Um Amor do Interior

por H. Thiesen 

Cheguei ao sítio do meu avô era quase noite, ao longe o sol se punha e ofuscava a pequena casinha de Pedro. Alguns meses atrás, durante uma das minhas férias de verão, nós havíamos nos conhecido e tivemos uma pequena aventura, que me marcou. Pedro ficou no meu pensamento por muito tempo e eu queria repetir tudo outra vez, com mais calma e sem a ansiedade da primeira vez. Mas, já era quase noite e resolvi deixar para o outro dia.
No interior a vida começa cedo, sempre que eu visitava meus avós, fazia questão de acordar logo que os primeiros movimentos da casa começavam. Meu avô levantava, pegava uma braçada de lenha em um galpãozinho próximo e levava para a cozinha, onde acendia o fogão de barro e colocava a água para esquentar. Enquanto isso, pegava a erva-mate, a cuia e a bomba de chimarrão e cevava um mate.
- Acordada cedo menina?
- É vô... Quero encilhar a potra, estou com saudade de cavalgar aquele lombo!
- Olha menina, cuidado pra não cair e não tira o Pedrinho do serviço!
- Pode deixar vôzinho...
Parecia que meu avô adivinhava meus pensamentos, sair cavalgando com Pedro, era tudo o que eu queria fazer naquela manhã. 
Logo minha avó se juntou, tomamos um mate e depois um desjejum, café, leite, pão caseiro, manteiga e bolinhos de chuva.
Encilhei a égua, montei-a e rumei galopando para a casa de Pedro, que ainda estava totalmente fechada. Parei ao lado da janela do quarto e bati três vezes na veneziana com o cabo de madeira do relho:
- Ó de casa! - gritei imitando o sotaque gaúcho do interior - Mas bah tchê! Tá com preguiça gaúcho!
Cutuquei as virilhas da égua e me pus à galope, rumo as bandas de um riacho que cruzava o sítio.
Apeei, amarrei a égua próxima à água e sentei embaixo de um pé de uma figueira. Eram perto de sete horas da manhã, eu tinha certeza que Pedro iria me procurar, ele sabia que aquele era o meu lugar preferido, onde eu passava as tardes, olhando a natureza, lendo algum livro ou simplesmente molhando os pés na água cristaliza, remexendo a areia branca do leito.
- Eu te esperei ontem a noite loirinha! Te vi chegar!
- Eh, qual é? De mansinho?
- Te assustei?
- Não, bem capaz, eu não me assusto por pouco!
- Bueno! Vai ficar tempo?
- Uma semana...
Enquanto conversávamos, Pedro passa os olhos em mim, da cabeça aos pés.
- Oh Gaúcho, que foi? Nunca viu mulher?
- Como tu... não!
- Como?
- Com as roupas apertadas e os peitos saltando pra fora!
Ruborizei, mas não perdi a estribeiras.
- Ué? Tu já me viu sem roupa, tá estranhando ou já esqueceu?
- Não Lena, como vou esquecer, aquele dia, aqui... o sol nascendo e nós...
O que ele disse e da forma como disse, deixou-me cheia de ternura e respondi, me aproximando e procurando pela sua boca.
- Eu também não esqueço...
Nos beijamos, senti seus braços me envolverem e apertarem meu corpo contra o seu. Correspondi, apertando minhas unhas contra as suas costas. Ficamos intimamente próximos e senti o volume dentro das suas bombacha ao encontro das minhas pernas. Foi um beijo ardente, do tamanho da nossa saudade. Desde a noite anterior eu queria aquele momento, para sentir o gosto e o calor da sua boca. Aos poucos o beijo tornou-se violento e desesperado. Queríamos repetir tudo o que fizemos da outra vez e satisfazer a necessidade que sentíamos um pelo outro. Nossas bocas ardiam naquele beijo voraz, minha respiração tornou-se ofegante, meu coração queria saltar pela boca. Quase perdemos o controle e nossas mãos passaram a fazer parte do nosso beijo, passeando pelos nossos corpos. Senti suas mãos firmes em meus seios, nas minhas nádegas e no meio das minhas pernas. Ele tanto quanto eu, queríamos extravasar a vontade de amar, na beira daquele riacho novamente.
