Anjo Impudico

por H. Thiesen 

Era uma noite fria de lua cheia extremamente clara, uma névoa densa dificultava a visão. Eu olhava pela vidraça, os desenhos que se formavam pelo reflexo do brilho lunar na névoa espessa. Naquela noite eu não esperava mais nada, a não ser desfalecer na cama, exausta pelo dia de trabalho.
Ao longe, por trás da vidraça, avistei um vulto que me despertou a atenção, pela silhueta masculinamente elegante, vestindo um sobretudo e com um andar imponente e charmoso. Eu nada tinha para fazer e diante do inusitado, fiquei a observa-lo.
Aguardei pacientemente que se aproximasse um pouco mais, para que eu descobrisse quem seria. E quanto mais ele se aproximava, mais curiosa eu ficava.
Os cabelos eram loiros e longos, de aspecto angelical, depois me surpreendi com a beleza do rosto, olhos azuis e olhar penetrante. Mais surpreendida fiquei, quando notei que ele andava descalço e, andava na ponta dos pés, como se pairasse a poucos centímetros do chão. A pele era clara e usa roupas que pareciam serem feitas especialmente para ele. 
Incrédula, esfreguei os olhos para melhor enxergar e me belisquei para confirmar que estava acordada, pois a imagem apesar de muito bonita, era cada vez mais incoerente. Quando ele chegou próximo à janela, abriu os braços e atrás de si duas asas se abriram numa enorme envergadura, constatei então, que elas serviam-lhe de roupas e envolviam seu corpo com perfeição. Sem encontrar resistência na vidraça, atravessou-a num piscar de olhos e em menos de um segundo estava dentro do meu quarto.
Ele estava completamente nu, fiquei completamente pasma, mas não temi  a angelical e bela criatura. O corpo era perfeito: peito saliente e musculoso, o ventre refilado e esguio, pernas torneadas e braços musculosos que fundiam-se a estrutura das asas, mãos perfeitas, dedos longos e finos, a pele 
clara tinha um aspecto aveludado e no seu rosto, algumas penugens claras, emolduravam o seu rosto. 
Encantada, observei a criatura e pensei: - Se existe anjos, estou diante de um!
Ele se aproximou e eu, pasma não conseguia me mexer na cama. Seus olhos, estavam fixos nos meus, como se quisesse olhar no fundo da minha alma. Entre a excitação e a curiosidade, estendi a mão e toquei a sua, surpreendi-me por ser muito mais macia que eu imaginava. Sem falar nada, ele retribui meu gesto, tocando suavemente meu rosto e depois deslizando levemente ao meu pescoço, arrepiando-me o corpo inteiro. Eu o analisava em cada centímetro do seu corpo, querendo memorizar para sempre, aquela imagem maravilhosa. Com um movimento suave, conduziu minha mão para o seu peito e num gesto reconfortante, abraçou-me e envolveu-me com suas asas, dando-me uma sensação de proteção. Tateei seu peito e depois seus quadris, deslizando a mão por suas costas e buscando suas nádegas tenras e firmes, com a boca sedenta persegui seu pescoço, seus ombros e seu peito. O calor aumentava sob aquelas asas de penugens aveludadas e macias. Suada,  despi-me da camisola e instintivamente, saquei a calcinha, tornando-me completamente nua para ele. Ele abriu suas asas e seus braços e deixou-me sobre a cama, para logo após deixar-se cair sobre meu corpo. Não consigo imaginar como aconteceu, mas nossos sexos se completaram numa penetração divinamente maravilhosa e enquanto me penetrava profunda mente, ele me envolveu novamente com suas asas, prendendo-me ao seu corpo. Senti suas pernas enlaçarem-se nas minhas, possibilitando que nossos  movimentos se tornassem extremamente ritmados e em completa sintonia, de um jeito frenético e alucinado.
O sexo dele era quente, fora da normalidade e causava-me sensações indescritíveis. Segurava-me pelo meu pescoço e nuca, como se quisesse manter-me sob seu controle. Ofereci-lhe minha boca e ele explorou-a por inteira, com um beijo que não tinha fim e de uma forma que nunca experimentei, fornicando sua língua no céu da minha boca, que me arrepiava e estremecia completamente. Abracei-o com as pernas e continuei a meter os quadris cada vez mais forte, a fim de causar-lhe a mesma loucura que ele estava me causando e conhecê-lo com maior intimidade.
Anunciando a chegada de um clímax maior, ele grunhia gemidos graves, que me lembravam felinos selvagens em pleno coito, extremamente lascivos. O meu tesão não dava espaço ao medo e eu estava totalmente entregue à ele. Acelerando os nossos movimentos, ele abriu as asas, me libertando das suas amarras sensuais e entregou-se ao meu ritmo e à minha vontade. Segurei no seu peito, fazendo-o apoiar-se nos seus braços e  com asas abertas, pude admirar melhor cada detalhe do seu corpo lindíssimo e esguio. pressionadas contra o chão, igual se prende um bicho para se dissecar, e pude ver melhor cada detalhe. Quando do orgasmo ele debatia suas asas em evidente delírio e parecia querer levantar voo, me fazendo gozar intensamente, de uma forma que parecia estar andando sobre as nuvens, tal era a paz que senti naquele momento crucial.
Terminado o coito angelical, ele desceu do meu corpo, fazendo-me cair em mim. Olhei-o novamente, fechei os olhos pedindo-lhe mais um beijo, mas apenas senti um vento leve sobre o rosto e ouvi o ruido de asas batendo.
Ele sumiu deixando-me na memória, suas lembranças para sempre e todas as noite de lua brilhante, olho pela vidraça para tentar ver a sua sombra novamente, na esperança que ele volte outra vez.
Nunca mais voltou, mas nas noites de nevoeiro, vejo a sua silhueta ao longe!

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