Uma Novata Surpreendente

por H. Thiesen

Atravessei a porta discretamente e tomei o rumo da escada, para ir ao escritório do departamento de contabilidade. Encontrei-a  no corredor, vindo na minha direção. Magra, tudo no lugar, um pouco mais alta do que eu, sobre um salto que a deixava exuberante. Ainda não a tinha visto, era uma novata, a pouco admitida na empresa. Olhei-a e acompanhei com os olhos o seu deslizar sobre o salto. Ela continuou vindo, perto de mim, sorriu, baixou os olhos e continuou o seu caminho.
Retomei o meu rumo, fui à contabilidade, entreguei o relatório e retornei ao meu escritório. Quando passei em frente a porta do marketing, resolvi entrar, estava curiosa com a novata. Parei sob a porta, procurei-a com o olhar e encontrei-a na mesa do canto. Fiquei ali, estática olhando para ela. Reparando o seu jeito, o modo de se vestir, o seu charme e a sua exuberância. Um terninho twig, blusa branca, cabelos negros caídos aos ombros, batom discreto, maquiagem em tons claros. Ela não tinha nada de especial, mas sabia se impor e isso é o mais importante para qualquer mulher. Ela me notou, olhou para mim, sorriu amareladamente, baixou os olhos e continuou o que estava fazendo. Quase perdi o fôlego, respirei fundo, dei às costas e fui para a minha sala.
O telefone tocou, era a secretária do diretor me chamando para uma reunião. Sai ligeiro pela porta, entrei pelo corredor, passando em frente à porta da minha curiosidade, diminuí o passo e olhei tentando enxergá-la, a mesa estava vazia, nem sinal dela.
Cheguei à diretoria, bati levemente na porta e entrei. Lá estava ela, sentada na poltrona e sentei na outra, ficando de frente para ela e para o diretor. Ele me cumprimentou, como sempre amável, apresentou-me a ela e, iniciou a reunião lendo um dos relatórios de publicidade. Pediu-nos para discutir a respeito dos resultados. Ele me olhava, sorria e seguidamente a encarava. Resolvi provocar, cruzei as pernas e fingindo descuido, deixei a calcinha minúscula aparecendo. Deu certo, ele continuava a encarando, mas quando me olhava, não resistia e baixava os olhos, diretamente para o alvo. Ela não esboçou nenhuma reação e deduzi que minha estratégia havia colado. A novata somente falava algo quando solicitada, as vezes me olhava e sorria.
A secretária entrou, falou com o diretor, ele levantou, pediu para que continuássemos, pois se ausentaria por alguns instantes. Decidi ficar na mesma posição, para disfarçar e não dar na vista que eu o estava provocando. Ficamos caladas por alguns minutos e então ela falou:
- Posso te dizer uma coisa?
- Pode!
- Linda calcinha!
Cacete - pensei - ela notou!
- Obrigada - respondi!
E de surpresa, ela deixou-me sem resposta:
- Quem vai tirá-la mais tarde? Eu ou o diretor?
Para deixar claro, eu nunca me relacionei com superiores hierárquicos! Presumivelmente, quanto à subordinadas...
Mas isso é uma outra história!

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