Eu amo mulheres!

por H. Thiesen 

Eu não tinha nada para fazer naquela noite, resolvi acompanhá-lo a uma festa, ele iria trabalhar e eu me divertiria um pouco.
Logo na entrada, a única coisa que se via, era a penumbra do recinto. A pouca iluminação e o efeito de luzes tornavam o ambiente muito sensual. Os vultos andavam e passavam por mim, homens e mulheres, alguns dançavam, outros namoravam. Risadas, musica alta, colorido de luzes e claro, fumaça de cigarros.
De um lado para o outro, uma garota, que eu já conhecia de outras oportunidades, corpo esbelto e esguio, olhos acinzentados, cabelos longos e negros, vestindo apenas uma túnica branca de tecido leve, que as através dele as luzes penetravam e deixava-me ver a bela silhueta, que o tecido escondia.
Resolvi caminhar um pouco, analisar um pouco mais da festa, descobrir se encontrava alguém, também arriscar a ver o que a penumbra escondia por trás dela. Festas assim, sempre proporcionam situações inusitadas para voyeurismo, quando não exibicionismo.
Encontrei uma escada, comecei a subi-la,  notei duas meninas que se olhavam mutuamente, algo muito próximo e bem íntimo, com certeza eram namoradas. Continuei subindo, elas estavam tão envolvida por aquele olho no olho, que mesmo esbarrando em uma delas, sequer me notaram.
Cheguei no primeiro andar do prédio, corri os olhos pelo vasto salão, não notei alguma coisa interessante, a não ser algumas pessoas numa rodinha, conversando e gargalhando muito. Resolvi tomar o caminho de volta, desci pela escada. O olhar mútuo das duas meninas havia cessado e transformado em um beijo ardente, com direito a amasso e mãos bobas, que exploravam e sem dúvida nenhuma, traziam tesão para aqueles dois corpos femininos.
Fui ao bar, no andar subterrâneo, passeei um pouco por lá, mas a cena anterior despertara a minha atenção e me excitara, tudo foi muito rápido e um incêndio eclodira dentro de mim. 
Pedi uma cerveja ao barman, sentei em canto um pouco afastado, sem muito movimento. A menina da túnica se aproximou, falando alto, algo que não entendi muito bem, depois veio à razão:
- Estou treinando minha fala, não se importa? - Disse-me ela.
- Claro que não!
Atrizes! - Pensei.
Retornei à minha cerveja, ela ensaiava e fazia trejeitos, seus movimentos contracenavam com as luzes e dava para notar que por baixo da túnica, havia uma mulher nua. Entre um gole e outro eu a observava e meu tesão aumentava. Senti vontade de agarrá-la e beijá-la, mas me controlei, ela estava concentrada na peça, que iria participar depois da meia-noite, no andar de cima e a minha presença pouco a importava.
Voltei a sala principal da festa, que estava mais escura do que anteriormente.
Corri os meus olhos, tive a sensação que todas as mulheres me olhavam, muito mais do que isso, tentavam me seduzir pelo olhar, parecia-me que estava sendo comida por olhos. Continuei observando e descobri as duas meninas da escada numa poltrona, uma no colo da outra. Os olhares e os beijos, haviam evoluído mais um pouco, as mãos haviam deixado as costas e nádegas, atreviam-se aos seios e o meio das pernas. Para falar a verdade, um verdadeiro arreto, sincronia perfeita de fêmeas em um amor diferente. Decidi observá-las um pouco mais. Meu tesão aflorado falava muito alto e a penumbra escondia as minhas mãos explorando meu corpo. Tocava-me por cima da roupa, acariciava os mamilos já duros e a calça jeans na costura entre as pernas. Senti um calor pelo corpo, a minha umidade brotando e encharcando a lingerie.
Alguém me tocou, me virei, era ele:
- Achei um lugar para nós...
- Ok, depois... Aqui está bom, por enquanto!
Ele olhou para as meninas, sorriu para mim e se foi, voltei meus olhos para elas.
A cena era extremamente excitante, senti vontade de me masturbar.
Discretamente, auxiliada pela penumbra, cruzei as pernas e coloquei a mão entre elas. Enquanto deliciava-me naquele momento voyeur, masturbava-me vagarosamente, mas com insistência e uma certa força por cima do pano.
Não demorou muito e gozei!
Fui o banheiro, limpei-me com lenços umedecidos, que sempre reservo na bolsa. Voltei para a festa, procurei por ele e o encontrei numa mesa perto do palco.
- Tudo bem!
- Tudo!
- A ceninha estava bem quente!
- Bem, digamos... Excitante!
- Hum... Vi o teu interesse!
- Para falar a verdade, estava me masturbando!
- E?
- E? Ora, gozei!
- Ahahaha! Safada!
- Me excitei e não aguentei, só isso!
- Gosta de mulheres, tanto assim?
- Lógico, eu amo as mulheres!
- Interessante... 
- Você não sabia disso?
- Como eu poderia saber?
- Ué... Eu nuca escondi!
- Isso me dá uma idéia!
- Que idéia?
- Posso ver?
- Não!

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