Cordas do Oriente

por H. Thiesen 

Há alguns anos atrás eu morava na Índia e tive oportunidade para conhecer alguns países do oriente e um dele foi a Tailândia, que era o país de origem de uma colega de trabalho, chamada Kae Na.
Convidada por ela, aceitei um convite para acompanha-la à Tailândia, a fim de visitar os seus familiares. Não é necessário dizer que fiquei admirada com as belezas do país e o jeito de vida que eles levam. A família de Kae era de pessoas humildes e viviam conforme as tradições daquele povo, o que me possibilitou conhecer um pouco mais e ver com outros olhos, muitas coisas que eram estranhas para mim.
Durante aquela semana, conheci vários lugares e pessoas e uma delas, uma garota com aparência de adolescente, apesar dos seus 24 anos, chamada Liu Yi, amiga de Kae. Nós três, tivemos uma experiência muito excitante juntas. Eu sabia que Kae gostava de se relacionar sexualmente com mulheres, até já havíamos tido algumas aventuras em algumas de nossas viagens e nas constantes estadias em hotéis, mas nunca havia conversado ou lhe perguntado a ela sobre fetiches e fantasias sexuais.
Encontramos Liu em uma das tantas feiras livres que há por lá e combinamos de encontrá-la no fim de semana na sua casa. No sábado, fomos ao seu encontro. sua casa era uma bem típica, paredes e telhas coloridas, telhados decorados com motivos orientais. No interior pouca mobília, para sentar esteiras de bambu e mesinhas baixas, cortinas e divisória também de bambu. Entramos, conversamos, tomamos chá e passamos horas agradáveis. Nossa visita se estenderia durante o final de semana completo e a minha surpresa ainda estava por vir.
Durante a tarde de sábado, eu havia notado os olhares e achei normal, pois como já falei, eu sabia das preferência de Kae e me mantive discreta. Achei que para a noite elas haviam combinado um affair. Para a minha surpresa, as duas me seguraram pelas mão e me levaram a um dos cômodos do andar superior da casa. Um quarto mais amplo do que o restante das outras peça e iluminado apenas por algumas velas.
Kae e Liu despiram-se e em seguida se aproximaram e ambas me despiram, enquanto trocávamos beijos afetuosos, a noite estava quente e suava muito, achei que iriamos ter um relacionamento a três, mas para minha surpresa, não era isso que estava me esperando. Depois que eu estava completamente nua, elas me levaram até uma espécie de divã, que se encontrava no outro lado do quarto e me deixaram ali. Elas se afastaram para o centro do quarto e trocaram beijos apaixonados, caricias ardentes e seus corpos ficaram tão unidos, que na penumbra das velas, parceiam ser apenas um só. Instantes depois, Liu se afastou e trouxe para perto delas algumas cordas vermelhas. Elas tomaram as cordas em suas mãos e eu tive a impressão de estar presenciando um ritual, pois as duas manuseavam as cordas com maestria, passando e enlaçando-se mutuamente.
Uma música oriental tocava no CD-Player, dando ao momento um toque suave e mágico, enquanto as cordas deslizavam pelo corpos das duas tailandesas, parecendo serpentes rastejando, pois os movimentos que ela faziam, davam a impressão que as cordas possuíam vida própria.
Notei que, a cada movimento, nós eram dados e o comprimento das cordas diminuíam e ao mesmo tempo o corpo de Liu ficava totalmente atado. As cordas enlaçavam seus seios, suas costas, passavam por entra as pernas, até que ao ser dado o último nó, ela ficou completamente imobilizada e uma verdadeira teia envolvia o seu corpo. Kae, ainda vendou-lhe os olhos e a amordaçou, com um lenço preto, depois me chamou para perto, enquanto isso sussurrava no ouvido de Liu, imobilizada pelas cordas, cegada pela venda e muda pela mordaça fortemente amarrada a sua boca, mas o que não lhe impedia de expressar os seus sentimentos através de sinais com a cabeça e dos gemidos.
Kae levantou-se e me beijou, julguei que teria o mesmo destino de Liu, mas eu estava enganada, apenas fizemos amor, ao lado da tailandesa imobilizada, a qual eu via que se excitava, quando percebia o que estávamos fazendo, isso por que, notei a sua excitação, em cada um dos gemidos ou respiração ofegante que saiam das nossas duas bocas, ou com os estalos dos beijos que trocávamos. Confesso, essa situação me excitou demais e tive um orgasmo delicioso.
Kae livrou Liu das cordas e seu corpo estava totalmente marcado, mas ela exibia um enorme grau de satisfação. Livre, ela se juntou a nós e nós três permitimos dar-mo-nos mutuamente, momentos de intenso prazer.
Foi nessa oportunidade, o meu primeiro contato com o Shibari, pelo qual me apaixonei, devido a beleza plástica de cada um dos nós, envolvendo o corpo de uma mulher. 

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