Análise Profunda do Anal

por H. Thiesen

Uns dias atrás, conversando com uma amiga no Facebook, ela me pediu para escrever sobre sexo anal, não direi agora quais são os objetivos deste texto e onde ele quer chegar, prefiro desenvolve-lo aos poucos, indo de encontro ao que realmente me fez escrevê-lo e deixar que você se aprofunde comigo no assunto. Quando o escrevi, tente fazê-lo de forma ampla, abordando as inúmeras faces e opiniões que ele requer e ao mesmo tempo ser breve, para que ele não se transformasse em uma tese de sexologia no final do curso. Procurei desenvolvê-lo com seriedade, mas também com bom humor e talvez um pouco de sarcasmo, para que não se torne cansativo.
Desde os primórdios do mundo o sexo anal é praticado (não me peçam para provar, ainda não foi encontrada em escavações uma biba fóssil). Na antiguidade e principalmente na Grécia Antiga, o sexo anal era muito praticado e bem-vindo naquela sociedade, há uma vastidão de relatos de poetas e escritores daquela época. Sabe-se que nas sociedades gregas, a convivência sexual entre homens era muito praticada, para os antigos gregos, o verdadeiro amor se dava entre homens e a mulher, não passava de um objeto de procriação. Além disso, acreditavam que, dois homens que se amavam, renderiam muito mais em batalhas, pois lutariam bravamente para proteção mútua. Mais tarde este conceito foi adotado por alguns exércitos romanos. Na Roma Antiga, as orgias comportavam sexo de todas as formas e banalização do mesmo na sociedade romana, isso contribuiu para que homens e mulheres passassem a adotar, admirar e tornar constante o sexo anal em suas relações.
Há ainda muito preconceitos a respeito do sexo anal, mas se praticado com a pessoa amada, é prazeroso, com cuidados e responsabilidade é muito gostoso e nada doloroso.
A falta de relaxamento é a principal razão para que haja dor durante este tipo de relação. A paciência e a cumplicidade são fatores preponderantes para torná-la maravilhosa.
Quase 80% dos homens, dizem que a primeira coisa que olham em uma mulher são as nádegas, uma pesquisa revelou que para 78% dos homens, a parte preferida do corpo de uma mulher, é a bunda. É obvio que, além de olhar, eles querem comer.
O grande problema é que a maioria das mulheres, guarda a sua bunda sob sete chaves, quando muito, fazem promessas que nunca são cumpridas, "um dia eu vou te dar", ou fazem do meio das suas nádegas o último território a ser explorado, "somente por quem merecer". Para ser sincera, estão loucas para saber como é, mas ficam fazendo charminho ou em termos mais vulgar "fazendo docinho".
A verdade seja dita, a bunda dança, rebola, mexe e remexe, em qualquer lugar por onde ela passa é um grande elemento de sedução, capaz de fazer brotar enormes desejos e é por isso que é tão idolatrada, se não no mundo inteiro, pelo menos no Brasil.
Há mulheres que gostam de dar e para muitas, sexo sem anal é incompleto. Há aquelas que nunca deram e a maior causa disso é o medo da dor. Outras há, que já deram e não gostaram, pois alegam dor e falta de prazer.
Esta enorme variação de opiniões são reflexos dos conceitos incrustados na nossa sociedade tanto atual, como herança de tempos passados. As influências religiosas e a moral conservadora, a falta de educação sexual nos séculos anteriores, contribuem para a manutenção de tabus e preconceitos, que criaram um modelo, no qual o sexo anal é pecado e antinatural, doloroso e sujo, um verdadeiro paradigma.
A sociedade ocidental - influenciada pela religiosidade, primeiramente pela Igreja Católica, mais tarde pelas religiões protestantes e hoje em dia pelas neo-igrejas -  nivelou o coito anal, por não servir como atividade sexual reprodutiva a serviço da perpetuação da espécie humana, como um ato digno de abominação, além de dota-lo com as maiores dificuldades na sua execução, incutindo-lhe dor extrema, apreensão, penetração dificil, humilhação, submissão, fornicação e tantos outros conceitos que estamos "carecas" de ouvir por aí.
Como já citei acima, as mulheres e especialmente elas, foram neste passado próximo, educadas e induzidas a acreditar neste modelo, resultando daí o medo pelo sexo anal e esse contribui para que se tornem tensas, dificultando a penetração e causando-lhe dor, muitas vezes enormes dores, devido a contração do esfincter. Mais do que nunca, o psicológico influi sobre o físico.
Se o sexo anal já é um tabu, praticado entre duas mulheres lésbicas é um tabu maior ainda. Pode-se dizer que é um ato sexual muito falado entre amigas, em caráter íntimo, em meio às brincadeiras e até com certo constrangimento, mas muito pouco discutido na sociedade. Apesar disso muitas mulheres fazem ou desejam fazer. Talvez o sexo anal praticado entre mulheres, carregue um pouco dos conceitos heterossexuais, sociais e religiosos, estabelecendo para ele a submissão e humilhação, além de que, por ser um ato entre duas mulheres, o que por si só já é pecaminoso, torna-o um caminho direto para o inferno, mas ainda assim é um ato comum entre duas mulheres. Penso que para uma mulher, é bem mais fácil e de menor constrangimento, aceitar a penetração de um dedo feminino, do que um dedo masculino, acredito que por um fator inconsciente, pois o efeito é o mesmo fisicamente.
