Cio

por H. Thiesen 

E de repente senti um desejo imenso consumir o meu ser, envolvendo-me completamente, percorrendo-me a alma e a caminhar pelo meu corpo, iniciando em minha boca, caminhando pela a espinha, atingindo o meu sexo, indo ao encontro dos meus pés. Senti um aperto no coração e a minha respiração tornou-se ofegante. Era um desejo intenso, profundo e  insaciável, impulsivo e impudico, ao ponto de tirar-me do prumo, abater-me e deixar-me cega de prazer. Meu corpo tornou-se ardente e o suor escorreu pela minha pele.
Busquei nos teus olhos e encontrei o mesmo desejo, a reciprocidade denotava-se em teu corpo, na tua respiração, na tua pele arrepiando-se e nos teus sussurros. Teu rosto, sem maldade, mas provocante, mais fazia-me desejar tuas nuances angelicais.
Desejei naquele momento te envolver com minha lascívia, mas ao mesmo tempo teu jeito angelino, fez-me recuar e imaginar-te envolvida em minhas loucuras. Porém teu corpo continuava a alucinar-me e teu toque alçou-me a limites incompreensíveis de desejo. Tua excitação excitava-me e tuas palavras doces aos meus ouvidos cruzavam todas as resistências que coloquei na minha alma, rompendo todos os obstáculos que eu havia construído entre nós naquele instante. Teu beijo interligou nossos desejos e disparou dentro de mim todos os instintos que a consciência não é capaz de controlar. Seria impossível controlar-me, soltei todas as feras que há dentro de mim e deixei meu lado felino aventurar-se sem limites nesta paixão. Deixaste-me louca, pois sabes exatamente como faze-lo e tens conhecimento de todas as armas que deves usar, para me colocar em encantamento. Sabes como o misto de pureza e safadeza é capaz de me arrebatar. Tamanho é a inocência que demonstra em teu rosto e as formas enlouquecedoras do teu corpo. Tamanho é a pureza do teu coração e a lascívia que exibes em cada curva dos teus seios. Tamanho é a candura da tua alma e a malícia enraizada do teu corpo.
Rompidas as resistências, vencidos todos os vacilos, atirei-me à você com uma vontade incontrolável de felina em um cio insopitável, louca e inconsciente, como uma fera que se atira à luta sem receios, para devorar ou ser devorada, mas encontra a sua frente outra fera, disposta a usar as mesma armas, garras e malícias.
É tudo demasiado, entre a candura e a malícia. Não deixamos espaço aos pensamentos, entre nós é tudo instinto. Roçamos nossos corpos, damo-nos caricias mútuas, nossas unhas nos arranham, beijos ardentes, mordidas inconsequentes, lambidas loucas e um sexo fulminante. Não pensamos em mais nada, o mundo ao nossos redor já não mais existe e o limite do nosso universo é o quadrilátero de lençóis desarrumados.
Somos duas feras, duas felinas que disputam entre si o prazer uma da outra. Desobrigando-se do pudor, ousando provar todos os sabores lascivos, em uma completa luxúria desenfreada. Assim o gosto dos nossos sexos se tornam o licor que nos mata a sede, as nossas carnes úmidas tornam-se o nosso banquete que nos sacia a fome. Somos apenas corpos em delírios, línguas e bocas sedentas e famintos, dedos exploradores e invasivos. Buscamos prazer, como quem nunca o teve, buscamos o orgasmo e que seja o melhor deles.
Nos transformamos em reais devoradoras, nosso limite é o gozo e o gozo é o nosso objetivo. Não queremos mais nada, a não ser deleitarmo-nos num sexo ardente. Abrimos mão de todos os nossos pudores, sabemos que o podemos dar uma à outra e damos, o calor da nossas boca a explorarem nossos sexo, a agressividade de nossas línguas à provar dos nossos líquidos. Somos incontroláveis na partilha do prazer. Entre as nossas pernas, não fazemos objeções e tudo é válido para irmos de encontro ao êxtase.
Corpo à corpo, pele na pele, arranhões e mordidas, chupadas e lambidas, o roçar dos corpos e finalmente o delicioso embate dos nossos sexos. Duas frutas suculentas que se encontram e quase tornam-se uma só, numa fricção deliciosa e molhada de dois clitóris incansáveis, um jogo de atrito que nos lambuza e nos deixa em total ebulição.
Meu corpo já não obedece, tudo em mim é somente instintos, estremeço de prazer, as sensações são incontroláveis e sou tomada por um gozo desmesurado. Gemo, grito e deixo-me à revelia do orgasmo. Quando dou-me por conta e restabeleço os meus sentidos, percebo que arrematei teu cio e trouxe o teu gozo para junto do meu.


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