A Evangélica: Primeiras descobertas

por H. Thiesen

Fui criada dentro dos ensinamentos da doutrina evangélica, o que me fez ser uma boa mulher, humilde, acolhedora, pacífica e temente. Isto sempre foi e continua muito importante para mim e no meu relacionamento com o mundo, porém, os excessos de cobrança e a imposição de regras, algumas absurdas, me fizeram uma mulher infeliz.
Eu sempre fui muito bonita, eu sabia que sentiam orgulho quando tinham-me por perto e  o orgulho não era apenas por eu ser uma moça da igreja.
Meus cabelos castanhos, lisos e compridos, davam-me maior destaque entre as garotas. Minha pele morena e os olhos verdes, serviam de motivos para muitos elogios Ainda adolescente, peguei-me várias vezes, constrangida por notar que as formas do meu corpo chamavam atenção.
Os seios bem desenvolvidos e empinados, o meu quadril largo e as nádegas exuberantes, obrigaram-me a usar roupas maiores e largas, para não me sentir desconfortável com os olhares. Também as usava, porque minha mãe exigia que eu me mantivesse como moça de família. Usava sutiãs que envolviam todo os meus seios e por baixo da saia, uma anágua, para que as minhas formas não ficassem marcadas. Tudo era muito engraçado para as colegas da escola.
Desde adolescente eu observava os rapazes e sentia vontade de estar perto deles, de tocá-los, abraça-los e tê-los junto ao meu corpo. Eu sentia que aqueles olhares que eles me dirigiam, queriam de mim bem mais do que podiam ter. Eu já sentia desejos e queria ter muito mais do que os simples abraços fraternos e sem nenhuma emoção, que ganhava nos dias de culto.
Quase tudo o que eu pensava, nos momentos de solidão do meu quarto, era pecado. Nunca me atrevi a comentar com alguém, sobre a vontade que eu tinha de, pelo menos, ver um homem nu. Para falar a verdade, eu sequer imaginava, como seria um pênis ereto. O que eu sabia, era muito pouco, a cerca dos comentários e das palestras sobre sexo ungido na igreja. Tudo muito superficial, mas muito complexo, em meio à muitas preces, que tornava-se impossível entender.
Nua no banho, eu tocava todo o meu corpo. Adorava espalhar a espuma e acariciar os meus seios. Minha pele tornava-se mais sensível. Meus mamilos rosados ficavam enormes e duros, as aréolas ganhavam uma cor mais viva. Minha vulva dilatava-se e meu clitóris entumecia. Com os toques e com as carícias, ela se lubrificava. Eu sentia uma leveza no corpo, parecia que o vazio no meu ventre se preenchia e com toques ritmados, estimulava o meu clítoris por longos minuto e gozava alucinadamente. Meu corpo tremia e minhas pernas afrouxavam, eu quase desmaiava e precisava sentar no piso do box para não cair.
Eu me sentia completamente molhada, e sabia que não era apenas da água do chuveiro, mas que aquele líquido brotava de dentro de mim.
Com tudo o que cerceava, com todas as recomendações e com todos me vigiando, eu permanecia virgem, esperando pelo homem com o qual me casaria. Nesta fase da minha vida, quase tudo foi muito morno. Aos olhos de todos eu era um exemplo, mas trazia comigo muitos anseios de menina-moça, mas na solidão do meu quarto eu me transformava e aguardava ansiosa por um namorado.

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- A Evangélica Uma busca pelo prazer!
- A Evangélica: Prazer e Orgasmo
- A Evangélica: Fêmea Afinal


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Um comentário :

  1. Se o início é assim.... quero ver o resto....
    Interessante o tema da mulher reprimida sexualmente...
    Nota dez pelo tema!!!

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