Ah! Como eu gozei!

por H. Thiesen 

Acordei banhada pelo suor, o cansaço e a preguiça tomavam conta de todo o meu corpo. Eu queimava, um desejo ardente e uma vontade latente, deixavam-me sedenta e com uma fome de sexo insuportável. 
Virei-me na cama de um lado para o outro, acompanhada apenas pela minha impaciência, pois acordara sozinha, um pouco enraivecida, se tivesse alguém do meu lado, seria capaz de dar tudo o que pedisse.
Cansei de lutar contra os meus pensamentos, contra a dor do desejo e o incêndio que me inflamava e me fazia arder e adormeci.
Sonhei... Sonhei com a caça e um caçador. No sonho, o meu faro de caça acuada, alertava-me de um cheiro perigoso. Meu olhar de caça assustada avistavam, entre névoas e brumas, um caçador a me perseguir.
Acuada e pávida, me senti perdida e dominada pela sua astúcia.
Era um dia, que não sei bem qual e nem mesmo sei, se esse dia virá. Não importa, era o dia da caça talvez!
Meu corpo estremeceu, os instintos eram fortes e o meu desejo avassalador. 
Era um jogo de astúcia, de esperteza e espreita. Um jogo da fera acuada, não querendo ser pega e ao mesmo tempo faminta, pronta para dar o bote e atirar-se a devora. O jogo de um caçador astuto e suas artimanhas, para dominar a fera e exibi-la como troféu.
A fera esperta usava da sua destreza para não sucumbir, queria de qualquer maneira colocar suas garras no caçador, mas este com sua experiência a acuava e finalmente ela tombou em seus braços.
A fera lutou, mas se entregou, ao gosto do beijo macio, com calor e com todo o seu ardor.
Ao toque das mãos do seu caçador, ela deixou-se abater por seu cio. Toques leves e preciso percorreram seu corpo. A fera de antes, foi  transformada em mulher dengosa, por mãos trêmulas e fortes, deliciosas e prazerosas do caçador, que tornou-se amante.
O calores dos seus corpos em instantes tornaram-se únicos, entre eles explodiu a paixão e o desejo de fêmea e de macho.
Vingou nos seus corpos uma fome de amor e a necessidade se fez, a necessidade de possuir e de ser possuída, de dominar e ser dominada, de amar e de ser amada.
Viu-se então um duelo de lábios e línguas, que tudo molhavam por onde passavam. Uma mistura de bocas e sexos, mel e saliva, gostos e cheiros. Ouviu-se sussurros e palavras suaves, frases ousadas, gemidos que externavam as sensações e gritos que demonstravam o prazer. E, o momento chegou, o minuto sensual da invasão. Dois sexos unidos, um deles entrando e o outro envolvendo, os dois se molhando e se lambuzando, fundidos em um só. Devagar, com cuidado, para dentro e para fora. A umidade escorre e a rigidez invade. As pernas em laço, quadris num compasso e ritmo de amor. A pele com a pele, os seios no peito, as bocas e as línguas, beijos, sugadas e lambidas. Os corpos incendeiam, aceleram-se os ritmos, o ardor da constância, o sensual na cadência. Vontade, desejos, sensações, sentimentos.
O fogo que queima e  a explosão de prazer.
A fera desperta e urra, o caçador grita a vitória.
O calor abrasante, a seiva escorre, ele despeja, jorra e ela recebe!
O orgasmo, o clímax!
Acordei novamente, suada e molhada, tonta para dizer a verdade e muito cansada.
Confusa e incrédula, procurei por alguém ao meu lado. Só então me dei conta, que havia sonhado, mas eu gozei e... como eu gozei!
Que loucura!

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