A Primeira vez de Renato

por H. Thiesen

Ele tremia de medo e gaguejava. Os outros rapazes, à sua volta, faziam chacota e o provocavam.
Aproximei-me e observei o que estava acontecendo. Fiquei por algum tempo escutando e vendo tudo o que acontecia, respirei fundo e falei quase gritando:
- Chega!
Eu estava cursando o segundo semestre de Jornalismo, Renato era franzino, não se misturava com os outros rapazes, além disso era tímido e o CDF da turma. Vestia-se fora da mora, estava sempre lendo alguma coisa ou estudando em um canto do campus. Quieto e totalmente não sociabilizado, nunca o vi com uma menina e por isso, era chamado de veadinho pelos auto-intitulados machões e gostosões da faculdade. Atualmente as coisas são um pouco diferentes, mas naquela época, quem prestava atenção e dava bola para o bullying?
Depois que falei, os rapazes me olharam e ficaram parados com os olhos em mim. Todos eles, ou peo menos quase todos que estavam por ali, alguma vez já haviam me passado uma cantada e desejavam ter alguma coisa comigo, que fique bem claro, essa alguma coisa, era nada a mais e nada a menos do que me comer.  Passando entre eles, fui até Renato, segurei o seu queixo e o beijei na boca. Sem olhar para os outros rapazes e olhando dentro dos seus olhos falei:
- Quando vamos repetir a dose? Seu safadinho!
Fez-se um enorme silêncio em torno de nós e todos os rapazes se entre-olharam, dava para notar o sentido de cada olhar:
- Oooooh! O veadinho comeu a Lena!
Peguei na sua mão, abracei-o e saímos do meio dos rapazes. Renato me agradeceu pela coragem em ajudá-lo e pela mentira que eu havia pregado. A partir daquele dia, ficamos amigos e os babacas nunca mais se meteram com ele.
Sempre tive restrições aos garanhões de plantão e gostava de jogar com o ego deles. Uma ou outra vez fiquei com alguns, mas se existe uma coisa que um "donjuan orgulhoso" sabe fazer, é decepcionar uma mulher, se não na cama, pelo orgulho, egoísmo e falta de inteligência. Sendo assim, eu havia os riscado das minhas listas de pretensões, mas sempre jogava a minha sedução, quando achavam que estavam conseguindo, viam que nunca tinham ganhado e não estavam próximo de conseguir.
Eu sempre tive atração pelo comum, pela simplicidade. Creio que, quem busca pela aparência, contente-se com a carência. Porém, eu prefiro seduzir do que ser seduzida e ao contrário das maioria das meninas, nunca saí a caça pelas baladas, mas procurava, ainda sou assim, meus alvos no dia-a-dia, nos lugares comuns.
A amizade com Renato fluía e sempre que podíamos conversávamos muito. Conforme eu o conhecia, mais eu me encantava com ele e com o passar do tempo comecei a desejá-lo, porém guardava isso para mim, por que surgira entre nós, algo muito mais forte do que uma simples amizade da faculdade. 
Uma noite convidada por algumas amigas, fui a um barzinho da moda e como sempre não esperava encontrar alguém interessante. Foi surpresa quando o encontrei no bar. Ele nunca saia a noite e as reservava para os estudos, mas provavelmente, o forçaram a ir ou quem sabe, levaram-no amarrado. Ele não me notou e eu, sentada em um dos cantos do bar, o observava ao longe, Definitivamente, aquele não era o lugar para ele e se parecia um peixe fora da água. Alguma vezes alguém se aproximava dele, falava algo ao seu ouvido e voltava para a pista de dança sacudindo a cabeça, acho que tentando animá-lo, mas sem nenhum sucesso. Ele olhava para todos os lados, conferia o relógio várias vezes e torcia os dedos das mãos, demonstrando a sua impaciência. Para alguém que o conhecia, como eu, notaria que ele estava se sentindo ridículo e louco para ir embora.
