Excitação, orgasmo e orgasmos múltiplos


por H.Thiesen


Antes de iniciar esta conversa, sinto necessidade em esclarecer alguns pontos, o texto fala de forma restrita sobre orgasmo feminino, a palavra parceiro (no masculino) se refere a ambos os sexos, a palavra penetração serve, tanto para o órgão masculino, como para próteses e cintas penianas, bem como relação sexual subtende-se como sendo heterossexual ou lésbica. O texto não disserta de maneira nenhuma sobre o orgasmo masculino.  

Tecnicamente,  orgasmo é uma reação física, provocada por uma excitação sensorial transmitida à medula espinhal ou ao encéfalo por via nervosa, é uma sensação geralmente agradável, quando os músculos que foram estimulados durante o ato sexual, retornam ao seu estado de relaxamento.
Durante a excitação sexual há aumento do fluxo sanguíneo nos os órgãos genitais e aumento da tensão muscular por todo o corpo, principalmente nos órgãos genitais. Durante o clímax sexual, o orgasmo funciona como um inversor desse processo ppor meio de uma série de contrações ritmadas. Nas mulheres, as contrações ocorrem na parte inferior da vagina, no útero, ânus e pélvis. Um pequeno percentual de mulheres produzem fluidos uretrais e vaginais, deixando-o escapar uma pequena quantidade durante o orgasmo, muito conhecido por ejaculação feminina.
As contrações físicas e as sensações particulares sentidas durante o orgasmo, são coisas distintas. Cada pessoa tem a  sua experiência própria de orgasmo, mas comumente, pode-se incluir a alterações na respiração, sensação de  calor, sudorese, vibrações no corpo, alterações de consciência e vontade de gemer ou gritar. Diferencia-se de uma pessoa para outra, o significado, o sentimentalismo e as sensações psicológicas envolvidas no momento. 
Durante a atividade orgásmica, há liberação de endorfinas e podem fazer a mulher se sentir tonta, feliz, ruborizada, quente e sonolenta.  Existem mulheres que apesar de terem orgasmos, não percebem isso. Chegam a pensar que o que sentem e muito pouco para ser considerado e de maneira nenhuma pode se encaixar numa idéia de orgasmo. É importante a concentração em tudo o que acontece e perceber que esta ou aquela sensação não coincide com as experiências de outras mulheres. Portanto, não existe uma regra para dizer se um orgasmo é intenso ou não, isso depende de cada um e de como a mulher reage naquele momento. Podemos dizer que a intensidade do orgasmo é diretamente proporcional à carga emocional que envolve a mulher durante o ato sexual, para isso não importa se o sexo é praticado com quem ela ama ou apenas, com uma conquista momentânea por atração sexual.
A frigidez ou a falta de orgasmo, é um problema que atinge um grande número de mulheres, cerca de uma em cada três mulheres, tem dificuldades para atingir o clímax durante a relação sexual com um parceiro. O problema se intensifica entre as mulheres mais jovens, as quais estão em fase de iniciação sexual e exploração das sensações. O conhecimento do corpo, é fundamental para que a mulher descubra as melhores formas para leva-la ao orgasmo, assim, a masturbação torna-se o caminho mais direto para este auto-conhecimento. A maioria das mulheres que provaram orgasmos durante as relações sexuais, também o provaram durante as masturbações. Não há regras e maneiras certas para a masturbação. Cada mulher responde de forma diferente aos estímulos, soma-se a isso a pressão sobre os órgãos genitais, o ritmo, velocidade e direções do toque, além dos estímulos as outras zonas erógenas do corpo, como ventre, púbis, coxas, seios, mamilos ou até mesmo, provar o gosto dos seus próprios fluídos, aliando-se a isso, a imaginação e a criação de fantasias.
Há outros fatores preponderantes que podem tornar difícil a obtenção do orgasmo, um dos principais é a preocupação em ter ou não ter orgasmos, outro muito importante é a preocupação exagerada com o parceiro e em satisfazê-lo, deixando-se em segundo plano. Situações assim, podem colocar muita pressão psicológica sobre a mulher e reprimir-lhe a resposta sexual.
Uma boa maneira para evitar situações como essas, é retirar todo o foco do orgasmo, prestar atenção às suas reações aos estímulos e sentimentos durante a excitação, concentrar-se nas suas reações físicas
Também pode ser importante considerar se há outros fatores que podem tornar mais difícil para você ter um orgasmo. A preocupação de que você não vai ter um orgasmo pode reprimir a sua resposta sexual. Para algumas mulheres a preocupação exagerada com o companheiro pode colocar muita pressão e tornar mais difícil ter um orgasmo. Tire o foco do orgasmo e só preste atenção aos seus sentimentos de excitação e prazer pode ser útil nestas situações. Tente concentrar-se em sensações físicas reais, em vez de buscar pensamentos evasivos, que somente atrapalham e em nada contribuem para o prazer.
