Seduzida por um coroa

por H. Thiesen 

Há alguns anos nos conhecíamos, víamos-nos e falávamos de vez em quando, coisas comuns, assuntos sem importância.
Ele era quarentão de olhos verdes, cabelo grisalho, alto, porte atlético, gostava de músicas de todos os ritmos, eclético para ler e esportes radicais. Para os parâmetros femininos, ele era lindo, sensual e charmoso. Tinha rosto e cheiro de homem, gostoso!
Eu, uma menina de vinte e pouco anos, com preocupações na faculdade, trabalho, tinha muitos amigos e, um namorado loucamente apaixonado, ciumento e não me dava sossego um só minuto. Digamos, pegajoso ao extremo. Não perguntem porque eu o namorava, não saberei responder. Sei lá por que as vezes insistimos com coisas que não gostamos ou que sabemos que não dará certo.
Enfim, nunca pensei na possibilidade de ter algum relacionamento com aquele homem, até aquela época, homens mais velhos não me chamavam a atenção. Também, nunca pensei em beijar daquela boca carnuda e sensual, eu sequer o tratava como um amigo e tirar-lhe a camisa, mergulhar no seu peito e sentir o seu cheiro mais de perto, era algo que eu não cogitava.
Certa vez, nos encontramos na festa de aniversário de um amigo em comum. Fiquei feliz de encontrá-lo por lá, pois mesmo eu não tendo maiores pretensões, ele era excelente companhia, sentamos em uma mesa de canto e ficamos praticamente o tempo todo conversando sobre tudo, rimos, bebemos, beliscamos petiscos, falamos sobre trivialidades, musica, livros e da vida, foi muito bom! Até então, ele era um empresário e achei que o seu interesse também era apenas de amizade.
Depois deste dia, nos aproximamos um pouco mais. Ele passou a me ligar com maior frequência e ficávamos horas conversando, depois vieram os convites e encontros para cafés, almoços e jantares. Nossas conversas ficavam cada vez mais íntimas. Ele falava comigo o tempo todo. Elogiava meu cabelo, meu comportamento, falava que gostava da minha companhia, por me achar inteligente, descontraída e cheia de vida. Eu me deliciava ouvindo todas essas coisas e a cada dia que passava me envolvia mais com ele e, julgava que não passava de um jeito carinhoso de falar com uma amiga.
Notei que com o passar do tempo os comentários ficavam mais pessoais, alguns mais quentes, até que um dia indaguei-o sobre isto e ele respondeu que tinha encontrado a mulher dos seus sonhos e que ele adoraria poder viver uma história com ela.
Perguntei-lhe se tinha dito isso a ela e ele respondeu que não, pois tinha medo da reação dela e que fazia algum tempo que nutria estes sentimentos, desde uma festa na qual ele ficou ao seu lado o tempo todo.
Suei as mãos, a minha espinha gelou e meu coração disparou. Como sempre fora educado, ele pediu-me desculpas por estar falando daquela forma, perguntou-me se poderia continuar e se poderia sonhar com algum momento ao lado dela.
Respondi-lhe que estava surpresa, de certa forma surpresa com o que ele havia me dito, mas que ele continuasse. E continuamos conversando, até que na conversa começamos a falar de beijos ardentes, abraços envolventes, carícias e partes do corpo que mais gostávamos um no outro. Eu sentia o ar parar, um aperto me deixava como se não pudesse respirar, mas estava gostando e já me sentia excitada.
Bem mais à vontade comigo, ele disse-me que me achava uma mulher deliciosa, um tesão e que sonhava em poder ter muito mais, do que conversas quentes.
Meu desejo já então aflorado, tornou-se urgente, fiquei louca para me jogar nos braços dele homem e ser engolida por inteira. Mas, para minha decepção, ele disse-me que não tinha tempo naquele dia, pois tinha um compromisso inadiável. Disse-lhe que compreendia, aproximei-me e ofereci-lhe a minha boca e tive que me contentar com apenas um beijo, ardente e delicioso.
Combinamos de nos encontrar o mais rápido possível e marcamos o dia para ele me buscar na faculdade. Hora e local apropriado para despistar o meu namora, a criatura pegajosa que eu estava descartando dos meus planos e que em breve lhe diria que a fila havia andando.
Logo que terminou a aula, sabendo que ele me aguardava, corri para o estacionamento e embarquei no carro, nem nos cumprimentamos direito e nos beijamos. Depois ele deu partida e durante o trajeto fomos conversando. Eu prestava atenção em cada palavra dele e confesso, fiquei encantada. Ele me levou ao seu apartamento. Com cortesia, ele serviu-me um vinho, colocou uma música e pediu-me para esperá-lo à vontade, pois precisava tomar um banho. Não demorou muito e ele reapareceu na sala, trajando um robe branco e bem descontraído. Sentou-se ao meu lado e fez menção de dizer alguma coisa, porém calei-o com um beijo.
