Tormento e Tesão

por H. Thiesen 

A pouco ele a esbofeteara! Seu rosto estava quente e exibia as marcas vermelhas dos dedos. Fosse apenas aquele tapa, mas ele também a humilhara, empurrara-a à cadeira e rasgara suas roupas. Ele era sempre assim quando queria sexo! Parecia um animal, bruto e insensível! Ela sentia raiva daquela violência, mas ao mesmo tempo, aquilo tudo fazia um tesão imenso percorrer seu corpo.
Sentada na cadeira, enquanto ele ajoelhado no meio das suas pernas, acariciava-lhe e beijava-lhe os seios. Ela levou a mão à boca e mordeu com força a lateral do dedo indicador. Não queria gemer, não podia gemer e não iria gemer (exigia-se isso de si mesma)! Procurando desesperadamente entre seus tantos pensamentos confusos, buscava uma distração, algo inquietante que a afastasse daquelas sensações deliciosas. Para o seu desespero ele começou a descer pelo seu ventre, tomando a direção das pernas. Desceu um pouco mais, lambendo e beijando suas coxas. Circundou-lhe os joelhos com a língua. Passou rapidamente aos seus pés, segurando-os com delicadeza.
Ela inspirou profundamente, a fera antes violenta agora era como um animal domesticado. Ela sabia do fascínio que seus pés exercia sobre ele e que chegara a sua vez de submetê-lo.
Com a cabeça baixa, ele reverenciava-lhe os pés! Ela imaginou situações para vingar-se, do tapa que ainda ardia-lhe e da humilhação que também remoía-lhe na alma. Agir assim seria covardia, não ousaria comparar-se à índole dele. Estendeu-lhe o pé e ofereceu-lhe os dedos. Ele chupou-os um por um e lambeu cada centímetro do seu pé, deixando-o molhado de saliva.
Um fogo enorme subiu pelo seu corpo, ela lutava contra o seu prazer, renegando-se a entrar na lascívia: Não! - pensava ela - Não darei à ele este prazer!
Ela digladiava-se contra os sentimentos. Abraçou e apertou os seios, tentando safar-se da angústia. Sentia-se excitada e ao mesmo tempo não queria. Fechou os olhos. Tentou lembrar-se dos problemas do escritório, queria sair dali, pelo menos em pensamento. Mas ele insistia e quanto mais lambia seus pés, mais molhada ela ficava. Um surto de alívio sobreveio-lhe à cabeça: Com sorte,como de outras vezes, ele irá masturbar-se e derramar-se sobre meus pés! Depois me deixará em paz!
Tão logo terminou de pensar, ela sentiu as mãos dele nos seus joelhos e suas pernas serem afastadas. Não! Dessa vez ele não estava satisfeito! Ainda de olhos fechados, sentiu quando ele mergulhou nas águas entre as suas coxas: Fi-lho de u-ma pu-ta - pensou ela pausadamente - já não basta!
Nossa! Ela tinha que pensar em outra coisa... Em alguma coisa urgente! Odiava quando sentia-se daquele jeito, extremamente excitada.
Ele não deu-lhe tempo para pensar, teria que aguentar-se... Gemer nem pensar! Tentou pelo menos reorganizar as ideias. Foi em vão, o tesão já havia lhe arrebatado e os beijos nem chegaram ao destino, ainda ocupavam-se das carnes em volta da sua vulva. A língua dele passeava nas suas virilhas, mas não ousava tocar-lhe os lábios vaginais e no clitóris. Ela sentia a excitação por todo o seu corpo e escorria no meio das pernas, molhando o assento da cadeira.
Quando a língua quente alcançou seu clitóris, ela cedeu e gemeu intensamente, denunciando à ele que sentia prazer. Uma lágrima de tristeza pela fraqueza escorreu-lhe dos olhos. Decepcionada consigo mesmo ela queria gritar! Mas sua voz estava embargada. Queria colocar para fora o seu desespero. Porque era impossível não se desmanchar e liquefazer naquela boca. Odiou-se, sentiu-se uma fraca!
O pensamentos foram sumindo, com eles as suas desculpas e o tesão a consumia rapidamente. Numa tentativa desesperada, tentou algo mais rotineiro. Uma lista de compras começou a passar na sua frente: Uma dúzia de ovos, seis pães, três cebolas, um pimentão! Quatro grãos de arroz, dois litros de feijão, um quilo de azeite...
Notou que estava cedendo muito mais do que deveria e que não conseguia mais organizar as suas idéias: Ah... Porra - pensou decepcionada - não consigo resistir!
Tudo estava muito confuso!
- Aaaaaaaaaaah! - Ela não aguentou e gemeu de novo!
A lingua dele era insistente e lambia seu clitóris em movimentos circulares. Ela relutava, travava uma luta heroica consigo mesmo. Sentiu-se aliviada quando ele parou, mas seu alívio durou apenas alguns segundo! Tentou voltar à lista de compras, mas quando o pênis enrijecido invadiu a sua vagina, ela adicionou mais um item à lista do supermercado:
Trezentos gramas de absorventes!
Ela contorceu e respirou fundo. Fechou os olhos com força e retesou o corpo, por coincidência, o pênis tocou-lhe num ponto extremo dentro da vagina, na continuidade do ato, espontaneamente e sem querer, ela comprimiu as paredes vaginais em torno do pênis dele. Ele urrou!
- Cadela - gritou ele - você está gostando!
Melhor teria sido, se eu apenas tivesse relaxado - pensou ela - dei mais prazer para o desgraçado!
Desesperada, voltou à lista do supermercado, enquanto ele apressava-se no vai-e-vem:
Trezentos gramas de absorventes... Não, não! Duas dúzias de absorventes... Não! Um quilo de fósforo! Não! Ai! Oito cabeças de sabonetes! Ah! Preciso comprar ovos na farmácia! Ah, aaah! Seis cartela de alho! Não! Aaaaaaaah! Três metros de caralho! Não, não, nããããã...
- Go... gozeiiiiiii! - gritou ela, completamente aliviada.
Rapidamente ele-se levantou à sua frente, segurou-a pelos cabelos e introduziu o pênis na sua boca. De maneira apressada e violenta sacudiu-a para frente e para trás, até sentir o jorro e vê-lo escapar pelos cantos da sua boca.
Agarrando-a com força pelo queixo, fê-la olhar em seu olhos e disse-lhe, com o ar de prepotência:
- Puta! É assim que você gosta!
Ela firmou o olha nas pupilas dele e não lhe deu resposta, mas pensou e quase deixou o pensamento escapar pela sua boca:
- Gosto seu cretino, mas quando quero carinho, eu dou para o garoto da farmácia!

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3 comentários :

  1. Saio daqui sempre tremendamente excitado. Que coisa esta. Até dói, lool
    .
    Deixo abraço

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  2. Texto excitante e sedutor

    Beijos - http://anseiosedevaneiossexuais.blogspot.pt/

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