Um banho delicioso!

por H. Thiesen 

O dia estava no fim e uma garoa fina caia. A tarde foi longa e cansativa, a poucos minutos eu chegara em casa, tirara a roupa e deitara nua na cama, para relaxar um pouco e me desfazer do cansaço.
Levantei-me, abri o closet, escolhi uma das camisetas surradas, que gosto de usar, sem sutiã, quando estou sozinha em casa, peguei uma calcinha, cheirei-a para avaliar o perfume, calcei uma chinela de dedos. Deixei sobre a cama a camiseta e a calcinha, peguei a minha toalha e fui para o banho.
Entrei no banheiro, abri a torneira para encher a banheira. Parei em frente ao espelho, grande e na parede inteira,  minha silhueta ainda continua quase a mesma. Os cabelos tingidos de loiros, escondem alguns brancos que já apareceram. O rosto não é mais de uma menina, mas está livre de rugas e tem poucas marcas da idade. Olhei minhas curvas, corri minhas mãos pela cintura, os quadris são largos, mas não achei um pneuzinho sequer. A bunda é grande, mas firme, creio que é linda, claro tem celulite, pouquinha, mas qual a mulher que não tem? É fato, não existe algo mais feminino! Os seios agora maduros, continuam com a mesma beleza, caíram um pouco é verdade, coisa da idade mas, nada que necessite uma intervenção com urgência. A barriga, continua o meu orgulho, é reta, como de jacaré, como é difícil mantê-la.
Olho com mais atenção para o umbigo, para ver se a cicatriz do implante salino nos seios, desapareceu totalmente. As pernas e coxas torneadas, pelas corridas diárias, são meus troféus que exibo com satisfação. Não posso reclamar, ainda estou muito bem, gostaria que todas chegassem assim, aos trinta e sete.
De repente um estalo me lembra, a banheira estava enchendo, virei-me de costas para o espelho, caminhei alguns passos e deligo a torneira. Era a hora do banho, a água estava morna e relaxante.
Entrei devagar na banheira, coloquei uma perna e depois a outra, aos poucos fui abaixando e deixando a água cobrir o meu corpo, me toquei molhando cada milímetro da minha pele. A espuma cremosa ajudava , deixando mais suaves os meus toques. Comecei em meu rosto, passei ao pescoço e aos ombros, toquei meus seios e os deixei envolvidos num véu branco de espuma, desci pela minha barriga, passando pelo umbigo e ventre, até encontrar o meu sexo. Abri um pouco as pernas e deslizei as mãos pelo interior das coxas, levantei uma perna e massageei um dos pés, depois repeti o mesmo no outro. Trouxe as mãos, deslizando nas coxas, de volta ao meu sexo. Contornei-o de leve com a palma da mão e a sensação me acendeu.
Fechei os olhos, coloquei as pernas na lateral da banheira, toquei novamente meus seios com uma das mãos e com a outra o meu sexo. Envolvi meus seios com o braço, num abraço apertado, depois os contornei com a mão, segurei e apertei os mamilos entre os dedos, enquanto a outra, encarregava-se do clitóris e lábios vaginais. 
Perdi a sensação de tempo e espaço, não me privei do meu próprio prazer. Toquei-me de forma alternada, com movimentos ritmados, as vezes bem lentos e as vezes apressados. Meu corpo foi incendiando, o sangue fervendo e o prazer aumentando. Eu me apertei, me esfreguei e me rocei, mexi e remexi dentro da banheira. Permiti-me quebrar o silêncio e deixei escapar meus gemidos. Minha respiração ficou forte e buscava o ar que faltava, os seios emergiam e mergulhavam no branco da espuma. Meu coração acelerou, quase saltando à boca. 
Não dei trégua ao meu corpo e me entreguei aos meus toques, minhas mãos não paravam, manipulavam os seios e o clitóris. Meus dedos me invadiam e buscavam um prazer mais profundo, aquele que vem lá de dentro. O tesão tornou-se arrasador, das carícias passei à violência. Eu me marquei, cravei-me as unhas, me toquei com força e com muita pressa. O barulho da água ficou alto e intenso, a espuma aumentou e caia para fora da banheira. Os gemidos que eram baixinhos, ficaram mais altos e soltei alguns gritos. Meu corpo inteiro começou a tremer e um fogo me queimou completamente. Senti uma verdadeira explosão, ou seria uma implosão e cedi a um orgasmo intenso.
Quase desmaiei, me afrouxei, fiquei por um tempo parada e relaxei. Respirei bem fundo e senti muitas sensações, dos pés à cabeça.
Terminei o banho, me sequei com a toalha e enrolei-a no corpo e outra pequena, na minha cabeça. Atravessei a porta, de volta ao meu quarto, seco os cabelos. Vesti a velha camiseta, a calcinha e na cama, me deitei.
Abri o notebook, pensei um pouco e resolvi escrever um conto, sobre um banho, que por sinal, você acabou de ler!

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