O orgasmo, para a maioria das mulheres é experimentado através da estimulação clitoriana, em vez de através da penetração vaginal. Então, para atingir o orgasmo com um parceiro, a estimulação do clitóris durante, antes ou após a relação sexual vaginal ou sexo oral é uma grande aliada. A masturbação é um passo importante para aprender a ter orgasmo nas relações sexuais. Ainda, a posição da mulher durante a relação pode contribuir muito, descobrir qual a posição que melhor estimula o clitóris é importantíssimo. Depois dessas descobertas, a mulher pode passar a orientar seu parceiro, para que receba os estímulos que mais lhe agradam e lhe excitam.
O clitóris é o principal ponto erógeno do corpo feminino e responsável pela crescente tensão sexual que atinge seu pico durante o orgasmo. Durante as preliminares e a fase de excitação, o clitóris intumesce, ganha sensibilidade e muda de posição. Os vasos sanguíneos da área pélvica são vastamente regados pelo sangue que transita nas veias e artérias, criando maior sensibilidade na região, por isso, os estímulos diretos sobre o clitóris e adjacências causam uma sensação de plenitude sexual. O clitóris, bem como os lábios vaginais e regiões próximas devem ser largamente estimulados, seja por fricção, sucção ou pressão do corpo. Embora para a maioria das mulheres o toque do clitóris sugere aumento de excitação, para algumas o grau de sensibilidade adquirido pela excitação, pode tornar-se desconfortável e doloroso, além disso, manter o foco sobre o clitóris por um longo período, pode causar irritação e desaparecimento das sensações prazerosas. Necessário é, pois, o bom-senso e a variação das carícias e estímulos sobre as outras áreas erógenas.
O sexo oral é uma das melhores formas para a obtenção do orgasmo para as mulheres. Usar a boca e a língua para estimular a vulva em geral e em particular o clitóris, é muito excitante, uma vez que a quantidade de fluidos envolvidos torna a região largamente lubrificada, diminuindo a possibilidade da sensação de irritação. A sensibilidade da vulva e do clitóris determina que tipo de estimulação oral é melhor e reponde com maior grau de excitação, portanto, não há uma forma de carícia oral que funcione para todas. E ainda, cada parceiro pode renovar as expectativas e descobrir novas formas de excitação oral. O sexo oral possibilita ao parceiro que avalie o grau de excitação da mulher, quanto maior a produção de líquidos vaginais, maior é a excitação, o que pode cooperar na obtenção do orgasmo no ápice da relação.
O clitóris pode ser estimulado durante as relações pressionando-o contra o púbis do parceiro e a posição mais indicada para isso, é por cima inclinada para frente, forçando para trás. Se o parceiro estiver por cima, na posição papai-e-mamãe, melhor será se ele ficar um pouco mais acima, forçando a base do pênis contra o clitóris, aproveitando o posicionamento para que ambos comprimam os púbis.
Outra área sensível na região genital é o terço externo da vagina, o seja a entrada da vagina, logo após a vulva, essa região se bem estimulada durante a penetração, pode levar ao orgasmo, esta forma é conhecido como o famoso "orgasmo vaginal".
Porém, penso eu, que orgasmo é orgasmo, tanto faz se clitoriano ou vaginal, as sensações são quase as mesmas, a diferença unica diferença gritante, é que o orgasmo vaginal somente é obtido com a penetração. Talvez, psicologicamente possa fazer alguma diferença para essa ou aquela mulher. Algumas mulheres relatam orgasmos anal, e então faço aqui uma pergunta: Existe? Na minha opinião qualquer que seja o orgasmo, ele é preferencialmente "mental", ou seja, a excitação é tamanha, levando a mulher ao seu ápice de prazer. São reflexos emocionais causando efeitos sobre o corpo, da mesma forma que um sonho erótico, é capaz de levar a um orgasmo intenso. Neste caso, onde estavam os estímulos? No subconsciente, na liberdade e nas fantasias que um sonho pode prover, em outras palavras, estímulos totalmente mentais, psicológicos e emocionais.
Parceiros não são leitores de mente, adivinhadores ou mágicos que tiram o orgasmo da cartola, por isso o dialogo é importante, falar, ser clara, dizer o que funciona e o que não funciona, o que fazemos e não queremos fazer, é crucial. Orgasmo acontecem mais facilmente à medida que desenvolvemos mais conhecimento do que é mais aprazível sexualmente e quanto tornamos mais natural o dialogo  com o  parceiro sobre o que gostamos e não gostamos.
