A Evangélica: Uma busca pelo Prazer

Depois de publicar o primeiro capítulo e de continuar os subsequentes, sinto-me na obrigação de dizer, que o conto A Evangélica e todos os seus capítulos, é um relato verídico e experiencia de vida, escrito e autorizado à publicação por uma leitora. Eu apenas o adaptei aos padrões do blog, suprimindo os nomes dos personagens, locais e qualquer coisa que por ventura pudessem identificar as pessoas envolvidas. Por ser um relato extenso, vinte e três páginas do Word, combinei com ela que para melhorar o ritmo da leitura, suprimiria alguns parágrafos e transformaria os diálogos em ligeiras descrições, tudo em primeira pessoa, além de publicá-lo em capítulos, mas sem retirar do texto o seu sentido e o seu objetivo. Deixo aqui, à ela o meu agradecimento em me escolher para publicar seu relato e por confiar à mim, no que acredito ser, as suas experiência mais íntima e secretas.
Helena T. Lopez 
por Lena Lopez 

Apesar de ser criada nos princípios da Igreja Evangélica, acredito que tanto o homem como a mulher foram criados para amarem e à eles é dado os mesmos direitos, nenhum pode sobrepujar o outro e devem ser seres equânimes, tanto no dia-a-dia, quanto na intimidade. Dessa forma, acreditei que poderia ser feliz e desde que me descobri como uma mulher e a minha libido aflorou, tive sonhos e fantasias, as quais satisfazia-as de forma solitária e tinha a esperança de comungar mutuamente com alguém do sexo masculino, as minhas descobertas, à respeito do meu corpo e do prazer. Como evangélica, considerava verdadeira a união de sexos nos moldes doutrinários, mas pensava que, se foi dado à mulher o dom do prazer, ele não poderia ser algo mau, mas uma ventura a fazer dela um ser pleno. Por isso, muito sonhei e fantasiei à espera do homem da minha vida e finalmente este dia chegou!
Conheci-o na igreja, logo ficamos amigos, depois passamos a trocar olhares mais intensos e como não podia deixar de ser, o destino nos uniu, começamos a namorar.
Ele era muito sincero e sereno. O que me chamou a atenção, foram seus ombros largos e os braços fortes e compridos. Tinha os cabelos curtos e pretos, sempre bem cortados e penteados para trás. Ele jogava futebol no time do grupo de jovens da Igreja e por isso suas pernas eram fortes e musculosas.
O momento mais íntimo, que tivemos, aconteceu em um passeio com outros irmãos da Igreja e nos afastamos um pouco para caminhar, numa floresta de uma reserva natural. No meio de alguns beijos e abraços, sua mão procurou meus seios, que ficaram entumecidos e com os bicos proeminentes, apenas por que, eu imaginava que seriam tocados.
Eu o apertei, o trouxe de encontro ao meu corpo e me atrevi a brinda-lo com um beijo lascivo, com direito à bocas se devorando e línguas entrelaçando. Uma das suas mãos passeava na minha espinha e apertava-me contra ele, a outra mão segurava meu seio, espremendo-o com força e mantendo o meu mamilo teso entre os dedos. Meu corpo junto ao dele permitia-me sentir algo que eu imaginava nos meus sonhos ansiosos, seu pênis ereto e quente à roçar no meu ventre. Ele estava bem duro, inchado e parecia bem maior do que eu imaginava e muito mais perigoso que um mero pênis. Minha vagina molhava, eu sentia a umidade encharcando a calcinha e latejava, na mesma medida da minha vontade de ir além. Naquela tarde, eu percebi que já estava preparada para realizar as fantasias, que eu nutria nas minhas horas de solidão!.
Pensando que o macho tomaria posse da sua fêmea, mesmo que, naquele lugar perigoso, não a possuísse, eu continuei aceitando aquelas carícias mais ousadas e atrevi-me ir mais adiante. Mas, somente por acariciar, por cima da calça, o seu membro ereto por pouco segundos, as coisas mudaram repentinamente e os momentos mais quentes da minha vida, até então, ruíram num piscar de olhos.
Ao sentir minha mão sobre seu pênis, ele segurou-me pelos ombros e me afastou, colocou as mãos sobre a sua cabeça e começou a pedir perdão por ceder às tentações. Voltou-se contra mim, dizendo-me que, como uma moça temente, eu não deveria permitir que ele avançasse tanto. Disse-me que estava decepcionado e que eu deveria me preservar.
Eu chorei de frustração, por ver a minha felicidade e aqueles momentos nos quais eu me senti uma verdadeira mulher, desabarem culposamente sobre os meus ombros, mas ele acreditando que eu chorava de vergonha, me consolou e voltando atrás no que disse anteriormente, atribuiu o erro à nós dois. 
A partir daquela tarde, voltamos ao namoro recatado e somente fomos ter um contato mais íntimo na lua-de-mel.
