Embaixo da Mesa

por H. Thiesen 

Ela entrou, o corpo delicioso, o caminhar rebolado, seios volumosos, cintura fina, quadris largos, coxuda, bunduda. Não pude deixar de notá-la. 
Quem é, de onde veio? Sou louca por mulheres assim, fico tesuda e molho, só de olhar.
Penso comigo: Por favor, vai embora! Não me tortura!
Olho de um lado, olho de outro, colegas, colegas e colegas!
Aproximo a cadeira da mesa, discretamente levanto a vestido, enfio uma mão entre as pernas e me toco.
Já estou molhada, com um tesão enorme... e agora?
Todos em volta, atentos, caminhando de um lado pro outro, a colega do lado me chama, respondo monossilábica, mas o perigo me excita, arrisco... É preciso, o tesão me envolveu por completo.
Afasto a calcinha para o lado, os dedos penetram por baixo do tecido fino.
Fico perversa comigo, a vontade é de gemer alto, ali mesmo, me contenho mordendo os lábios.
Fixo o olhar na gostosa, desejo ela comigo, queria ela me chupando, me lambendo...
Um fio de esperança, ela me olha, abre a boca um pouco e passa lingua nos lábios. Será que gosta da fruta?
Aiiiii!!! Malvada! Se eu te pego...
Tento me controlar, é muito tesão, o coração acelera, minha respiração é profunda.
Olho para um lado, olho para o outro, ninguém está olhando.
Continuo com meus dedos e não tiro os olhos dela!
- Que bunda!
Meus dedos entram e saem. Estou encharcada, melada, escorrendo...
Imagino aquela boca carnuda, beijando a minha boca, sugando meus seios, bebendo meu mel.
Incendeio de vez... Quero gozar!
Minhas pernas tremem, sinto meu suor escorrendo.
Que tortura!
Os dedos melados, estou bem lubrificada, dedilho o clitóris.
Siririca gostosa!
Será que alguém está notando?
Corro os olhos na sala... Todos concentrados. Olhos nos teclados, cabeça no trabalho. Tudo bem, o caminho está livre!
Mais rápido, mais rápido!
Estremeço, amasso um papel em cima da mesa!
Gemo em pensamento, olhando a gostosa... Ah... Eu gozeiiiii!
Ufa!
Ajeito a calcinha, arrumo o vestido. Respiro fundo, levanto e  disfarço...
Nada aconteceu! NInguém me notou!
Com meu disfarce, em cima do salto, à passos lentos, atravesso a sala.
Banheiro urgente!
Preciso limpar a "sujeira", secar a meleca, eu me molhei demais.
Entro, pego alguns lenços de papel e vou a privada.
Ouço passos de saltos, talvez alguma colega.
Barulho de água, é a torneira da pia. 
Deixo prá lá! Continua a limpeza do meu crime.
Por baixo da porta, alguém me alcança um papel-toalha.
Seguro, desdobro-o e leio, escrito com batom:
- Foi bom! Meu número 885...! Me liga!

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