Fruto Suculento

por H. Thiesen 

- Quero!
- O quê?
- Uma dádiva!
- Uma dádiva?
- Sim. É só o que eu quero! O teu fruto doce e suculento. Senti-lo nos meus lábios e degustá-lo. Provar o sabor com o toque suave da minha língua. Sentir o teu estremecer na minha boca e devorá-lo, ouvindo o intenso gemido que te fará entregar-se.
- E por que eu o daria?
- Somente você podes dizer. Se caso ceder, é por que sou merecedor!
- Depende!
- Depende do que? 
- Do que você fizer!
- E o que posso fazer?
- Depois de o ter na tua boca. Quero-o envolver tua carne e ser penetrada pela tua paixão.
- Diga-me como e farei!
- Senta, vou te revelar o segredo!

Reluz na cor da paixão, o fruto de carne que se esconde no centro do amor, o meio das pernas, à espera da boca e dos dedos que o desejam. O fruto não se recolhe e não se retrais, mas anseia abrir-se para receber a carícia dos lábios macios e das pontas curiosas dos dedos. 
Ali, no centro do amor, a luxúria consome o fruto suculento e vermelho e reclama da dor do prazer que se obriga a prolongar. 
A carne do fruto é doce e quer derreter-se na boca faminta. Mas espera, numa ânsia agridoce. 
Os dedos avançam, tateiam as adjacências e encontra a umidade.
Findou a espera, com a ajuda das mãos abrem-se as pernas e revelam o fruto, já suculento.
A boca saliva adivinhando o sabor da sensualidade de um beijo, que não se iguala a outro qualquer. Desejo, lábios entreabertos, língua ardilosa e carnes molhadas. A saliva mistura-se à umidade que brota, as duas escorrem no meio das nádegas e a boca as sorve.
A curiosidade é mais forte, os dedos abrem as carnes, é preciso conhecer o que há dentro do fruto e o penetram, sentem o calor envolvente. O fruto contrai-se sob frescor dos lábios que o cercam, fechando-se ao toque dos dedos investigadores. Não há hesitação, há avanços e recuos, um reconhecimento da carne sumarenta e úmida. Pleno de vida, o fruto palpita, entre sussurros e gemidos, a boca o devora com toques de mestre.
O fruto derrete-se aos lábios e à língua que o vão saborear. Deixar escorre a seiva voluptuosa que desce do seu âmago, enquanto os dedos ansiosos o invadem e levam à boca o manjar desejado.
O fruto, agora maduro e pronto, abre-se sem receios, para receber o prazer com que sonhou. Entregue na boca que o toma e possui. Desfaz-se no prazer de ser degustado. Os lábios sorriem lambuzados do néctar, que escorre no canto da boca. É hora, dos lábios deixarem o fruto e entregá-lo à carne ereta que irá possuí-lo.
- Alcançarei esse fruto?
- Ainda não percebeu? 
- Não!
- Você já o tem!

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