Transgressão

por Lady Elle

O sol entrava pela janela e cobria-me de dourado o meu corpo. A minha pele branca irradiava-se brilhante à luz do sol poente. Eu estava desnuda e cobria-me com parcialmente, escondendo a minhas partes íntimas, com o lençol de seda branco. Ele entrou no quarto, observou-me por algum tempo e admirou meu corpo, mas não sabia que eu estava acordada e fingia dormir, a fim de analisar as suas atitudes. 
Aproximou-se, afastou o meus cabelos e beijou-me levemente. Deitou-se ao meu lado e desceu até o meus ombros, percorrendo o meu pescoço com a sua boca, não sem deixar de encostar-se e fazer-me sentir a sua rigidez quente, roçar nas minhas coxas. Continuou beijando e descendo. Assustou-se quando me ouviu gemer baixinho, pensou que eu despertara, parou e talvez sentiu-se um transgressor, esperando pela minha censura. Não notou maiores resistências e suavemente deslizou a sua mão entre os meus seios, passou pelo meu ventre e a infiltrou no meio das minhas pernas, descobriu o meu maior segredo, que a essa altura já se encontrava totalmente lambuzado, denunciando que eu me excitara com os toques ousados daquele homem, o qual eu tanto desejava. 
Sua mão, úmida dos meus líquidos, acariciou-me o interior da coxa, depois passeou pela minha cintura e alcançou sutilmente as minhas costas,  desceu pela espinha e chegou à minha bunda, contornou-a suavemente, como quem acariciava um objeto à muito desejado e entrou sorrateiramente pelas minhas nádegas, cingiu por trás o meu segredo, circulou-o com os dedos a entrada quente e úmida. 
Ele sentiu a sua boca salivar e um desejo enorme de provar, levou a mão à sua boca e provou o sabor  impregnado no seu dedo indicador. Lambeu o dedo e sentiu o gosto, depois levou-o às narinas e deliciou-se com o cheiro. 
Afastou novamente os meus cabelos, introduziu a sua língua no meu ouvido, desceu novamente o meu pescoço, mordeu levemente o meu ombro e deslizou até os meus seios. Beijou-os sofregamente, lambeu os meus mamilos e os sugou, deixando-os completamente eriçados.
Correu a sua mão por toda a extensão do meu corpo, afastou as minhas pernas e lentamente, abrindo espaço, introduziu o dedo médio. Eu me contorci e recebi com prazer o dedo ágil. No ritmo daquele dedo, meus quadris iniciaram um movimento leve e sensual, capaz de enlouquece-lo, somente pela visão.
Ele já não se aguentava mais e senti seu desespero, palavras eram desnecessárias, ele precisava do meu corpo, ele queria me possuir e saciar a sua vontade. 
Virei-me de costas para ele e empinei a minha bunda, de um jeito que dispensava frases e palavras, pois ele sabia o que deveria fazer. Lentamente me invadiu, me fez sentir cada milímetro afastando as minhas carnes e enterrando-se até a base.
Gemi deliciosamente, arrepiei-me toda, por fazer parte daquela cena, possuída e possessor, entregues ao desejo. Cabia-me a permitir e cabia-lhe entrar e sair como quisesse. Primeiro de forma lenta, repleto de carinho e quase transcendente, depois de um jeito bruto, rápido e violento.Ele puxava os meus cabelos, tomado pelos instintos irracionais. O carinho e a delicadeza cederam espaço ao desejo e ao sexo selvagem.
Eu me empinava e ajeitava os quadris, forcando para trás, enquanto ele ia e vinha de forma selvagem, me empurrando na direção contrária. Quando ele vinha, entrava profundamente, como quisesse me rasgar. Uma misto de dor e tesão tomou conta do meu ser e eu já não me reconhecia mais. Que violência era aquela que me excitou tanto? Como eu pude gostar da tamanha brutalidade? 
Meu corpo estremecia a cada estocada, sentia o meu raciocínio se perder, era um prazer da forma mais natural que eu pude sentir,  cada vez mais intenso e forte. Meus gemidos intensificaram, meu coração acelerou e a respiração tornou-se ofegante, suava em todos os poros e o sangue fervia, deixando o meu rosto ruborizado. As sensações aumentavam a medida queque o nosso ritmo acelerava.
Ele enlaçou-me pela cintura e seus dedos buscaram o meu clitóris, enlouquecendo-me de vez. Logo os gemidos, deram lugar aos gritos, anunciando o meu nível de loucura. 
Senti-o jorrar de maneira farta e quente, encharcando as minhas entranhas.
O meu corpo estremeceu, cedeu ao meu tesão e gozei como uma louca, empurrando a minha bunda contra o seu corpo, como se eu quisesse, devolver-lhe a seiva, que aquela altura escorria e lambuzava as minhas coxas. 
No quarto só um breu, o sol já havia ido embora, os ponteiros reluzente do relógio na parede, marcava tarde da noite. Entregues ao prazer, dormimos abraçados e totalmente saciados, mas diferentemente, com todo carinho e longe da qualquer violência.

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Um comentário :

  1. As mulheres são umas marotas. Fingem dormir sabendo que isso espevita o libido do homem quando as contempla...lool

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    Deixo cumprimentos
    http://deliriosamoresexo.blogspot.pt/

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