O jeito como ela goza!

por H. Thiesen

Ela suspira e abre-se. 
O coração bate forte, um sentimento lhe envolve.
No corpo um leve tremor.
Na pele a sensibilidade em flor.
Como uma rosa aberta, recebe o toque da glande vermelha.
Suave é o início e macio é o toque.
A pressão e o ingresso, é o começo!
Ele faz sexo!
Ela faz amor!
Ela sente as carnes abrir e a sensação da invasão.
Duro, largo e longo à entrar-lhe nas entranhas.
Inspira e respira, o sentimento lhe tira o ar.
Na face carmim a mudança da expressão facial.
Tenso, apertado, são os músculos em contração.
Algo de bom, a paixão oprime os sentidos.
Sensações de deleite, substituem os pensamentos.
Um arrebatamento total, uma impressão sensorial.
Na boca aberta, o som de um suspiro escapa.
Do peito exalam emoções.
Unhas afiadas, um vermelho de unhas pintadas é cravado e rasga arranhões.
Penetração concluída e por ora os movimentos são insistentes, tornam-se-lhes infringentes.
Ela sabe que o domínio é rosa, um momento que o domínio é seu.
O sangue lhe ferve, a pele arrepia, uma dor que não é dor, mas que dói e não dói.
É dor com prazer, é prazer não é dor, algo confuso e sentimento difuso por todo o seu corpo.
Sente-se derramada, as carnes molhadas e o latejo à clamar nas entranhas.
O ventre repleto recebe o varão, que desvenda, várias vezes, o segredo da beira ao fundo.
As sensações recorrentes, preenchida e vazia, abundância e lacuna, escassez e fartura.
Ela ajuda no entrar e sair, os quadris à mexer.
O rosto esquenta, o peito não aguenta. 
Um rubor e uma ansiedade.
O coração disparado, os pulmões à arfar.
Os gemidos escapam da boca seca e sem ar.
Sussurros à esmo, pensamentos confusos, turbilhão de emoções.
Os sentidos dão vazão aos instintos.
O corpo restringe-se apenas ao ventre e ao meio das pernas, nada mais para pensar, é de onde provém todas as sensações.
Algo estranho irrompe do baixo ventre ao meio do umbigo, de onde vai à espinha e toma o caminho da nuca, mas também infla os seios e os faz sentir mais.
A dor que não é dor, aumenta mais a tensão, é o tesão consumindo o corpo e se espalha por todas as suas partes, dos pés à cabeça.
O calor toma conta do corpo, corre nas veias o sangue com exacerbada pressão.
O coração no limite da boca e o corpo retesado, estremece e explode.
A convulsão, os espasmos e finalmente...
O orgasmo!
Ela vai às nuvens e desce, como quem cai das alturas.
O frio na barriga, o cansaço nas coxas, a tensão em seus músculos.
Uma disparada no corpo, não sabe onde está, não há pensamento, só sensações e emoções.
Nota um peso sobre seu corpo, o meio das coxas escorrendo e encharcado... 
É ele!
O gozo intenso não a deixou lembrar, mas ele gozou dentro dela.
Um suspiro de alívio, foi tudo instintivo, como iria lembrar?
Mas ela voltou do orgasmo e novamente à pensar!
Para selar tudo, com chave de ouro, falta somente um beijo ardente e molhado!

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2 comentários :

  1. Linda descrição do limiar de um orgasmo, coisa difícil de ser traduzida em palavras.
    Bjs

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