A Primeira Vez

por H. Thiesen 

Eu a conheci anteriormente em algum lugar, não lembro bem onde foi, algo rápido e só de vista e num outro dia, a vi pela segunda vez. Estávamos em um happy hour só de mulheres, ela era amiga da amiga da minha amiga, algo assim. Conversamos um pouco, coisas banais e quase no final da tarde já estávamos íntimas. Passamos às confidências e ela ficou sabendo da minha predileção por mulheres. Curiosa, fez muitas perguntas e pude notar um certo brilho no seu olhar.  Disse-me ela, que nunca teve esse tipo de aventura, que nunca ficara curiosa a respeito, mas ultimamente estava sentido um pequeno interesse. Porém, conhecia mulheres que como eu transava com outras, mas isso não mudava nada e não se importava de ter amizade com elas. O papo estava bom e teve muitas perguntas indiscretas, sem me envergonhar, fiz toda questão de não enrolar e dar respostas diretas.
A noite caiu e quase todas as outras, já haviam ido embora. Nos despedimos e prometemos nos encontrar novamente, para terminar a conversa. Ela me deu o seu telefone e eu retribui dando-lhe o meu também. Fomos embora, ela para um lado e eu para outro lado da cidade. O tempo passou e dela eu esqueci, o número foi parar no fundo da bolsa, esquecido em um bolsinho num papel amassado.
Um certo dia ela me ligou, perguntando se ainda lembrava. Eu disse que sim e que estava surpresa, pois fazia tempo e não esperava mais encontra-la. Ela me falou que encontrou o meu número perdido entre tantos papéis na sua bolsa. Lembrou do assunto e resolveu me ligar, para terminar a conversa.
Eu disse que sim e marcamos a hora, num final tarde, na sua casa, depois do trabalho.
Na ligação ela parecia impaciente, estava também ofegante e me fez prometer não faltar ao encontro. Aparentou-me que estava ansiosa e me deu a impressão, que queria por em prática o que conversamos. 
Perguntei-lhe por que me escolheu, para conversar e retirar suas dúvidas, ela respondeu que me achou confiável e que com suas amigas não tinha essa abertura.
No dia marcado fui ao seu apartamento, um prédio bonito e perto do Centro. Quando cheguei, ela abriu a porta, olhou em meus olhos e soltou um suspiro profundo. Um alívio talvez! Entrei pela porta e ela me recebeu com um beijo no rosto, o qual eu retribuí, depois me deu um abraço, que mais parecia um verdadeiro amasso. Ela me convidou a sentar no sofá e para minha surpresa, sentou-se ao meu lado.
Falamos um pouco de trivialidades, mas ela me olhava dentro dos olhos. Logo ela interrompeu a conversa e me disse que precisava confessar algo importante. Assenti com a cabeça e lembrei-lhe sobre a conversa que tivemos no happy hour e lhe respondi que o convite que ela me fez, foi para uma conversa e estava ali para lhe ouvir. Continuando com a voz embargada, talvez por vergonha, ela me disse que queria transar comigo.
Para dirimir todas as minhas dúvidas, eu lhe perguntei quantas vezes ela já tinha saído com mulheres. Ela respondeu prontamente, que nunca havia transado com uma e que eu seria a primeira.
Estava quente e soltei os cabelos, enquanto pensava na sua proposta ousada. Resolvi aceitar, sabendo que ela, além de mulher linda, era bem delicada e nas avaliações, eu nunca me engano, valia a pena investir naquela relação.
Ela vestia uma calça jeans e a camiseta branca denunciava que estava excitada. O corpo dela era bonito, nem magra e nem gorda, ela era exata. Seios médios e cintura fina, quadris um pouco mais largos e pernas bem torneadas, tinha uma pele clara e vistosa, dava para notar um leve bronzeado. Enquanto a media da cabeça aos pés, nesse tempo resolvi o que deveria fazer.
Antes de tudo, deixei que ela relaxasse, perdesse a tensão e ficasse tranquila. Para que a ansiedade, não a atrapalhasse ou causasse um bloqueio.
Continuei conversando, dando-lhe a entender que ainda não era hora propícia. Fiz algumas perguntas, como se estivesse curiosa também. Perguntei-lhe sobre os seus gostos e do que ela esperava de outra mulher. Ela me disse que era louca pelos toques, pois se excitava quando via as suas amigas tocando uma à outra na sua frente, porém nunca tinha se atrevido à experiencia, um pouco por receio e outro pouco por vergonha. Disse também, que queria provar o sexo com outra mulher, por que a muito tempo desejava e que naquela tarde anterior, me elegeu para ser a primeira mulher na sua vida, pois simpatizou com o meu jeito de agir e com a minha sinceridade. Já mais segura, eu também relaxei e se tratando de toques, dessa arte eu entendo! Aquela situação exigia cuidados, uma vez que, a primeira vez é sempre difícil, carregada de euforia e ansiedade. Deslizei minha mão no o ombro dela, acariciei seu rosto e desci vagarosamente pelo colo dos seios, sobre o tecido branco, circundei com o dedo um dos seu bicos. Ela respondeu  à carícia, fechando seus olhos e gemendo baixinho, o mamilo intumesceu e denunciou-me o tesão que ela sentia.
