A Primeira vez de Nahara

por H. Thiesen

Sentada na cama eu olhei para ela e ela sorriu. Juntou o lenço ao peito querendo proteger-se, tal como uma amazona, cobrindo o peito com seu escudo, em tempos de caça. Para que isso? Somos mulheres! Diante de mim, ela  tão linda, feminina, talvez ainda não era minha cúmplice, por isso o pudor. Eu sabia, ela não era virgem, mas quem sabe? Era a sua primeira vez, com outra mulher, ela sentia-se virgem ao amor entre duas iguais.
Dizia-me ela, alguns dias atrás:
- Não sei, sou careta! Sexo para mim, é entre um homem e uma mulher. Tenho medo, mas sinto muita vontade, eu morro de curiosidade!
- Nahara, eu só queria que soubesses que eu sou louca por você, mas nunca me atreverei a passar os limites, eles são seus e nunca os ultrapassarei!
- Mas eu sonho com isso! Eu preciso... E só em você eu posso confiar!
- Fico lisonjeada, mas como? Tudo o que eu faço é com a máxima segurança, não me atrevo a magoar alguém, principalmente por breves momentos de prazer, que pouco importância tem, diante do restante.
- Eu sei e é por isso que confio em você. Já fiz muitas coisas, mas isso é um tabu para mim.
Ela tinha experiência, já havia conhecido muitos homens e por mais experimentada que parecesse, amar uma outra igual, lhe era completamente diferente de tudo o que ela estava acostumada. Ela já havia fantasiado, mas fantasias guardamos somente para nós, são nossos segredos ocultos durante anos.
Eu a desejava e a observava  a muito tempo. Ela tinha um sorriso encantador, um olhar encantador e jeito enormemente meigo.Agora, ela estava ali,  na minha frente e ao meu alcance, mas mesmo assim eu estava travada, algo que nunca havia me acontecido antes.
Na tarde anterior junto com alguns amigos e amigas, combinamos um happy hour depois do trabalho, fomo  a um barzinho, as mesas na calçada, tomamos algumas cervejas, fritas, frios e jogamos conversa fora. Eu e ela trocamos olhares, enquanto ríamos e nos divertíamos entre piadas e conversas. Um a um eles foram embora e ficamos nós duas.
- Olha, a nossa conversa, do outro dia, ainda está ecoando. Não quero forçar nada entre nós, mas tenho que confessar, sinto muita atração por você!
- Lena, posso ir para a tua casa? Hoje eu estou sozinha, não quero voltar para minha. Detesto solidão.
- Tem certeza disso?
- Tenho... aliás... eu quero, só seja paciente comigo!
- Você é minha amiga, Nahara... eu nunca vou magoá-la!
Ela estava sentada na cama, a minha frente, linda e cheirosa depois de um banho demorado, um sorriso nos lábios e secando a pela com uma toalha. Eu podia ver o seu corpo, suas pernas torneadas e com pelos dourados, o seus mamilos pontiagudos e seus seios pequenos e firmes.
Um calor de dentro para fora tomava conta de mim. Senti um tesão como nunca havia sentido. Confesso, senti um desejo enorme de ser a primeira mulher na vida daquela menina de vinte e poucos anos.
- Por que está me olhando? - ela perguntou.
- Por que você é linda!
- Assim eu fico sem graça!
- Sem graça por que?
- Precisa dizer? Você me olhando assim!
- Assim como, só estou te achando linda!
E quando eu disse isso ela se aproximou. Acariciou o meu rosto, fechou os olhos e deixou a boca entre-aberta. pedindo-me uma reciprocidade, que não havia acontecido ainda entre nós.
Acariciei seus cabelos molhados e aproximei meus lábios da sua boca e apenas rocei-os levemente, fui ao seu ouvido:
- Tem certeza?
- Sim, tem que ser hoje!
Beijei sua orelha e desci pelo seu pescoço, sua pele arrepiou, me detive nos ombros, pelo caminho senti os seus pelinhos eriçados. Nos aproximamos um pouco, trocamos um toque de pele e em meus seios senti seus mamilos rijos, ferindo a minha pele. Nos abraçamos.
- Esquece a toalha!
Eu suava de nervosa, não queria decepcioná-la na sua primeira vez, mas eu transpirava de desejo por um corpo tão lindo. Seios pequenos e mamilos rosados, a pele morena, um jeito de menina, magra mas bela, o púbis aparado e as virilhas depiladas,
Por um instante eu a senti exitar,  um pouco de vergonha a fez recuar e cobrir o corpo com a toalha novamente.
- O que foi?
- Não sei! Nunca senti isso, é tão diferente!
Eu sabia com um homem ela seria normal, afinal havia uma grande diferença naquela noite, Eu, uma mulher!
Ela fechou os olhos, respirou fundo, largou a toalha molhada e deixou-a cair sobre as suas pernas..
- Seios lindos!
Nahara abriu os olhos e vi neles o seu desejo, me aproximei e beijei sua boca ternamente e sem pressa, querendo dizer para que ela se acalmasse e que tínhamos a noite toda. Roçamos os lábios de leve e suavemente invadi sua boca com a língua. Nossos seios se tocaram novamente, para mim, o toque mais sensual e perfeito que eu já havia sentido, de um jeito tão natural e capaz de mostrar, porque somente uma mulher, é capaz de entender outra mulher.
Deitamos na cama e vagarosamente comecei a explorar seu corpo. Sem apressar, beijei os seus olhos, a sua boca, seu pescoço e seus ombros e me detive por algum tempo beijando seu colo. Chegando aos seios, beijei-os delicadamente, circulando-os com os lábios e finalmente suguei-lhe um mamilo, antes de procurar pelo outro, tracei um caminho com a língua ao redor do seu seio e com meus dedos dediquei-me ao outro.
Senti ela incendiar, uma chama ardente rompeu dentro dela. um fogo ardendo dentro dela, como se milhões de carícias açoitassem seu corpo. Finalmente ela estava descobrindo um jeito feminino de amor, nunca antes havia sido tocada daquela forma, a não ser por si mesma e sentiu em instantes o que muitos homens não capazes de proporcionar em horas de sexo.
Em cada um dos meus beijos ela estremecia e cada vez mais ficava sensível, fui descendo pela barriga, contornando o umbigo, atalhei pelas suas virilhas e finalmente entrei pelo meio das suas pernas, afastei seus lábios com meus dedos e beijei com todo o meu desejo a sua intimidade molhada.
Mais do que nunca, naquela noite eu queria ser perfeita e dar a ela toda a minha intensidade e desejo, eu queria ser milimetricamente natural e que tudo fosse maravilhoso, de um jeito único e retribuí-la por ser a primeira, a única até então provar o gosto do seu prazer.
A sensibilidade de Nahara era incomparável, dediquei a ela meus melhores caprichos e todo o meu carinho possível. Não demorou muito e ela se retorceu num orgasmo e quase desfaleceu. Com a minha boca repleta de seu gozo, subi pelo seu corpo e levei aos seus lábios o seu próprio gosto, impregnado nos meus.
Deitei-me ao seu lado, nada falamos, não havia o que dizer. Acariciei o seu rosto, ela me olhou e a olhei no fundo dos olhos, querendo dizer-lhe:
- É assim, agora você sabe, como é receber amor de uma  outra mulher!
Permanecemos alguns tempo nos olhando e então ela me beijou novamente, o que antes era uma grande curiosidade, já havia deixado de ser e foi a vez dela começar a explorar o meu corpo e me retribuiu tudo o que ela havia sentido. Mas, isso é uma outra história!

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