Alguém disse uma vez que a mulher experimenta o sexo anal duas vezes: uma vez para ver como é, e uma outra vez para ver se é ruim mesmo. Na primeira vez é compreensível o desconforto, devido a tensão da preocupação com a dor, na segunda existem duas possibilidades, devido ao alargamento do esfincter já evidenciado na primeira vez, ela não gosta e para por aí ou gosta e nunca mais deixa de pratica-lo. Isso é válido tanto para relações hétero sexuais, como para relações entre duas mulheres. Os resultados da continuidade ou não da prática depende de fatores emocionais, psicológicos, sentimentais e físicos, relacionados entre si.
Uma das maiores causas de desistência da prática é a dor, o nervosismo é o maior contribuinte para isso e influencia do mesmo jeito que na penetração vaginal, pois contrai os músculos. 
O tesão que a prática causa é muito relativo, pois pode dar muito tesão em uma mulher e nenhum prazer a outra. Algumas somente chegam ao orgasmo com a estimulação do ânus, outras alcançam um imenso prazer e há aquelas que a pratica não fará diferença. 
A história é a mesma, a conversa é primordial com a pessoa, para a qual será liberado o lacre do fiofó. Se não conseguimos conversar, dificilmente acontecerá o sexo anal e se for praticado sem acordo mútuo, muito menos haverá prazer, principalmente para a mulher durante a penetração. O dialogo, a conversa para estabelecer limites, o que pode e o que não pode, cabe a ambos. O sexo anal entre mulheres necessita muito mais da conversa, do que entre casais convencionais, pois ambas não são dotadas de pênis e haverão que se utilizar dos dedos ou pedir ajuda aos "universitários" artificiais e eles, existem em uma grande variedade de dimensões, formatos, cores e consistência.
A primeira vez de uma mulher é importante para ela, nessa hora a conversa pode valer uma maior possibilidade para a obtenção do prazer durante o ato. Ao mesmo tempo, que uma vai experimentar pela primeira vez, a outra pode experimentar a sensação de ser "a primeira ou a escolhida", desse modo, a primeira relação envolve e ganha grande valor emocional. É interessante uma se colocar no lugar da outra.
Aqui entre nós, colocar o dedo no ânus de alguém, não é uma atitude muito saudável, mas com cuidado e higiene, essa ideia pode ser deixada de lado. Ao contrário dos filmes pornôs, nós mulheres nunca estamos lisinhas, depiladas e limpinhas as vinte e quatro horas do dia, ou seja, prontinhas para dar o... É necessário um preparo para fazer sexo anal, então, banho, depilação, se possível uma chuca (lavagem intestinal), são fundamentais. Use e abuse de lingeries, fique linda e pronta para envolver com a sua sedução. Não esqueça de deixar um lubrificante à mão, pois o ânus não possui lubrificação como a vagina. Algumas pessoas usam o cuspe ao seu favor, outras possuem nojo dele, mas peraí, está fazendo sexo anal e tem nojo de uma cuspidinha? 
Aja normalmente, de preferência como se fosse o dia da sua primeira vez (lembra ainda?), não dispense as preliminares, se quiser fazer amor ou sexo antes, faça-os, busque a cumplicidade com a pessoa que você está, não tenha pressa e deixe que o grande momento se apresente naturalmente. Lembre-se da conversa, não imponha regras, relaxe e deixe acontecer.
Como e quando começa, depende de cada uma, pode-se começar pelos dedinhos ou partir para "algo maior", procure por uma posição confortável, inicie aos poucos, com calma e paciência, o ânus não é tão elástico como a vagina e pode acontecer-lhe fissuras. Cuidado sempre é bom, mesmo para quem está acostumado. Não tente se fazer passar por uma atriz pornô para a sua companheira, tentado uma posição "canguru perneta em cima do roupeiro", elas são pagas para isso e faz parte do contrato, na vida real tudo feito com amor e carinho, é sempre melhor e mais gratificante.
Existem os brinquedos eróticos, usá-los é uma boa alternativa para substituir o pênis masculino e isso quem decide é as duas mulheres envolvidas, mas eu recomendo que eles sejam usados com cuidado e nunca na primeira vez. 
Depois que a relação anal deixou de ser uma novidade e as companheiras já se acostumaram uma com a outra e com a prática, a possibilidades de receber e dar prazer se multiplicam. Errado, tabu ou não, o sexo anal é gostoso e possui muitas adeptas, torna-lo algo constante só depende da vontade e do desejo de ambas, fazer uso da criatividade pode deixá-lo mais prazeroso ainda.

ACESSÓRIOS

Plugs e Bolinhas Tailandesas 
Os Plugs, geralmente para as primeiras relações anais, pois ajudam na hora da penetração, devido a sua conicidade. Facilitam bastante a introdução porque a mulher vai se acostumando aos poucos. As Bolinhas Tailandesas, considerada pelos sexólogos como plugs, são usada para a excitação vaginal e anal, possuem formas anatômicas. 
Prótese Peniana: É o mais comum dos acessórios, podem ser usados na vagina e no ânus. É importante a higiene do acessório usado durante a atividade sexual. Recomenda-se o uso distinto de próteses para o ânus e vagina. Há bactérias no anus que não causam danos à saúde, mas que podem provocar infecções sérias e contaminação por HPV, se transportadas para a vagina.
As próteses existem em diversos modelos, dimensões, consistência do material, cor, com ou sem vibro.
A higiene é fundamental para a pratica do sexo anal e um importante acessório nessa brincadeira é o lubrificante. 

Lembre-se o sexo anal pode ocasionar fissuras e sangramento no ânus, a proteção contra infecções para os mais variados tipos de doença é fundamenta, não deixe e nunca esqueça de se proteger, a proteção pode ser feita com dedeiras ginecológicas, luvas de látex e camisinhas.

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