Desejo Secreto

por Lena Lopez 

A noite estava escura, o frio era cortante e ele cravou a chave na porta e a abriu. Tateou a parede no escuro atrás da chave da luz, enquanto a porta às suas costas fechava-se num estrondo. Cego pela escuridão, continuou tateando a parede e ao encontrar o botão, nada a luz, pifara outra vez.
- Porca desgracera! - gritou ele, no seu sotaque italiano.
A resposta veio rápida, de uma porta aberta pela vizinha, de quadris largos e peitos enormes:
- Gigio, a lâmpada queimou! - disse ela no seu português, mais simples impossível.
Ele subiu um vão da escada e foi ao encontro do vulto da mulher na porta entre-aberta, vestida de saia e blusa bem usadas, que encrispava os dedos no ventre:
- Má como, de novo? - disse ele.
- Já não há luz desde cedo e a culpa é do estupor, desse síndico incompetente! - respondeu-lhe.
- Do estrupicce? Onde stá?
- Tá lá, com uma puta, a mulher já não lhe dá?
- Qui em cima! E ella, la donna?
- Fui trabalhar no hospital!
- E tu se prende a cuidar de la vita dos otros?
- Não, vi sem querer!
- E?
- Estou sozinha, Manoel foi viajar!
O italiano gelou, já há algum tempo queria comer "quella donna" e ficou olhando estático para ela, decidindo se a atacava de vez ou não.
Diante do impasse do italiano, ela refilou com cara safada, aproximou-se e agarrou-o entre as pernas e o puxou para dentro. Esticou a mão correu o ziper num gesto brusco, metendo os dedos dentro da cueca e sacando o dito-cujo para fora, como se fosse a coisa mais natural e apertando-o na mão fechada.
- Escute italiano, é disso que estou precisando também!
Falou perto do seu ouvido e com uma piscadela de olho, começou punhetando devagar, com a mão bem apertada.
O ronco de um carro desviou a sua atenção, olhou para a janela, curiosa mas, acelerando a punheta e sacudindo a haste com afinco. Ao mesmo tempo, nervosa e cheia de tesão, buscou a mão do italiano e pousou-a sobre seus peitos. Ele abriu-lhe a blusa, afastou o sutiã e trouxe para fora os tetos, volumosos e já um pouco caídos. Ela ajeitou-se, bramiu o punho na haste, que pulsava tesa na mão e tomada pelo medo de ser pega por alguém, insistiu com o italiano:
- Vá, esporre de uma vez! Ande pode vir alguém!
- Cazzo! Sua putazona! Facciamo ora!
- Não dá, Manoel vem ainda hoje!
- E quando?
- Outro dia, na sua casa!
- In casa mia?
- Eu sei o que tu fazia com a outra vizinha!
Enquanto ela continuava a punheta, ele punha-lhe a mão por baixo da saia e encheu a palma com a vagina molhada!
- Vá, italiano, goze logo!
- Eh, quasi! Non pare!
- Mete o dedo, mexe no grelo, esfrega a boceta!
- Così?
- Assim italiano, venha-se logo! Está a ouvir-me?
- Constância, te voglio a molto tempo!
- Ande caralho!
Ela sentiu o italiano tremer na sua mão, agarrou-o na nuca e abafou-lhe os gemidos, beijando com ardência. Os dedos melaram e o jorro esguichou pelo chão.
- Não diga nada a ninguém! Vá lá, até amanhã! - disse ela, limpando os dedos melados na saia surrada.
E empurrou o italiano porta à fora, fechando-a com força e estrondo.
- Domani... Io fotto la tua figa! Aspetta!

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