Como é um relacionamento lésbico?

por H. Thiesen 

Uma das dúvidas mais procuradas ou perguntas que são feitas nas páginas de pesquisas na Internet é: “Como é um relacionamento lésbico?”
Essa pergunta provoca curiosidade desde há muito tempo e hoje em dia, mesmo com as facilidades que a Rede Mundial oferece, não deixa de ser enorme pela grande maioria das pessoas.
Em primeiro lugar, é necessário dizer que o lesbianismo existe desde os primórdios da humanidade, existem relatos em documentos e achados arqueológicos nas civilizações mais antigas que se tem notícia, entre os hititas, fenícios, persas, babilônicos e com maior ênfase no povos Romanos, Egípcios e Gregos Antigos. Nestas civilizações é possível encontrar deuses e deusas, aos quais o relacionamento lésbico era tido como uma espécie de culto ou oferenda, tal como o culto as deusas Lilith, Astarte, Ísis, Ishtar, Vênus e Afrodite, de outra forma, havia nessas sociedades as sacerdotisas e virgens vestais, as quais não podiam ter relacionamento sexual com homens e a satisfação da líbido era largamente difundida entre elas. Há também, relatos mitológicos ou não, de civilizações ou comunidades nas quais a forma de sexo mais utilizado era o lesbianismo, como por exemplo a Ilha de Lesbo, na Antiga Grécia.
Em segundo lugar, necessário é dizer que um relacionamento lésbico não precisa obrigatoriamente da  bissexualidade, convém esclarecer por que há quem possua a fantasia da pratica do ménage à trois feminino, quando um homem relaciona-se com duas mulheres e elas entre si.
No lesbianismo, por se tratar de uma relação restrita entre mulheres, nem sempre a relação sexual é o principal elemento, na realidade e prioritariamente não é, a afetividade é objetivo mais importante.
Outro componente importante no lesbianismo é a aparência, não é por uma mulher ser lésbica, que ela se masculinizará, tanto nos seus hábitos, costumes, atitudes e vestimentas. A grande maioria das mulheres lésbicas, são totalmente femininas e passam despercebidas no dia a dia. O biótipo é uma opção pessoal, da mesma forma que para os homossexuais masculinos, alguns não abrem mão da sua masculinidade, outros preferem a transexualidade e isto é inerente ao estado psicológico de cada um.
Desta forma, lésbicas não são bissexuais, mas bissexuais podem optar por serem lésbicas, pois o lesbianismo lhes é inerente.
Mulheres possuem um método claro em cada relação, antes de tudo é a identificação pessoal, com o comportamento, se os laços se tornam mais fortes, podem derivar para a amizade ou para a paixão, a qual pode se tornar avassaladora ou um amor eterno. Para isso, não importa muito a aparência física, fica mais a questão da afinidade e deste modo, se o relacionamento é heterossexual, o pênis do homem é a última parte que uma mulher irá se preocupar, ou seja, o pênis no início do relacionamento tem a mesma importância do que o dedão do pé, isso, caso o relacionamento não se constituir em atração sexual pura e simples, ou tesão propriamente dito.
Quando uma mulher gosta de uma pessoa, os defeitos deixam de existir ou se minimizam e o entendimento passa a ser vital para o relacionamento ou o início dele, entender um ao outro é o mais relevante e fica muito mais fácil quando se ama. Assim, o pênis ganhará importância, a medi que aumentar a afetividade e cumplicidade na relação.
A convivência, o entendimento, a afeição, o carinho, o compartilhamento de idéias, os bens materiais e imateriais, não difere muito nos tipos de relações, sejam tradicionais ou homossexuais, neste ínterim, a relação sexual deve ser separada da sexualidade, sem que isso implique em ignorar a sua existência.
O relacionamento lésbico deve ser encarado como a relação de dois seres humanos, sendo eles iguais e semelhantes em aparência e sexualidade, nesse caso, são femininos que se atraem.
O lesbianismo é uma relação na qual duas mulheres trocam fortes emoções e afetos entre si. O contato sexual pode ser parte dessa relação em maior ou menor grau, ou pode estar inteiramente ausente. Para a lésbica o prazer sexual não é a finalidade única da relação. O objetivo não é tanto o sexo, senão a busca de níveis profundos de comunicação, esferas de ternura, carinho e delicadeza. A essência do amor lésbico é a pura sensibilidade, a relação sexual nasce de um sentimento profundo.
À esta altura abra-se um parenteses, não pode-se confundir lesbianismo com desejo sexual lésbico, o primeiro é uma relação profunda e afetiva, o segundo é estritamente sexual ou a satisfação de fantasias sexuais entre duas mulheres. Apesar de que, em ambos os casos, as relações sexuais são dotadas de maior afetividade e sensibilidade. A mulher lésbica vive diuturnamente o lesbianismo e a mulher que possui uma fantasia por lesbianismo, pode ou não vivê-la desta forma, bem como ter relacionamento bissexual, que a satisfaz plenamente, ser casada ou não com um homem, ao contrário da primeira, que não vê maiores interesses por homens, pelo menos no que tange ao objetivo sexual e busca de prazer.
A lésbica é um ser humano, que tem o desejo natural de viver com uma pessoa do mesmo sexo e se não o consegue sente-se frustrada. A mulher com desejo sexual lésbico, é um ser humano que possui fantasias de se relacionar sexualmente com pessoas do mesmo sexo e se não o conseguem, isto não lhe trará frustração, no máximo um adiamento no intento, uma eterna espera pela oportunidade ou como na maioria dos casos, a hora certa para criar coragem e fazê-lo.
Uma outra observação é importante, tanto o lesbianismo, como o bissexualismo, não são sinônimos de promiscuidade. O primeiro é o relacionamento afetivo entre duas mulheres. O segundo é a atração física e emocional por pessoas tanto do mesmo sexo quanto do oposto, com níveis variantes de interesse por cada um, podendo ser o relacionamento duradouro ou não. O terceiro é ter relações sexuais com vários (as) parceiros (as) indiscriminadamente sem envolvimento afetivo.
Um comportamento promíscuo independe da sexualidade, tanto uma mulher heterossexual pode ser vulgar e promíscua, quanto uma lésbica ou uma mulher bissexual. Sendo assim, promiscuidade é a variação quanto ao número, tipo e grau de relacionamentos e independe da opção sexual. Lésbica, mulheres bissexuais ou mulheres heterossexuais serão promíscuas conforme sejam as suas práticas sexuais, sem importar os devidos cuidados com a sua intimidade e individualidade.

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