Carnes Suculentas

por H. Thiesen 

A musica suave acaricia lentamente as luzes da vela, que iluminava o belo contorno da tua silhueta. 
Meus pensamentos reforçados por intenções doces e sensuais, atraídos pela lembrança do sabor da tua umidade na minha língua, imaginam pincelar entre as tuas pernas, como a pintar uma obra-prima, foram enfurecendo com a luxúria e abastecidos de lascívia.
Tudo começou com uma conversa vulgar, nossas mentes à deriva caminharam em direção à sensualidade e contemplaram mutuamente da possibilidade do que poderia ocorrer, naquela hora, entre nós duas.
Os pensamentos tornaram-se influentes excitações e escoriaram nossos lábios,com beijos ardentes e goles lentos de saliva e no entrelaçado das nossas línguas, foram para nós carícias doces e celestiais.
Deslizei por teu pescoço e me abandonei na volúpia dos teus seios, deliciei-me nas entumescência dos teus seios e saboreei a rigidez dos teus mamilos, como uma criança que tem na boca saborosa guloseima.
Medi teu ventre com meus lábios, degustei toda a tua pele, provando o sal em cada um dos teus poros, descendo cada vez mais, na direção das minhas segundas intenções.
Pousei a minha boca na tua fruta proibida e a encontrei totalmente gotejada e escorrendo de prazer. Lambi gota por gota o teu néctar quente e de repente uma tempestade se fez em mim. Com enorme cobiça, mergulhei na tua luxúria e desbravei com a minha língua, as extensões da tua carne suculenta. 
Meu coração bateu forte, quando em sincronia com a música que tocava, acompanhada pela tua respiração ofegante e como melodia teus gemidos roucos afoguei-me em teus desejos e bebi o teu prazer, que vertia como torrentes do teu corpo. 
Te olhei nos olhos e cruzamos olhares diabólicos e libidinosos. O quarto estava cheio dos perfumes da nossa paixão, sob a luz da única vela, convidava-me ao mais profundo e a te explorar ainda mais, mais e mais fundo e então, busquei com a língua, no interior das tuas entranhas, os teus gritos de êxtase. Confundindo-a com o prazer e fazendo-a gravar as unhas na minha carne.
Desejei que esse momento fosse eterno, completando-me com teus sussurros doces aos meus ouvidos, os quais me falavam a língua proibida dos prazeres mundanos. Tuas pernas tremeram e entre elas me prenderam, quando teu corpo entrou em erupção e na minha boca recebi de ti, verdadeiras torrentes de gozo. 
Admirando teu silêncio depois do êxtase, a respiração pesada e teus olhos fixos, como a olhar para as estrelas, deitei-me do teu lado, com os sentimentos encharcados pelo teu clímax, agarrando-me ao teu corpo aquecido, repousei minha cabeça no teu peito e olhei no espelho, as duas silhuetas femininas, sob a luz da única vela.

 



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