A Noviça e o Vampiro

por H. Thiesen 

O vampiro olhou fixamente para dentro do convento por entre as frestas da janela.
Dentro da cela, estava uma noviça, que há muito ele desejava. Ela era linda e a noite sem o hábito, deixava a sua beleza à descoberto, todas as noites ele procurava pela mesma cena.
Ela se masturbava e passava as suas mão na pele branca. Ele adorava ver aquilo, mas desta vez, estava decidido, ele iria mais além!

O vampiro procurou um jeito pra entrar no convento, achou uma janela que não oferecia muita resistência, forçou a vidraça e a janela abriu-se um pouco. A criatura repulsiva conseguiu com muito custo entrar no convento. Apesar da dificuldade, em poucos segundos estava pronto para por em prática os seus terríveis intentos.
Ele estava impaciente, mal podia esperar para tocar aquela jovem mulher, gostosa e cheirando à fêmea no cio. O fato de profanar lhe excitava e estava louco pra possuí-la pela primeira vez.
Esgueirando-se pelos corredores e se escondendo entre as sombras, foi em direção a cela da sua noviça desejada. Ele tinha certeza que ela era virgem ainda, o seu instinto lhe dizia isso e queria de qual forma, ser o primeiro a profanar aquele belo corpo. Chegando a porta da cela, ele não encontrou nenhuma dificuldade para abri-la e entrar no aposento. A jovem noviça perdida em seus pensamentos erótico, não notou a presença e a aproximação do ser abominável. Ele atirou-se sobre ela, tapou-lhe a boca e a imobilizou, apenas passaram alguns segundos e ele já lhe havia conseguido o seu intento. A virgindade da jovem já lhe pertencia.
Ela chorava e com as mãos entre as suas pernas, via o sangue que brotava de seu ventre. O vampiro excitado bebeu-o gota por gota. Atordoada ela não entendia o que lhe havia acontecido, mas o vampiro sabia que ela chorava em vão, pois a sua mente insana dizia-lhe que não bastava.
Recompondo-se a jovem, entendeu que haviam lhe roubado a virgindade e sabendo que nada mais havia a fazer, cedeu aos caprichos do vampiro. Fizeram amor o restante da noite e ele foi embora antes do amanhecer.
Solitária na cela, ela adormeceu e dormiu poucas horas. Pela manhã Renée, esse era o nome da noviça, acordou assustada. Ainda tonta, achava que tudo não teria passado de um sonho louco, mas ao perceber os lençóis sujos de sangue, não teve mais nenhuma dúvida.
Levantou-se foi a pequeno banheiro e lavou-se demoradamente, como se quisesse se livrar da profanação do seu corpo. Esfregava com força e ensaboava o seu corpo, pensando em se purificar. Seus pensamentos porém, não deixam-na esquecer o vampiro e ela estava encantada com a sua beleza e sensualidade, tão hipnotizada que não foi capaz de lutar contra ele e cedeu aos seus encantos. Assim, ela se sentia uma verdadeira pecadora e precisava amenizar a sua dor, mas não encontrava uma forma.
O ritual do banho e as lembranças vivas da noite anterior acabaram por excita-la e ela se entregou a uma masturbação voraz. Tocou-se entra as pernas de um modo louco e desejou que o vampiro voltasse novamente na próxima noite. Seu corpo estremeceu e ela se envolveu em um gozo longo e extremo.
Cansada, sentou-se no piso do banheiro e descobriu que o vampiro havia levado a sua virgindade, mas a deixando marcada com sua volúpia, trouxe-lhe para perto de si, o desejo.
Ela secou-se, vestiu o hábito e saiu da cela. Caminhou pelos corredores do convento, em busca da porta da capela, entrou, ajoelhou-se e orou, pedindo perdão pelos seus pecados. A autopenitência foi breve e ela sabia que não poderia revelar a ninguém, o seu segredo. Sentiu-se mais aliviada, mas o desejo que fora plantado no seu ser, estava falando alto demais e ela esperava ansiosa que a noite logo chegasse, para reencontrar aquela criatura abominável, mas ao mesmo tempo, um homem forte, viril, moreno, sedutor e extremamente belo!
Ela se arrepiou, sentiu uma estranha sensação de estar sendo observada, lembrou-se da noite anterior, era ele quem a espreitava. Foi até a janela da cela, afastou as cortinas, olhou pela vidraça e nada viu, lá fora apenas a escuridão. Por um impulso, destrancou a janela e a deixou entreaberta.
Ela sentia uma culpa no seu íntimo, mas não conseguia dominar mais os seus desejos. Queria ser novamente possuída, queria se entregar totalmente, naquela noite ela precisava amar e ser amada e desfrutar de todos os prazeres mundanos.
