A Lingua e a Flor


por Lena Lopez 

A língua lambe sedenta
pétalas vermelhas e molhadas
da flor licenciosa e desabrochada
a língua sulca entre as pétalas
na busca frenética e impaciente
do oculto e entumescido botão
procura e explora na flor
ágil e lépida serpenteia e afunda
varia a intensidade do ritmo
e a profundidade das inserções
A língua lambe faminta
colhe o néctar lascivo
luxurioso e embriagante
o licor feminino do amor
e quanto mais lambe
a língua enleva e fascina
A flor fascinada e excitada
vê-se em meio ao êxtase
e faz-se molhada e devassa
abre-se e fecha-se em espasmo
derrama-se lúbrica
e abandona-se ao clímax carnal
ensopada de mel
 que a língua lhe deu!



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