De olhos vendados!

por H. Thiesen

Ele olhou para mim e disse:
- Hoje eu tenho uma surpresa para você!
E meteu a mão no bolso da calça, retirando um lenço de seda preto.
- Ai, que lindo! Adorei!
- Sabe como se usa?
- Um lenço? Claro!
- Não... Não é desse jeito que você está pensando!
Virou-me de costa para ele. Abraçou-me por trás. Segurou meus seios fortemente. Afastou meus cabelos e beijou minha nuca. Senti um arrepio subir pela minha espinha. Ele acariciou o meu rosto e mordeu a minha orelha, depois sussurrou baixinho:
- Hoje vou te presentear com uma das tuas fantasias!
Tentei me virar e beijá-lo, mas ele me segurou firme e não me deixou movimentar.
Sacudiu o lenço como se fosse um chicote, ouvi o estalo. Deixando-me entre os seus braços, fez um triângulo de seda preta e com dele cobriu os meus olhos.
Tentei enxergar por algum canto, mas meus olhos ficaram totalmente enegrecidos.
- O que está fazendo?
- Já falei!
- Sim, mas por que a venda?
- Se você ver, não será surpresa, apenas se entregue e confie em mim!
Como resposta, apenas sinalizei com a  cabeça dizendo que "sim".
As suas mãos seguraram as alças do meu vestido e senti ele cair aos meus pés. Ele desceu lambeu a minha nuca, mordeu o meu ombro e desceu beijando a minha espinha. Suas mãos deslizaram pelos meus seios, passaram pelo meu ventre e agarraram os meus quadris. Seus dedos contornaram a minha calcinha e entraram por baixo das alças, levando-a para baixo, passando apertada pelas pernas, até se juntar ao vestido.
Ele levantou um dos meus pés e o descalçou, depois fez o mesmo com o outro.
Levou-me  até a cama, fez-me sentar e depois deitar. Deitou-se ao meu lado, livrou minha boca do lenço preto e beijou-me, enquanto suas mãos passeavam pelo meu corpo. eu sentia a sua gravata de seda italiana, descansando sobre o meu peito e encostando-se em mim, pude sentir na minha coxa, a rigidez, ainda dentro das suas calças cinza.
Vestido, sem parar de me beijar, deitou-se sobre meu corpo. Desceu até meus seios, deu suas carícias aos dois e beijando a minha barriga, foi até meu sexo. Afastou as minhas pernas e colocando-se entre elas. envolveu meu sexo com sua boca, beijou minha partes mais íntimas e mapeou todas as minhas dobras com a sua língua. Eu gemi, me contorci de tesão, a escuridão me fazia mais sensível do que nunca. Poucos segundos bastaram para que eu ficasse totalmente molhada. As sensações tomaram conta de todo o meu corpo e gozei de uma forma alucinada, segurando a sua cabeça e enterrando-a em mim.
Ele se afastou, não consegui definir o que ele queria fazer. Somente notei que sua mão afastava novamente o lenço da minha boca e seus lábios cobriram os meus. Beijei-o novamente sentindo o meu gosto e o meu cheiro. Mesmo já passado por um orgasmo devastador, eu ainda estava excitada e curiosa pelo que viria a seguir. Depois do beijo, ele se aproximou do meu ouvido e disse:
- Fique quietinha e confie em mim!
Como eu não iria confiar, depois de ser levada ao céu, daquela forma tão deliciosa?
Ouvi a porta abrir e logo depois uma batida, a porta havia se fechado novamente.
Um silêncio... Pensei... Estou sozinha? Onde ele foi? O que ele vai fazer? Tive a sensação de alguém sentar-se ao meu lado. Ele foi ver alguma coisa, não saiu do quarto. Descansei e relaxei. Não estou sozinha;
Uma mão acariciou a minha coxa, segurou com força a parte interna. Correu entre as minhas pernas e acariciou o meu sexo, um dos dedos me invadiu... Gemi... Depois o meu clitóris. Movimentos circulares. Um calor tomou conta do meu corpo.
