A Diretora da Empresa

por H. Thiesen

Cheguei no empresa bem cedo, havia muito trabalho para aquela sexta-feira e a pouco eu tinha sido promovida. Aceitei a promoção, por que estava cansada da vida de comissária e dos vôos intermináveis, os bastidores das tripulações e de ficar com os pés acima da cabeça das outras pessoas, para me tornar instrutora, ou seja, eu resolvi colocar os pés no chão literalmente.  
A diretora do departamento era uma mulher linda, séria e de poucas palavras, creio que me via como uma ex-comissária de bordo e eu também não gostava muito dela. Achava-a ranzinza demais para o cargo, afinal, nós trabalhávamos diretamente com pessoas, que vinham dos cursos ou de outras empresas e passavam por nós para um período de adaptação, com o tempo as coisas mudaram um pouco, ela começou a ser mais simpática e a falar mais comigo, não só coisas de trabalho. Talvez o gelo tinha se quebrado entre nós.
Certo dia eu estava na copa tomando um café, quando ela entrou e veio falar comigo, diferente das outras vezes, notei certa insinuação, mas achei que era coisa da minha cabeça, aquele gelo inicial, não era coisa de uma mulher que se interessa por outras, a não ser que estivesse disfarçando ou que quisesse manter-se longe de comentários corriqueiros. Alguns dias depois, ela me convidou para sair, depois do expediente e tomar alguma coisa. Fiquei um pouco indecisa, mas aceitei o convite. 
Ao contrário do que pensei, não fomos a nenhum bar ou Área de alimentação de algum shopping, como de costume, íamos, eu e algumas colegas de trabalho. Ela me levou diretamente para a casa dela.
Entramos na casa e fiquei na sala, enquanto ela foia à cozinha e trouxe uma cerveja, bebemos algumas e conversamos um pouco, algum tempo depois ela logou o aparelho de CD. Logo depois ela me deixou sozinha e quando voltou, havia tomado um banho e vestia apenas um robe branco. Sentou-se ao meu lado e olhou-me e me disse:
- Eu te acho muito bonita!
Sorri para ela e agradeci o elogio. Apesar de já desconfiar das suas intenções, fiz um ar de desentendida e achei que a hora estava propícia para um joguinho de sedução. Claro, ela não desconfiava que eu já tinha transado inúmeras vezes com outras mulheres, preferi deixá-la acreditar que estava me seduzindo.
Ela era uma mulher de 48 anos, casada e tinha dois filhos, mas extremamente sensual, na empresa nunca havia demonstrado seu interesse por mulheres. Nas festas e recepções da empresa, sempre se apresentou como uma mulher distinta, as vezes se fazia acompanhada pelo marido, outras com um ou outro filho e tinha um olhar possessivo, de mulher mandona e se fazia parecer que estava acima das outras pessoas, pela importância do cargo que ocupava, porém tratava a todos com muito respeito e com a atenção devida. Desde o dia que conversamos na copa, passei a observa-la mais de perto e me interessar mais por ela, pois ela uma mulher que realmente chamava a atenção, por seu porte, sua maneira de agir e seu corpo exuberante, se impondo naturalmente.
Aproveitando-me do momento e me fazendo de sonsa, perguntei-:
- Maggie, não entendi por que me trouxe aqui? Esperava ir a algum bar...
Sem me deixar terminar, ela respondeu:
- Helena, entre duas mulheres, as relações não precisam ser apenas profissionais ou amizade!
Avaliei o clima que estava se fazendo entre nós e sem muitas delongas, respondi-lhe:
- E o que você está esperando?
Ela olhou firme dentro dos meus olhos, mas seu olhar demostrava estar repleto de tesão.
- Não estou esperando. Eu costumo não ter intimidades com as pessoas que trabalho, mas você me perturbou, desde que chegou ao departamento, tentei não ceder às minhas fantasias, sei que fui muito áspera com você de início, por que eu queria negar os meus desejos, mas se tornou impossível, por isso te fiz o convite e a trouxe para cá, como podes ver, estamos somente nós duas aqui! Agora você sabe, o que eu quero, a decisão está em tuas mãos, seja ela qual for, nossas relações profissionais continuarão iguais, sou consciente e sei separar muito bem as coisas.
- Maggie, tenho 29 anos, não é a primeira vez que uma mulher se interessa por mim, não sei até que ponto você sabe sobre mim, mas a verdade é que eu não escondo as minhas preferências e escolhas. Todos os nossos colegas sabem que já me relacionei com mulheres, talvez por tua posição, isso não tenha chegado aos teus ouvidos. O que acontecer ficará entre nós!
A esta altura, eu já estava fantasiando e querendo demais aquela mulher. Aproximei-me, acariciei seu rosto e a beijei, ela correspondeu loucamente. Sem deixar de beijá-la, ajudei-a a livrar-se do robe, deixando-a completamente nua e disponível aos meus carinhos. Minhas mãos passearam por sua pele macia e pelo seu corpo. Aos poucos fui me livrando das roupas, o lenço amarelo e vermelho do pescoço, o blazer e a saia azul marinho do uniforme, as blusa branca, as meias e os sapatos.