A noviça despiu o hábito e se deitou na cama branca. Não conseguia segurar as suas vontades, enfiou as mãos entre as pernas e ofereceu leves carícias a vulva. Brincou com seus pelos macios e depois se dedicou ternamente ao clitóris, aos poucos ela se excitava e a umidade e o calor aumentavam entre as suas coxas, impossibilitada de se conter, ela aumentou os movimentos da sua mão, seus dedos entravam e saiam da sua vagina. Ela ofegava, gemia de tesão e seus seios eriçavam. A outra mão, segurava os seios, apertando-os e espremendo os mamilos, as vezes agarrando-os, aproximava-os da sua boca e lambia-os com sua língua molhada e quente. Ela permaneceu se masturbando por vários minutos, quando seu corpo estremeceu e gozou profundamente.
O vampiro escondido nas sombras da noite a observava e esperava pela hora que planejara entrar na cela. Depois que ela que ela dormiu, ele ainda permaneceu algum tempo aguardando, admirando aquele corpo de pele clara e desprotegido deitado sobre aquela cama.
A criatura aproximou-se, abriu a janela e entrou sem fazer barulho. Segurou os cabelos negros da noviça e os cheirou. Agachou-se ao lado da cama e aproximando o rosto da noviça, deixou o seu hálito tocar-lhe os ouvidos. Ela suspirou, parecia sentir a presença da criatura, mas permaneceu em seu sono. O vampiro beijou sua boca e ela então despertou, o beijo tornou-se quente e sensual. As mãos dele passearam pelo seu corpo, por entre as suas pernas e logo ele beijava-lhe os seios. A boca fria continuou seu caminho e estacionou sobre a vagina da noviça, dando-lhe um prazer imensurável. Ela gemia de tesão e em cada lambida mais se excitava.
Sabendo que a hora do orgasmo da sua presa se aproximava, o vampiro rumou para a boca quente da moça, ao mesmo tempo em que a beijava, a penetrou com violência, seu pênis entro de uma só vez. Ela gritou de prazer. Ele tapou sua boca e continuou com suas fortes estocadas, até sentir que o corpo da jovem amolecia e gozava em seus braços, aproveitando-se da fragilidade do momento, ele colocou sua presas de fora e enterrou-as na jugular da jovem.
A noviça estava hipnotizada pelo prazer alcançado e deixou-se sugar sem esboçar reação!
O vampiro limpou a boca com as suas mãos, olhou para o rosto da moça que havia desfalecido, e pensou: - Está consumado, eu tenho o teu corpo e a tua alma!
Pela manhã, as freiras sentiram a falta da noviça durante o desjejum, o mesmo acontecendo no horário das orações matinais. Era algo incomum e algumas delas decidiram ir até a cela de Renée encontraram-na estirada na cama, um estado febril abatia-lhe o corpo e ela suava por todos os poros.Elas prepararam um banho frio, com esforço carregaram a noviça para a banheira improvisada e a submergiram.
Renée sabia tudo o que estava acontecendo ao seu redor, apesar de aparentar doença, seus sentidos estavam mais aguçados, além da presença física das irmãs, ela sentia as suas almas e lia os seus pensamentos.
O estado de transe da noviça, a impediam de qualquer reação. Era um estado letárgico, no qual ela dormia e acordava continuamente. Quando dormia tinha sonhos estranhos, que lhe pareciam remotos, medievais. Sonhava com uma mulher chamada Juliet, bela e vistosa, apaixonada e apaixonante, envolvida com um homem exuberante e sedutor, os quais viveram um amor infinito, mas ao mesmo tempo sonhava com tragédias, sangue, fugas e morte, que vinha através de uma estranha mulher. Apesar das contradições entre o amor e tragédia dos seus sonhos, ela se identificava com aquela mulher. Quando acordava, seus pensamentos se povoavam de erotismo, não conseguia parar de pensar em sexo e quanto mais lutava contra seus pensamentos, mais excitada ficava. O vampiro parecia não deixa-la em paz nunca, a fantasias sexuais no seu transe, a levavam a ele e ela sentia que ele a tinha dominado, que ela estava ligada a ele através da suaa lma.
A noite, o vampiro postava-se a observar, ao longe, por entre a penumbra da pequena janela, ele sabia que não poderia mais se aproximar dela, até que a transformação estivesse consumada, seu sangue, jamais ele poderia beber novamente, pois já possuía a sua alma e se o fizesse, atestaria a sua própria morte, o sangue dela era o seu próprio sangue agora. Três dias se passariam e ela iria acordar, no sétimo dia, a transformação se completaria e ela seria a sua escrava e amante.
O vampiro lembrou dos tempos de outrora e em pensamentos direcionados para a noviça exclamou:
- Juliet, você voltou para mim!