Na noite de núpcias, eu queria tudo, queria ter tudo na mesma proporção que eu sonhara. Queria ver um homem nu, olhar e pegar um pênis em minhas mãos. Estava ansiosa, excitada, molhada e tarada. No início, nos beijamos muito. Foi tudo perfeito, do jeito que eu sonhava, muitos beijos e carinhos, a proximidade e cumplicidade. Então ele pediu-me para ir ao quarto e me vestir. Escolhi a minha camisola mais linda, vesti-a e sentei-me na cama o esperando. Logo em apareceu, vestindo um pijama curto. Estendeu-a a mãos e dando a volta na cama, fez-me deitar, deitou-se ao meu lado e me beijou. Percebi pelo volume pressionando a minha coxa, que já estava duro. Ajeitei-me na cama e me ofereci, esperando que ele me despisse. Ele deitou sobre mim e pressionando o pênis ereto no meu púbis. Excitadíssima, abri as pernas e ele suspendeu a camisola. Tomei a iniciativa e a suspendi mais um pouco, feliz por poder me ver completamente nua e entregar-me totalmente a ele. Mas ele segurou-me para não tirar a camisola, abaixou o pijama e tirou o pênis duro para fora, colocando-o na entrada da vagina. Ele me abraçou e me invadiu. Senti aquele membro abrindo caminho, afastando as minhas carnes e rompendo meu hímen, sem nenhum carinho e romantismo. Doeu e eu gritei. Ele cobriu minha boca com a mão e aprofundou-se mais. Sem preliminares, eu me desestimulei, com os sonhos e as fantasias destruídas, eu só sentia a dor e odiaria para sempre aquele momento. 
Quando ele notou tinha entrado tudo, suspirou bem fundo e gemeu intensamente, com a pressão e um leve roçar no meu clitóris, eu ainda percebi um certo prazer, mas que durou pouco.
Ele começou a mexer-se, entrando e saindo feito um louco, causando-me desconforto e fazendo sentir-me violada. Minha vagina sangrou, quando ele percebeu encheu-se de euforia e a loucura o possuiu mais ainda. Eu não sentia prazer, somente sentia dor, comecei a chorar e ele achou que eu chorava de emoção. Como um animal, que copula por instintos, ele gozou e caiu cansado e ofegante sobre meu corpo.
Nossa vida de casados era assim, o sexo não tinha tesão. Nunca ficávamos completamente nus, ele enfiava e tirava como um animal, não olhava nos meus olhos e não permitia que eu me tocasse. Era tudo muito rápido, ele suava, ofegava e gozava logo e as vezes doía muito. Quando passei a entender o seu jeito de ser, comecei a fantasiar e conseguia me excitar um pouco, eu ficava molhada e o sexo era melhor. Enquanto ele metia como uma fera, eu imaginava que estava transando do jeito que eu queria, me imaginava de quatro, cavalgando ou sendo possuída de pé na parede. Eu fechava os olhos, abria as minhas pernas, fantasiava cenas extremamente eróticas e suportava as investidas frenéticas do homem que se achava apenas meu dono.
Acostumei-me ao tradicional papai-mamãe, sem poder me tocar, sem ser tocada, sem ter os seios acariciados, sem ter a vulva estimulada e sem me sentir mulher. Eu era somente uma esposa que servia de alivio ao fogo de um homem e claro, futura genitora.
Enquanto ele trabalhava, eu era dona-de-casa, cuidava do lar, lavava roupas, fazia faxina, preocupava-me com as refeições e assistia televisão. Depois dos afazeres diários, deitava-me nua na cama ou tomava um banho demorado e me masturbava. Friccionava o clitóris, esfregava a vulva, penetrava-me com os dedos, apertava os bicos dos seios e gozava como uma louca. As vezes, colocava um travesseiro ou uma almofada entre as pernas e comprimia contra minha vagina até gozar. Muitas vezes tive que lavar as fronhas, a fim de eliminar o cheiro e as marcas dos líquidos das minhas gozadas para que elas não fossem descobertas. Eu ficava nua e esfregava a vagina no braço das poltronas, na guarda da cama e até na beira da mesa de jantar, como se estivesse me roçando no corpo de um homem. Roçava meu clitóris até que ele ficasse completamente estimulado. Eu molhava e me roçava desvairadamente até gozar e cair para o lado, exausta e satisfeita.
Com o passar do tempo compramos um computador e passei acessar páginas adultas, quando ele não estava em casa. 
Ah! Como eu tinha vontade de fazer tudo aquilo que eu via na tela. As fantasias continuavam e aumentaram. Eu me via nas imagens e vídeos, como uma daquelas mulheres ousadas.
Eu estava preparada para viver dessa forma, eu estava preparada para fazer sexo realmente e ser feliz. Mas, não passava pela minha cabeça que eu iria conhecer alguém dentro da igreja e que seria o homem que me faria sentir-me uma mulher.

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Um comentário :

  1. Hummmm.. essa decepção é normal.... em quem é muito reprimido.. ambos foram!!!!

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