O clima esquentou entre nós, ela nua e eu vestida apenas com as peças da lingerie branca. Parei de beijá-la e disse que gostaria de tomar um banho. Ela levantou-se, estendeu-me a mão e levou-me ao seu quarto. Um  suite enorme, com uma cama king size ao centro, uma das portas leva a um closet, de onde pode-se chegar ao banheiro. Alcançou-me uma toalha limpa, abriu um sabonete novo, entregou-me e disse que me esperaria no quarto. Tomei um banho relaxante, enrolei-me na toalha e saí para o quarto. Vi que ela havia pego minhas roupas na sala, colocado em um cabide e as pendurado em um dos paga-mãos de um armário no quarto.
Maggie esperou-me deitada, sentei ao seu lado, ela ergueu-se e abraçou-me pelas costas. Senti seu hálito quente em minha nuca e livrou-me da toalha que cobria o meu corpo. Suas mãos acariciaram meus seus, para logo depois segurarem-nos com força, enquanto sua boca tomava conta dos meus ombros e pescoço.
Virei-me para ela, beijei-a e deixei que caíssemos deitadas. Nossas peles roçaram, nossos seios se encontram e nossas pernas se cruzaram. O beijo era voraz, nossas línguas pareciam duas serpentes em um duelo imenso. Trocamos gostos e salivas.
Desci pelo seu peito, beijei seus seios e suguei e lambi seus mamilos demoradamente. Depois desci devagar por sua pele e mergulhei sedenta entre as suas pernas. Deliciei-me por longos minutos, saboreando a intimidade de Maggie e deleitando-me com seus gemidos de prazer. Sua respiração ofegante, denunciava o vulcão que ela havia se transformado e o desejo incontido que havia dentro do seu ser. Ocupei-me dos seus lábios e do seu clítoris, invadi-a com minha língua, provando do seu gosto mais profundo.
Ela puxou-me pelos cabelos, levou-me a sua boca e lambeu os meus lábio, como se quisesse provar o seu gosto na minha boca. Deitou-me na cama e tomou os mesmo caminhos que antes eu havia tomado em seu corpo. Sua boca quente fez-me delirar de prazer, quando com ela explorou meus mais íntimos recônditos entre as coxas. Senti vontade de segurar-lhe pelos cabelos e esfregar seu rosto, para lambuzá-lo com minha umidade.
Erguendo-se com naturalidade, cruzou minhas pernas com as delas, levou um dos meus pés a sua boca e enquanto o beijava, nossos sexos se encontraram e misturamos alucinadamente nossos líquidos de prazer, segurei uma de suas pernas e estendi-lhe a outra mão, a fim de que tivéssemos maior apoio e para que nosso encontro se tornasse muito mais próximo. Unindo nossas forças, com os movimentos dos nossos quadris, roçamos e friccionamos como duas desvairadas. Gememos, gritamos e grunhimos de prazer.
Soltei-a, atirei-me sobre ela e entrei novamente por entre as suas coxas, virei-me e ofereci-me para que ela fizesse o mesmo em mim. Beijei-a, suguei-a e a lambi sofregamente, bebendo e deliciando-me com o seu néctar. Sua boca fazia o mesmo em mim e me dava um prazer indescritível. Nossos movimento se aceleraram , um ritmo e compasso perfeito entre bocas, línguas e quadris. Notei quando ela gozou em minha boca, soltando gritos alucinados de prazer e me soltei, deixando o gozo tomar conta do meu corpo, inundando a sua boca com o meu mel.
Ficamos descansamos por alguns minutos nos recuperando, depois nos beijamos, trocamos algumas carícias e deitamos uma ao lado da outra, enquanto eu olhava em seus olhos, ela acariciava os meus cabelos. Mais tarde repetimos tudo novamente.
Levantei da cama, fui ao banheiro, tomei uma nova ducha. Vesti minhas roupas. Ela me levou até minha casa.  Ainda no carro, dei-lhe mais um beijos de despedida, abri a porta, cruzei a calçada, abri a porta do prédio, antes de entrar, virei-me, levei minha mão aos lábios e joguei-lhe mais um beijo,  
No dia seguinte no trabalho, retomamos nossas tarefas como se nada tivesse acontecido, tivemos mais algumas aventuras e nunca alguém desconfiou da nossa relação. Apesar disso, sempre deixei claro que não queria ser beneficiada e que sexo é sexo, trabalho é trabalho.
Hoje ela está aposentada, deixou a empresa. Mas, posso dizer com certeza:
- Minha chefe era muito gostosa, ou será que ainda é? Bem, não sei, nunca mais a vi!

--------------------------------------------------------------
© COPYRIGHT BY "PENSAMENTO INDECENTE"
Todos os Direitos Reservados
All Rights Reserved
DIREITOS AUTORAIS PROTEGIDOS
Cópias e publicações permitidas, desde que acompanhadas dos créditos à autora do texto e link para para este blog
.

Nenhum comentário :

Postar um comentário

***********************************
ATENÇÃO COMEDORES, leiam antes de comentar:
Comentários que contenham, endereço de e-mail, telefones e propostas para relacionamentos, não serão publicados, para isso existem sites especializados. Também terão o mesmo destino, comentários ofensivos, discriminatórios e preconceituosos.
***********************************
OBRIGADA PELA SUA VISITA!