Um rapaz se aproximou de mim, e começou a me fazer perguntas: Tudo bem? Você está sozinha? Qual o nominho? Vem sempre aqui? Uma avalanche de perguntas características e a cada pergunta, mais próximo ele ficava, até que quase colocando a sua boca sobre a minha, disse-me que queria me beijar. Eu ri alto e ele perguntou-me o motivo da risada. Respondi que era por nada, mas que o achava muito saidinho para a primeira aproximação. Ele retrucou fanado que eu era muito bonita e que desde a hora que cheguei chamara a sua atenção e que eu não merecia ficar sozinha. Virei-me de frente para ele e respondi sem lhe deixar dúvidas:
- Bem, a verdade é que não estou sozinha!
- E está com quem?
Respondi apontando o dedo para Renato:
- Com aquele alí!
Ele olhou e começou a rir, dizendo que não acreditava. Por sorte, Renato viu quando eu apontei para ele e veio em nossa direção. Quando ele se aproximou, corri em sua direção, abracei-o e disse em seu ouvido:
- Me salva!
Sem deixá-lo responder ou perguntar o "por que", cobri sua boca com meus lábios e o beijei. Ele entendeu, contornou-me com seus braços e correspondeu, creio que como retribuição pelo acontecido naquela tarde na faculdade. Porém, inconsciente eu o beijei sofregamente e o beijo alongou-se mais que o esperado, despertando o tesão adormecido que eu sentia por ele. Depois do beijo, ele me perguntou:
- O que você está fazendo por aqui?
- Me divertindo! E você?
- Foram meus primos, estão passeando na minha casa e queriam se divertir.
Todo aquele ambiente contrastava com a sua postura reservada, quase acanhada. A música tocava, as pessoas dançavam no meio da pista. Algumas bêbados, já não se importavam com o ridículo. Diante disso, perguntei-lhe:
- Vamos sair daqui?
- E meus primos? - respondeu ele.
- Não sabem voltar sozinhos?
- Sabem, é perto!
- Então? Vamos?
- Para onde?
- Para o meu apartamento!
- Seu apartamento?
- Sim, está com medo?
- Não!
- Então vamos!
Segurei sua mão, arrastando na direção da porta de saída. Passando pelas meninas, acenei para elas, as quais provavelmente, ficaram admiradas com a minha companhia.
Levei-o para o meu apartamento. Logo que entramos pela porta, atirei-me sobre o sofá e o chamei para sentar-se ao meu lado. Ele sentou-se, ficou mudo e calado por algum tempo, enquanto eu observava as suas reações.
Descalcei os sapatos, eram novos e meus pés doíam. Estiquei as pernas e dobrei os dedos várias vezes para relaxar. Depois, com a unha do meu dedo hálux direito, fiquei brincado em sua perna, subindo e descendo pela canela.
Ele suspirou fundo e se encolheu, afastando-se um pouco de mim.
-  Algum problema? - Perguntei.
- Não, nenhum?
- Está com medo?
- Só pensando...
- Pensando em quê?
- Nada importante, mas... por que você me trouxe aqui?
- Por que gosto de você!
- Gosta de mim?
- Sim, gosto, sempre gostei!
- Eu nunca imaginei?
- Nunca imaginou o que, que gosto de você?
- Não! Que eu estaria assim, com uma mulher como você!
- Não precisa imaginar, não precisa ficar aflito, deixa as coisas acontecerem!
- Acontecer o que Lena, não sei nem por onde começo!
- Começa por aqui...
Sem terminar a frase, segurei-o pela nuca e o trouxe a minha boca. Novamente beijei-o com toda a minha vontade e enquanto o beijava, abri os botões da minha blusa , deixando meus seios descobertos e subi para o seu colo, levantei a sua camiseta, fazendo-me roçar no seu peito magro e liso.
