Ontem a noite!

por Lena Lopez 

A noite caíra fria e  para me acompanhar, apenas o travesseiro e uma xícara de chá. Sobreveio-me uma saudade de tudo o que juntos havíamos vivido, sentia cada detalhe do nosso passado e cada lembrança em pormenores. O minutos se esvaziavam lentamente, sob as voltas inexoráveis dos ponteiros do relógio. Meus olhos deslizavam pelas paredes brancas e desenhavam cada minúcia do quarto escuro.
Eu estava sozinha novamente, ele havia partido, por decisão nossa, entendemos que chegara o fim. Ao meu lado sobre a cama, o cheiro dele ainda, impregnava os lençóis e o vazio fazia-me lembrar vivamente, das suas mãos, da sua boca e do seu corpo, como uma invasão de privacidade não permitida. Sobre o travesseiro abandonado, ainda alguns fios dos seus cabelos entranhados, lembravam-me da noite anterior:
Os olhos dele devorando os meus, que se fechavam para saborear melhor o momento, à espera do sabor de um beijo voraz.
Nua sobre a cama, meu corpo incendiado pelo desejo, mostrava a ele o quanto o queria.  A boca entreaberta, mamilos eriçados, pernas cruzadas em quatro, deixando escapar discretamente a visão convidativa dos lábios umedecidos.
Ele deitou-se sobre mim, nossos olhos, nossas mãos, nossas bocas e os nossos corpos misturaram-se. Minhas mãos o agarraram, meus braços o abraçaram, minha boca o beijou e minha língua o invadiu entre os lábios. O calor, o ardor e as sensações, me levaram aos instintos. Corri a mão por suas costas, deslizei-a a mão por sua pele, até encontrar as suas nádegas e a introduzi entre os nossos corpos, em busca do seu crescente, o encontrei rijo e comecei a deslizar nele avidamente, como se venerando aquela virilidade,  subordinada a um desejo irrefreado.
Empurrei ele para o lado, retirando seu peso de sobre o meu corpo, deitei-o na cama, olhei em seus olhos e acariciei-lhe o peito.  Sentei-me sobre ele, encaixai-me perfeitamente, deliciando-me e murmurando desconexo, provoquei-o firmando o olhar e passando as minhas unhas, dos seus ombros ao seu ventre. Rebolei lentamente sobre a sua pélvis, sinto-o arder e pulsar dentro de mim, enquanto ele estendeu as suas mãos e tomou meus seios para ele, apertando-os e segurando os mamilos entre os dedos, ansiosas e sedentas, suas mãos deslizaram pela minha pele, da cintura até a bunda, seguraram as minhas nádegas e deram aos meus quadris o movimento ritmado, do jeito que ele desejava, fazendo-me subir e descer, lentamente e demorado.
Suas mãos me envolveram e me controlaram totalmente e fui abduzida pelo prazer, que latejava dentro de mim.
\Deita-me sobre ele, lambi a sua boca, beijei o seu pescoço e depois mordi seus ombros. Cada vez mais excitado, ele apertou-me contra seu corpo e logo, levou a sua boca até meus seios, beijou-os com desejo, sugou-os com afinco e mordiscou de cada vez os mamilos. Eu gemi de tanto prazer e meus gemidos o deixaram louco e faminto.
Suas mãos ganharam um ritmo mais vigoroso e rápido. Tomada por ondas de prazer, como o prenúncio da erupção, tudo fervia e ardia em mim e sentindo que ele chegara ao momento derradeiro, pedi para ele vir comigo e num segundo eles explodimos entre espasmos, gritos e gemidos, numa fusão alucinada.
Completamente ofegante, abri os olhos lentamente e vi ao meu lado o travesseiro intocado, meu corpo estava em ebulição e eu não o tinha mais, apenas tinha para me satisfazer, meus dedos e minhas mãos úmidas, que não resistiram aos meus anseios, diante da impossibilidade.

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