Aproveitando-me dos olhos fechados, aproximei-me e beijei-a na boca, enquanto a envolvia com um dos braços e passeava a outra mão em todas as extensões dos seus seios. Desci a mão devagarinho pelo seu corpo, sentindo o calor do seu ventre, abri a sua calça jeans e pelo zíper aberto, introduzi a minha mão. Encontrei-a umedecida, excitada e totalmente envolvida pelo clima. Não havendo mais volta e vendo que ela estava mesmo disposta a experimentar o sexo entre duas mulheres, ajudei-a a despir-se, até deixá-la nua. Com os olhos fechados e sentada no sofá, ela transpirava e respirava intensamente, mostrando-me a sua inexperiência e deixando para mim as iniciativas.
Ajoelhei-me no sofá, deixando as suas pernas entre as minhas. Beijei-a e envolvi-a com os braços, ela correspondeu ao beijo e abraçou-me fortemente. Já estávamos completamente envolvidas e tudo fluía naturalmente. Cessei de lhe beijar e apertei-a contra meu peito, fazendo-a roçar seu rosto nos meus seios.
Levantei-me e pus-me de pé a sua frente, despi toda a minha roupa, mostrando-me nua para ela. Trouxe a sua cabeça ao meu corpo e encostei seu rosto ao meu ventre, o qual ela beijou carinhosamente e ao mesmo tempo, eu arranhava as unhas levemente nas suas costas. Abri as minhas pernas um pouco e conduzi-a próximo ao meu púbis, para que ela sentisse ligeiramente o meu cheiro.
Fiz encostar-se no sofá e arqueei meu corpo sobre o dela, coloquei meus lábios sobre a sua boca e a beijei molhado, introduzindo-lhe a minha língua. Ela sugou-a com vontade e por alguns momentos travamos um embate com as nossas línguas sedentas. Deixei a sua boca e dirigi-me ao seu pescoço, tomando o caminho dos seus seios, acariciei-os, beijei e os lambi demoradamente. Segurando-o nas mãos, apertei-os firme e forte, fazendo seus mamilos tornarem-se proeminentes, aos quais eu dediquei deliciosos e demorados minutos, sugando-os e lambendo-os intermitentes, um após o outro e vice-versa.
Sentindo-a relaxada e livre de preocupações, desci pela sua barriga até o seu umbigo, onde me demorei um pouco até retomar o caminho e procurar pelo segredo molhado entre as suas pernas. Sem nenhuma pressa, afastei as suas coxas com delicadeza e então cheguei onde eu queria. Circundei as carnes em volta da vagina, beijando, mordiscando e lambendo, sem tocar os lábios e o clitóris, mas mesmo assim, ela já mostrava-me os primeiros traços de um orgasmo. Com a proximidade do gozo, voltei a sua boca, para logo após ir novamente aos seios. Enquanto os beijava, acariciei seu clitóris com um dedo, de maneira lenta, mas intensa. As vezes eu parava e descia para dedicar-me ao seu sexo e em cada uma delas, notava-a mais molhada. Alternando-me entre as sua boca, seios e sexo, eu cuidava para que ela não gozasse e curtisse a intensidade do momento. Na primeira vez, esse é um dos segredos, os toques e as carícias suaves de uma outra mulher, são capazes de fazer gozarmos rapidamente.
A sua excitação ficou imensa, a ponto de não mais se segurar e tudo o que eu poderia fazer para evitar o gozo, se tornaria em vão. Senti seu corpo estremecer e as suas coxas se retesarem. Ela apertou a minha cabeça entre as suas pernas e com as mãos forçou-me contra seu sexo, aproveitei para fremer a língua com mais velocidade e intensidade no seu clitóris. Entre gritos e muitos gemidos, ela gozou freneticamente tendo espasmos imensos, os quais pareciam convulsões. Encolhida no sofá e apertando o púbis com as mãos, ele ficou um tempo se contorcendo e somente depois de algum tempo, seu corpo desabou totalmente.
Sentei-me ao lado dela, coloquei a sua cabeça sobre meus seios e fiquei acariciando os seus cabelos, tentando acalma-la. Passaram alguns minutos, quando ela olhou para mim sorrindo e disse:
- Nossa!
- Gostou?
- Se gostei? Puxa, nunca mais vou esquecer!
- Que bom!
- Nunca imaginei que um dia eu gozaria assim!
- Calma - respondi-lhe - você conheceu apenas a metade!
- Puxa... Tem mais ainda?
- Sim... Tem a minha vez!
- Uauuu! Vai ficar para sempre na minha história!
Não sabia ela, que dar prazer a outra mulher, é tão saboroso quanto receber. Creio que seja por isso, que o sexo entre nós e tão satisfatório.
Enquanto ela se recuperava dos efeitos do orgasmo estonteante, trocamos confidências de ambas as partes e fiquei com uma certeza, que para dar prazer a nós mulheres, é necessário muito carinho, sensibilidade e competência! Depois voltamos a atenção a nossos corpos e eu ensinei-lhe como... 
- Bem, isso é uma outra história! Mas tenho certeza, para ela foi inesquecível!

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