Quase sem respirar, devido a intensidade do meu beijo, ele se afastou e virou o rosto. Segurei o seu queixo e virei-o novamente para mim e seu olhar pela primeira vez passeou sobre o meu corpo. Segurei as suas mãos e coloquei-as sobre os meus seios, fazendo movimento leves e lentos, durante as carícias lhe falei:
- Pode olhar e tocar, não tenha vergonha. Eu quero!
Meus mamilos eriçaram e pedi que ele os beijasse, estufando o peito e levando-os para perto de sua boca. Ele roçou seus lábios e pedi-lhe que os sugasse, depois alternei o outro seio e disse-lhe para usar a língua. Ficamos assim por algum tempo e ele aprendeu e pegou o jeito. Sentada sobre as suas pernas, percebi que ele se excitava, sentindo o seu volume nas minhas carnes e meu corpo incendiou de desejo.Levantei-me e sai do seu colo, na sua frente despi o restante da minha roupa e logo depois pus-me a despi-lo, comecei pelos sapatos e meias, retirei a sua calça e livrei-o da camiseta, deixando-o apenas de cueca. Ajoelhei-me ao seu lado, novamente o beijei e descendo a minha, entrei por baixo da cueca, trouxe seu membro para fora e o acariciei, primeiro delicadamente e depois segurei-o com força. Abandonei a sua boca, sem deixar de masturba-lo e lancei-lhe um olhar sedutor e apaixonado. Subi novamente no seu colo e sentei sobre o seu membro, sem permitir a invasão, mas fiquei esfregando-me nele, para que Renato sentisse a minha umidade e o meu calor. Enquanto rebolava, busquei as suas mãos e coloquei-as sobre meus seios, ele entendeu o que eu desejava, acariciou-os, beijou-os e lambeu-os. Enquanto ele sugava, levei uma das suas mão para o meio das minhas pernas e ensinei-o a me masturbar deliciosamente.
Escorreguei pelas suas pernas e coloquei-me de joelho a sua frente, segurei seu membro em minhas mãos e apontei-o para a minha boca e com ela envolvi seu membro. Subindo e descendo, arranquei os seus gemidos, mas logo cessei todos os movimentos. Ele ficou totalmente rijo e começou a pulsar, mostrando-me que iria gozar. Antes de o deixar, dei alguns beijinhos e acariciei-o com a ponta da língua.
Voltei a sua boca e beijando deitei-o no sofá, passei uma das pernas sobre ele e aproximei minha vagina da sua boca, oferecendo-a para ele chupar. Ele hesitou e ficou parado. Puxei-o pelos cabelos e esfreguei-a na sua boca, implorando para ele:
- Me chupa, mete essa língua seu CDF!
Deixei ele me chupar por um bom tempo, até ficar maluca de tesão.
Afastei-me da sua boca e desci rocando a vagina no seu corpo. Segurei seu membro e coloquei-o na minha entrada e devagarinho sentei sobre ele. Comecei com movimentos leves, rebolando e remexendo, somente depois iniciei o subir e descer. Fiquei assim por alguns minutos e depois deite-me sobre Renato, para sentir seu peito nos meus seios e beijar a sua boca. Pedi-lhe para me abraçar e acariciar as minhas costas e durante o beijo, meu tesão foi às alturas. Acelerei os movimentos e beijei-o com volúpia, o ritmo alucinante fez meu coração disparar, estremecendo o meu corpo e gritei para ele:
- Agora, vem... Goza comigo!
Finalmente ele gozou e eu gozei maravilhosamente.
Desabei sobre Renato e fiquei deitada no seu peito, aguardando o tesão passar e relaxando um pouco. Ele respirava fundo, mostrando que estava cansado. Fui até a sua boca e o beijei longamente, depois olhei em seus olhos e falei:
- Viu? Eu não mordo!
- Puxa, será que é assim?
- Assim o que?
- A primeira vez das outras pessoas?
- Não sei, mas comigo é!
Eu nunca imaginaria, por mais tímido que Renato fosse, que eu seria a primeira mulher da sua vida.

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