Cada mulher tem experiências e preferências  diferentes para o prazer sexual. Não há lógica pensar que o parceiro saiba automaticamente os meios para levar ao orgasmo. É preciso ter em mente que informar o parceiro não é fazer um relatório das suas habilidades sexuais na cama. A orientação se dá com palavras descompromissadas, como por exemplo "mais forte", "mais lento", "mais rápido" "assim ou assado". Pegar a mão do seu parceiro e mostrar a melhor forma, também pode funcionar muito bem.
Imaginemos que cada mulher possui um botão e que cada vez que ele é pressionado, esparrama sensações intensas pelo corpo e essas sensações se chamassem orgasmos, não seria maravilhoso? Sendo assim, qualquer uma poderia ter uma quantidade infindável de orgasmos e estaríamos realizadas sexualmente. Seríamos multi-orgásticas.
É incrível, mas segundo os especialista e sexólogos, este botão existe e está dentro de cada uma de nós! Do ponto de vista físico, nenhuma mulher é inapta para ter vários orgasmos consecutivos e todas são capazes de experimentar o multi-orgasmo em algum momento da sua vida. Apesar de a idéia soar um pouco fantasiosa e excitante para a maioria de nós, existem dúvidas a respeito do que seja de fato orgasmo múltiplo, como ele acontece e como pode ser desencadeado.
O orgasmo normal dura de quatro a oito segundos, o múltiplo pode durar vinte ou trinta segundos, apresentando maior número de contrações na região pélvica. Isso acontece por que, segundos após o clímax, a contração do útero, dos músculos vaginais e as demais sensações envolvidas durante o orgasmo (como o aumento da pressão arterial, a taquicardia, a vermelhidão da pele etc.), logo após, a sensações se repetem e novamente por mais uma ou mais vezes, sem necessidade de retornar ao estado inicial de relaxamento ou pré-excitação, antes de obeter um novo orgasmo. Porém, isso somente acontece se o estimulo for contínuo, ou seja, não cesse logo após o primeiro orgasmo, necessitando que a excitação se mantenha em níveis elevados.
Tanto um orgasmo único pode ser mais ou menos profundo ou prazeroso, como o múltiplo pode variar de intensidade. A experiência se manifesta de formas diferente de mulher para mulher.
Há quem diga que orgasmos múltiplos, nada mais são do que um único orgasmo manifestado em uma série de eventos, que culminam no orgasmo definitivo. Sendo assim, as sensações são experimentadas aos poucos, até que se manifeste o ápice do prazer de uma mulher.
Para se obter um orgasmo, seja único ou múltiplo, o corpo e mente precisam estar em comunhão e passarem por um ciclo dividido em fases. 
A fase mental, responsável pelo disparo do desejo, quando a imaginação e a fantasia são as atividades mais importantes e funciona como um gatilho.
A fase preliminar, quando o corpo responde aos apelos e há as transformações nos tecidos do clitóris, lábios vaginais, maior irrigação sanguínea, os mamilos ficam eretos e inicia-se a produção do liquido responsável pela lubrificação da vagina, além de ocorrer o alargamento da entrada vaginal.
A fase de platô, a excitação se mantém elevada e é reconhecida nitidamente pelo córtex cerebral, a irrigação sanguínea mantem-se em níveis elevados, são jogados na corrente sanguínea hormônios como adrenalina e endorfina, responsáveis pela líbido. Quanto mais prolongado for esta fase, maiores as possibilidades para a obtenção do orgasmo no momento do clímax.
A fase do clímax, é nela que acontece o orgasmo, desencadeando as sensações que descrevi alguns parágrafos acima.
A fase de declínio, é a fase de relaxamento, na maioria das mulheres ela acontece logo após o orgasmo, nas mulheres multiorgásmicas o relaxamento não é completamente zerado, até que aconteça o último evento da série. Exemplificando, após o primeiro orgasmo, a mulher muiltiorgásmica experimenta um pequeno declínio, para logo após voltar ao grau de excitação máxima, atingir um novo orgasmo e assim por diante, mantendo os níveis de excitação para cima e para baixo, sem entrar em refração, até que após o último evento orgástico, comece a retornar ao nível de relaxamento inicial da pré-excitação.
Segundo os especialistas, mulheres entre 35 e 40 anos possuem maior probabilidades de obterem multiorgasmos, em geral é nessa idade que é atingida a maturidade e o pico de potência sexual, possuem maior intimidade com o corpo e não sente vergonha da sua sexualidade.

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