Gelo e Tesão

por Lena Lopez 

Tão somente uma pequena pedra de gelo e ganhou importância quando, derretendo-se e envolta por dedos quentes, roçou na minha pele nua, ganhando vida e transformando-se numa doce tortura.
A cubo singelo tocou primeiro meus lábios e a água gelada dos pingos deslizaram na pele do meu pescoço e rumando abaixo, acariciaram docemente o colo dos meus seios, até molhar o mamilo rosado, que avivou, arrepiado.
As gotas rodearam o mamilo arrepiado e ganharam companhia de outras, que rumaram ao outro e deram à ele o mesmo arrepio.
O frio e a sensação de prazer, buscaram dos meus lábios o primeiro gemido.
Minhas coxas apertaram entre elas, num gesto instintivo de desejo, a minha excitação.
E o cubo de gelo cada vez mais pequeno, deixando seu rastro molhado e frio, desce entre os meus seios, toma o caminho do meu ventre e circula o meu umbigo. O frio se espalha em meu corpo e corre pela minha espinha. A água gelada, represada no umbigo, me trás sensações e me dizem que o cubo de gelo cumpriu seu papel e se foi, derreteu totalmente.
Mas, ficaram os dedos molhados e ainda gelados, que decidam tomar o caminho de volta e sobem pelo meu ventre, no rumo dos meus seios com bicos espetados e passam por eles, dando-lhes todos os carinhos, mas retomam a estrada do meu corpo, aos ombros e ao pescoço, rumo aos meus lábios entre-abertos.
Os dedos, quentes novamente, se fazem provar na minha boca e deles sorvo o gosto de água e prazer. Pensei que a tortura houvera acabado, mas de repente, outro cubo de gelo derrete-se na minha pele quente, desta vez, sem contato com a minha pele, mas derramando gotas geladas, por todo o meu corpo. Cada pingo que cai, recebe a companhia de lábios mornos e sedentos, alternando o frio das gotas geladas, com o calor da língua atrevida. A água molha e gela, a boca quente suga, morde e lambe a pele.
Gemo novamente, já muito excitada, desejo sentir as mesmas sensações em todo o meu corpo. Sussurrando, peço e imploro por mais!
Ele sorri! Pega outro cubo de gelo e o leva ao meu púbis, uma sensação de frio intenso e odas de prazer se alastram pelo meu corpo. Sinto a água escorrer pelo meio das minhas coxas, contrastando o gelado intenso com o calor da minha excitação e misturando a água gelada ao mel que escorre de dentro de mim.
Meus olhos fechados, a boca entreaberta tentando buscar mais um pouco de ar, o desejo latente.
Os dedos levam o gelo ao encalço da carne que aguarda ansiosa pela sua chegada Meu corpo treme e o gelo se abriga nas carnes escaldantes e termina de derreter.
Resta agora apenas meu corpo ancorado por um desejo extremo, a coxas entreabertas e os meus seios apertados pelas minhas mãos e o delírio que me toma em seus braços.
Porém, a tortura não havia cessado e sinto a boca masculina pousar sobre meu clítoris e trás dentro dela outro cubo de gelo e me faz subir às nuvens, acariciando-me com o quente e frio.
Guiado pelos lábios, o cubo de gelo circula e penetra na gruta e ela o recebe e estremece de prazer, quando o sente no seu interior. A língua gelada ajuda e açoita a carne molhada, desvenda as dobras, fustiga o clitóris e da gruta escorre a água do gelo já derretido e o néctar da minha excitação.
Aproxima-se o orgasmo. Eu grito!
- Para, não aguento mais!
Meu corpo escalda, escorro abundante, estremeço, grito e imploro. A cabeça de um lado para o outro, torço, retorço e contorço. Chegam os espasmos, cravo as unhas no seios, perco os sentidos. 
Explodo de tanto tesão e implodo com sensações de prazer.
Gozo, gozo e gozo!
E ele... apenas sorri!

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