Do meu sexo, a ponta de um dedo passou pelo meu púbis  deu uma volta pelo meu umbigo e indo pelo meio dos meus seios, chegou a minha boca. Suguei-o, era novamente o meu gosto da minha excitação, tão conhecida nos meus momentos de amor solitário. Mas a mão era-me estranha! Eu conhecia todo o seu corpo, cada um dos detalhes dele. Aquele dedo definitivamente não era dele. Fiquei apavorada, levei a mão para retirar a venda. Fui segura... ouvi um som de lábios, bem característico:
- Shhhhhhhhh!
Lembrei-me das palavras dele:
" - ...se entregue e confie em mim!"
Respirei fundo, estática... Resolvi confiar.
Senti uma aproximação aos meu lábios, a respiração quente e finalmente o beijo. Sim, estava confirmado, não era ele, mas quem seria? Entreguei-me ao beijo, àquela linguá estranha, mas ao mesmo tempo deliciosa.
Toquei os ombros, os braços... Mais musculosos, mais másculos. O peito era maior, o peitoral mais desenvolvido. Arranhei-o! Foda-se... Faça o que você quer, mas vou te deixar marcado! Vai te lembrar de mim por muito tempo! Fiz o rastro com as unhas. Ouvi o gemido. Tateei o peito, Estava lá, a minha marca em alto relevo.
Ele me agarrou pelos pulsos, senti a sua fúria. Lutei contra, querendo me desvencilhar, mas faltou-me as forças. Meus braços ficaram presos contra a cama. Encostou o pênis em minha boca:
- Chupa!
Lambia apenas.
- Chupa isso!
Abri a boca e abocanhei. Ele queria correr o risco. Mordi! Ele se retraiu.
Ele deitou sobre mim, abriu as minhas pernas com as dele e me invadiu, Senti um tesão enorme. Abracei suas nádegas com as minhas pernas, forçando-o para ir fundo. O vai-e-vem foi violento, carregado de raiva. Ele soltou os meus braços, acho que pensava ter me dominado. Abracei-o e cravei as minhas unhas em suas costas, tentando rasgar sua pele de cima a baixo. Ele gritou:
- Sua puta!
Respondi:
- Fode cachorro! Vou te ensinar a comer uma fera!
Mordi o seu ombro!
- Cadela!
Ele saiu de mim, me virou de barriga para baixo. Agarrou-me pela cintura, abraçando-me pela barriga e invadiu o meu anus!
Urrei! Senti um pouco de dor pela violência!
Desferi um tapa na sua coxa, usei novamente as unhas, arrastando-as até os quadris!
- Sua puta!
- Me come, mas não vai ser de graça!
Comecei movimento de trás para ferente, com força e rápido e quando ele estava se deliciando, atirei-me contra ele, de encontro as suas coxas, esmagando os seus testículos e provavelmente levando além dos limites o seu prepúcio, fazendo-o gritar de dor novamente. Senti o seu corpo amolecer. Dominei-o, ele estava entregue ao meu prazer!
Levei a mão por entre as minhas coxas, segurei o seu membro, retirei-o do meu ânus e apontei para a minha vagina!
- Fode, me fode! Agora com carinho!
Deitei na cama, empinei a bunda e deixei-o fazendo os movimento. Bastaram apenas alguns vai-e-vens e gozei como uma louca. Ele queria continuar, mas não deixei. Fiz um esforço, ergui-me e joguei-o na cama ao meu lado. Tateando o seu corpo, procurei pelo seu membro. Retirei o preservativo e dediquei-lhe uma masturbação. Ele gozou, jorrou e lambuzou minha mão com seu liquido quente.
- Vá embora!
- Mas você não quer saber...
- Vá embora, saia daqui! Não quero saber quem você é!
Ele levantou da cama, ouvi alguns ruídos e logo depois a porta abriu e fechou!
Retirei a venda dos olhos e aos pés da cama, Daniel me olhava.
- Você estava aí?
- Sim!
- Por que?
- Não era esta a tua fantasia? Fazer amor com um estranho?
- Cretino!
- Quer saber quem é ele?
- Não!
- Mas vai saber, as marcas ficarão nele por muito tempo! Tenho certeza que ele vai querer, que você as veja!

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