus pés e sacudindo-a, respinguei a parafina em seu corpo, ela se contorceu sobre a mesa. Repeti novamente, uma, duas vezes. Aproximei-me um pouco e pinguei sobre seu púbis depilado, um pingo, a pausa e depois mais dois. Subi por seu ventre deixando o rastro de pingos de parafina e a cada pingo que caia, uma pausa eu deixava entre eles, até deixar cair o primeiro pingo e vê-lo escorrer pela lateral do seu seio. Pinguei outra vez sobre o seio, ela esboçou um gemido e pinguei novamente, ela se contorceu e então lhe falei:
- Quero ouvir teu prazer!
Ela permaneceu imóvel, não gemeu, apenas suspirou.
Esperei alguns segundo, observando-a e olhando seu peito respirar e finalmente deixei mais um pingo cair e atingir diretamente o mamilo. Ela gemeu alto e contorceu-se totalmente sobre a mesa. Sua respiração ficou ofegante, parecia queria estancar a ardência e deixei-a acalmar-se. Vendo-a voltar à normalidade, pinguei novamente, mas sobre o outro mamilo, dessa vez arrancando um gemido bem alto, quase um grito, mais de prazer do que dor.
As velas usadas são feitas para esse tipo de fantasia e há uma técnica a se utilizar, temperatura e distância a se obedecer, de modo que, os pingos podem arder, mas não podem queimar ou deixar bolhas na pele. Isso garante a segurança na fantasia.
Sentei-me novamente ao seu lado e acariciei o seu rosto, deixei-a tranquilizar-se e logo após, peguei ao lado da bolsa a loção e a flanela macia. Borrifei a loção espalhei em seu corpo, fui ao banheiro e molhei a flanela, com ela livrei-a dos pingos solidificados de parafina, acalmando a sua pele e deixando seu corpo sedoso.
Desvendei-lhe os olhos, soltei-a das amarras e sentei-me novamente ao seu lado. Olhando em seus olhos sorri para ela e com seu sorriso fui correspondida. Segurando a sua nuca, trouxe-a para perto, abracei-a e a beijei. Depois fomos para o imenso sofá, estávamos totalmente excitadas e precisávamos uma da outra.

LEIA OS OUTROS CAPÍTULOS

CAPÍTULO 1 - Iniciação de uma submissa!
CAPÍTULO 3 - Ritual
CAPÍTULO 4 - Lição Final 

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