Quero Mais!

por H. Thiesen 

Finalmente chegou o dia tão esperado. Eu estava ansiosa, não era um encontro comum, não era com um homem qualquer. Ele era especial, na verdade um sonho, sonhado a muito tempo!
Alguns dias atrás, conversando com uma amiga, falávamos dos velhos tempos e perguntei por ele. Ela riu alto e me disse que sempre soube da atração que eu sentia por ele, apesar de que eu sempre negava. Abrindo a bolsa, puxou um cartão e me entregou. Não perdi tempo e liguei para ele.
O carro parou, a porta abriu e ele desceu.
Sentada no banco da praça, eu o observava. Ficou parado ao lado do carro, olhando de um lado para outro, provavelmente procurando por mim.
Ele estava lindo, camisa branca, uma calça jeans, óculos escuros, cabelos negros curtos, alto e a pele levemente bronzeada.
Fazia muito tempo que não o via, desde o tempo da escola, quando ele ainda era um menino e eu uma adolescente sonhadora.
Acenei para ele. Caminhando lentamente ele veio na minha direção. Tirou os óculos escuros e de longe, percebi que ele olhava nos meus olhos. Levantei-me e dei reciprocidade ao olhar. Quanto mais próximo ele estava, mais profundamente olhava em meus olhos.
Tanto tempo fazia que eu o queria, tanto tempo sonhei e quanto tempo me arrependi de não ter dado nenhuma chance à ele. Enquanto ele se aproximava, eu pensava, o quanto fui boba e orgulhosa.
Mas tudo era passado e afinal de contas, eu estava ali, o esperando e revivendo aquela paixão antiga, outrora reprimida, mas louca para tomar asas. Não, não! Louca estava eu, para me atirar nos seus braços e ter aquele homem para mim!
- Oi Lena, como vai?
Não respondi absolutamente nada, fiquei estática olhando nos seus olhos. Sinceramente, eu desmoronei! Sequer imaginava, que um garoto poderia se transformar naquilo tudo!
- Lena... Algum problema?
- Não! Só estava lembrando!
- Do Patinho Feio?
- O que?
- Como você me chamava!
- Não lembrava disso!
- E então?
E então, eu pensei: Quero um beijo!
Sem lhe dar outra resposta, aproximei meus lábios e o beijei. E que beijo!
Enquanto o beijava, fiquei pensando, que o meu patinho feio, se transformara eu um belo cisne charmoso, como no conto de fadas.
O beijo foi longo e nele havia o nosso desejo e senti o quando ele me queria.
Desejei ser amada e possuída por alguém que eu também desejava, aliás, que eu desejava enormemente e era aquele menino da época de escola, que um dia eu não quis, que tanto eu rejeitei e fingia não querer nada com ele.
Aquele encontro ficou com um cheiro de vingança. A vingança da mulher adulta para com a menininha boba. E isso me excitou muito! Tanto que, lembrar daquele encontro, é como revivê-lo nitidamente e fico ansiosa, desejando me percorrer, enfiar as minhas mãos entre as pernas e me tocar intimamente. 
Mas fazer o que? Como resistir aos instintos, diante de tão deliciosa recordação?
A noite, o jantar, a música e o vinho, ainda estão presentes na minha mente. A dança, no instante seguinte, não sai do meu pensamento. Nossos corpos colados, nossos lábios grudados, nossas línguas travando um duelo molhado e intenso. O beijo no meu pescoço. As mãos nas minhas costas. Os dedos na minha nuca. O peito másculo amassando meus seios. O sexo rígido roçando as minhas coxas.
Impossível não ficar excitada, ao lembrar daquela noite. A lembrança é um doce martírio.
Como lembrar impassível daqueles momento, que terminaram na cama? Como lembrar sem me excitar, daquela boca percorrendo o meu corpo, sugando e lambendo meus seios, daquela língua atrevida abrindo caminho em meu meio e me invadindo, para buscar o meu gosto mais íntimo? Como não ficar excitada, lembrando do gosto daquele membro potente e rijo, entrando e saindo da minha boca e as vezes fazendo-me engasgar no final da garganta? É impossível não se perturbar, com a lembrança da sensação daquele homem me penetrando, do seu membro indo e voltando e em cada estocada, dizendo-me que me desejava demais. É difícil deixar de me tocar, lembrando o que aconteceu naquela noite, do jeito que fizemos amor, das posições que transamos, da intensidade do ato. Minhas mãos criam vida, se libertam de mim e não me obedecem. Lembro dos gemidos, dos sussurros, de cada sílaba dita naquela noite e meus dedos não param, estravazam em meu sexo.
Meu corpo incendeia, as lembranças me trazem tesão. Eu me toco, me exploro e me invado. Lembro de nós, do nosso suor, do calor escaldante, do coração trepidante e lembrando do orgasmo, eu gozo. Deliciosamente eu gozo!
Vou ligar para ele de novo, ainda ficou um gostinho, aquele gostinho de quero mais!

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Um comentário :

  1. Imaginando-me...imaginando-me...imaginando-me
    .
    Hoje lá no nosso cantinho falamos sobre: "" Dupla penetração: Curte, detesta, aceita, ou nem pensar?""
    Visite-nos: http://deliriosamoresexo.blogspot.pt/
    .
    Deixo cumprimentos.

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