Enquanto nos beijávamos, acariciei sua nuca e escorrendo a mão pelo seu pescoço, desci para o seu peito, fazendo-a passar pela abertura do robe e deixá-lo entre aberto. Procurei pelo seu mamilo, brinquei neles com meus dedos por algum tempo. Descendo mais um pouco, abri-lhe totalmente o robe e deixei minha mão deslizar para dentro da cueca. Encontrei seu pênis ereto e quente, retirei-o para fora e o masturbei vagarosamente. Diante disso, ele desabotoou a minha blusa e ergueu o meu sutiã, deixando meus seios ao seu dispor, os quais ele beijou e sugou. Eu já estava extremamente excitada, decidi deixar a sua boca e ir à procura do que eu desejava. Comecei beijando seu pescoço, depois seu peito e o retante do seu ventre, até chegar ao seu membro rijo e envolvê-lo com carícias deliciosas, com os lábios e a língua. Fiz sexo oral nele por algum tempo e em cada carícia que eu lhe dava, ele suspirava ou gemia levemente. Despi a minha calcinha e subi novamente pelo seu corpo. Levantei a saia e sentei sobre as suas pernas, deixando a minha vagina molhada sobre o seu sexo e ofereci-lhe meus seios. Novamente ele segurou-os em suas mãos e mergulhou neles como um bebe faminto. Quanto mais ele se adonava dos meus seios, mais eu me excitava e rebolava sobre o seu membro. Estava tão excitada e molhada, que era possível ouvir os ruídos e estalos dos meus lábios vaginais, quando roçavam no pênis rígido.
Segurei seus ombros, acomodei-o no encosto do sofá e olhei diretamente nos seus olhos, apontei o pênis em minha vagina e sentei vagarosamente, até senti-lo totalmente dentro de mim. Deitei-me sobre seu peito, deixando-lhe sentir o contato dos meus seios e o beijei ardentemente, enquanto mexia para cima e para baixo os meus quadris. Ele me abraçou com força e me ajudou no vai-e-vem. Parecia que eu estava sonhando, tamanho era o prazer que eu sentia. Não sei quanto tempo ficamos assim, lembro apenas da sua respiração ofegante e das palavras que ele dizia-me ao ouvido. Meu coração batia forte, um calor enorme tomou conta do meu corpo e uma falta de controle me dominou. Senti o orgasmo vir forte, acelerei os movimentos, joguei-me sobre ele e apoiei-me nos seus ombros e deixei-me ao sabor do gozo, pressionando meu clitóris em seu púbis, para ampliar as minhas sensações e gozei freneticamente. Junto ao meu orgasmo, ele também gozou e jorrou o seu prazer dentro de mim.
Permanecemos abraçados algum tempo, não dissemos nada, apenas nos deliciamos um no outro e aproveitamos todas as sensações finais daquele ato delicioso, somente depois ele me disse:
- Estou apaixonado!
- Não, não diga isso?
- Por que? É o que eu estou sentindo!
- Eu não quero!
- O namorado?
- Não, terminei o namoro no fim de semana.
- Então?
- Bem, não quero me envolver, por enquanto ficamos assim!
Ficamos em silêncio por algum tempo, mas não sem nos darmos muitos carinhos e beijos. Depois despi a roupa que ainda restava em meu corpo e repetimos tudo de novo, porém sem aquela ansiedade inicial. Nos vimos muitas outras vezes e nunca tivemos algum compromisso. Foi bom, enquanto durou e nem sei por que acabou, um dia resolvi sumir da vida dele para sempre, mudei-me para longe e nunca mais o vi! Ainda hoje recebo seus recados, mas prefiro guardar somente as lembranças.
A partir deste relacionamento comecei a ter preferência por homens maduros e a interessar-me por eles, preterindo os garotos da minha idade e essa preferência acompanha-me até os dias de hoje. Bem, nem tanto! Hoje em dia já não sou mais uma garotinha e atualmente, tenho quase a mesma idade que eles!

--------------------------------------------------------------
© COPYRIGHT BY "PENSAMENTO INDECENTE"
Todos os Direitos Reservados
All Rights Reserved
DIREITOS AUTORAIS PROTEGIDOS
Cópias e publicações permitidas, desde que acompanhadas dos créditos à autora do texto e link para para este blog
.

Um comentário :

  1. Existem momentos deliciosos na vida não é verdade?»
    .
    Hoje lá no nosso cantinho apresentamos:
    - Sexo oral - técnica - Ritmo - Arte -Prazer -
    .
    Deixo cumprimentos..

    ResponderExcluir

***********************************
ATENÇÃO COMEDORES, leiam antes de comentar:
Comentários que contenham, endereço de e-mail, telefones e propostas para relacionamentos, não serão publicados, para isso existem sites especializados. Também terão o mesmo destino, comentários ofensivos, discriminatórios e preconceituosos.
***********************************
OBRIGADA PELA SUA VISITA!