A Madre, a freira mais antiga do convento, notou as marcas no pescoço da jovem. Ela ouvira as histórias da lenda que um vampiro rondava por aqueles campos e pela cidade, mas nunca soube de um ataque a humanos, apenas alguns animais haviam aparecido mortos, com as veias esvaziadas. Ela tinha certeza que a Cruz, alhos, sal e água benta, em nada adiantavam, eram apenas uma lenda, mas sabia que teria que agir rápido e eliminar o vampiro, se quisesse salvar a noviça, tinha apenas seis dias e nesses, a jovem não ofereceria perigo.
Era uma noite quente e Renée acordou do seu transe, estava sedenta, a garganta seca ardia. Levantou-se foi até o criado mudo, segurou o jarro de água entre as mãos e bebeu com vontade, a água escorreu pelo cantos dos lábios, molhando a camisola branca e surrada, a roupa de tecido fino colou-se ao corpo, os mamilos pareciam querer furar o tecido, que molhado, colou ao seu ventre e coxas, refrescando o seu corpo ainda febril.
A água não foi o bastante para saciar-lhe e ela necessitava de sexo, a sua verdadeira sede, olhou pela janela, sentiu a presença do vampiro, mas sabia que ele não viria e que ele, em pensamento lhe dizia para buscar a sua saciedade. Ela abriu a porta da cela, caminhou pelo corredor da ala das noviças e entro na primeira porta entreaberta. A sua colega noviça dormia e já houvera outras vezes que ambas desfrutaram muitos momentos de carícias íntimas, para aliviar seus desejos e queimarem suas vontades.
Renée deitou-se ao lado, abraçou Maryleid e postou os lábios sobre a sua boca, a noviça acordou assustada, mas ao perceber quem era, entregou-se à paixão. Elas se amaram durante toda a noite, beijaram-se, masturbaram-se, sugaram seus sexos, seus seios e deliraram em vários orgasmos. A cada gozo, novamente repetiam as carícias. Renée, em sua nova conformação corpórea, se mostrava insaciável. Elas fizeram amor até o raiar do dia, quando a futura vampira voltou para a sua cela.
A Madre precisava achar o vampiro e sabia que durante o dia, suas chances eram maiores. Sua busca já estava no terceiro dia, apenas mais três restavam e ela havia procurado em todos os cantos, becos, grutas da região. Aquele dia seria o derradeiro, ela tinha a certeza que o encontraria e iria ao último reduto que ainda não avia verificado.
Abriu o armário, afastou algumas tábuas do fundo e pegou uma espada antiga, uma estaca de madeira e um malho. Guardou-os sob o hábito, caminhou pelos corredores do convento e foi até a estrebaria. Selou o cavalo, pôs-lhe a carruagem ao lombo e rumou para o seu destino.
A gruta era escura, ela acendeu uma tocha que havia trazido e entrou. A umidade das rochas brotavam pelas paredes, o ar gelado entrava-lhe pelas narinas, o cheiro nauseante lhe embrulhava o estômago. Ela precisava ser forte e atrair o vampiro para a entrada da gruta, lá dentro na escuridão, nenhuma chance a esperava e gritou:
- Lord Nester, saia da sua toca, eu vou mata-lo!
- Ramona... (gritou ele) voltaste? Desta vez eu é quem vou elimina-la!
- Não é Madre Leonor... Ramona morreu a muito tempo! Eu venho em nome do meu Senhor para bani-lo deste mundo!
O vampiro se aproximou, Madre recuou para a entrada da gruta. Ela teria apenas uma chance, mas antes teria que cegá-lo, só assim, poderia faze-lo sair à luz do dia e ficar à sua mercê. Ela caminhou alguns passos em direção ao interior da gruta, o vampiro se aproximou e olhou-a nos olhos. A freira o encarou com coragem e ele se precipitou sobre ela. A Madre aproveitando-se do ataque voraz do vampiro e da presunção de poder do mesmo, esticou o braço e lançou a tocha ardente sobre os olhos do vampiro, queimando os seus olhos e cegando-o.
O vampiro se debateu caído ao chão, ele não esperava pela reação rápida da freira. Ela puxou-o pelas roupas para perto da entrada da gruta. Os primeiros raios de sol invadiam o ambiente e o vampiro se retorceu de dores. Ela pegou a espada, levantou-a com as duas mãos e desferiu-lhe um golpe mortal em sua nuca, decapitando a criatura. O corpo do vampiro se debatia separado da sua cabeça  ela cravou a estaca de madeira em seu coração negro.
- Lord Nester, Ramona morreu, mas a sua alma continuo viva para livrar o mundo de ti!
A Madre rumou depressa para o convento e lá chegando foi ao encontro da noviça Renée:
- Minha filha, você está livre! Peça perdão e torne-se uma das nossas!


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