Parei e beijá-lo e o empurrei.
- Não Pedro, agora não! Temos tempo!
Ele ficou parado, olhando fundo nos meus olhos, beijei-o rapidamente nos lábios e disse:
- Me espera... Vou ao teu encontro à noite!
Montei na minha potrinha, joguei-lhe um beijo e voltei para a casa dos meus avós.
No interior do Rio Grande do Sul, as pessoas dormem cedo, para acordarem cedo. Naquela noite depois que meus avós me deram boa noite e foram deitar, continuei sentada na soleira da porta, olhando para o céu carregado de estrelas. Um vento fraco soprava e se ouvia apenas os ruídos da noite do campo. Não havia som de motores de carros, pessoas conversando ou qualquer outro ruído costumeiro da cidade. O silêncio do campo é uma verdadeira sinfonia, que trás uma paz insubstituível.
Olhei para a pequena casa, sob o reflexo da lua, aparecia apenas o contorno e uma luz fraca me dizia que Pedro estava acordado. Levantei da escada de pedra, respirei fundo e me pus a caminho, pisando na grama rala e molhada pelo sereno.
Entrei sem bater e fechei a porta atrás de mim. Uma vela, sobre uma mesa, iluminava a casinha de um cômodo só e Pedro estava sentado na beira da cama. Sentei ao seu lado e debrucei meu rosto sobre o seu ombro. Ele acariciou meus cabelos, depois segurou o meu rosto e levou-me à sua boca. Dessa vez, nosso beijo foi terno, longo e sem nenhuma pressa. Tínhamos a noite inteira. Sem interromper o beijo, lentamente fomos deitando e logo estávamos lado a lado na cama estreita e aos poucos nossas roupas foram caindo aos poucos, uma a uma...
O corpo de Pedro tinha um delicioso cheiro de mato, sua pele morena queimada pelo Sol, seus braços e peitos musculosos, sua mãos calejadas pelo trabalho, mas ele tinha um jeito terno. Encostei o meu corpo ao dele e senti sua pele me queimar. Sua boca alcançou meu ouvido e sua língua entrou, me arrepie e encolhi, depois ele desceu pelo meu pescoço, beijou o meu ombro e descobriu os meus seios, segurando-os com suas mão calejadas, beijou-os, lambeu e sugou meus mamilos. Logo após voltou a minha boca e beijou-me novamente.
Deixei sua boca, desci pelo seu pescoço, beijei toda a extensão do seu peito, continuei descendo pela barriga e beijei suas virilhas, enquanto isso, minhas mãos passearam em seu corpo, até encontrar o seu membro e segura-lo entre os dedos. Eu sabia, tudo aquilo era novidade para ele. Com meu rosto acariciei o seu membro, passando meus lábios levemente e deixando que ele sentisse a proximidade da minha respiração.
Ele me puxou pelos cabelos, quase me arrastando sobre o seu corpo, até ficarmos frente a frente, olhos nos olhos.
- Nunca fiz isso...
- Eu sei!
- Não tens nojo?
- Não, está limpinho e cheiroso!
Ele quis falar, mas não deixei e calei-o com um beijo. Depois retomei o caminho e desci novamente. Encontrei-o flácido, talvez pela sua preocupação. Tomei-o entre os dedos e masturbei-o, enquanto me encarregava da sua barriga e da sua virilha. Não tive pressa, deixei que ele relaxasse e talvez esquecesse. Senti-o crescer novamente e antes que ele pudesse pensar ou interromper, envolvi-o com os lábios rapidamente e comecei a movimentar a cabeça para frente e para trás vagarosamente. Ouvi seus gemidos baixinhos e a sua respiração tornar-se intensa, tive certeza que o nervosismo dele passara e comecei a dar-lhe todos os carinhos possíveis com a minha língua e minha boca. Não estendi o oral por muito tempo, eu queria apenas dar a ele o melhor de mim e fazê-lo deliciar-se com tudo o que eu já havia experimentado. Deixei-o e subi pelo seu corpo, deixando meus seios deslizarem por sua pele, de maneira que apenas os mamilos a tocassem levemente, até chegar a sua boca e oferece-los a ele novamente.
Deitei ao seu lado, como que pedindo para que desfrutasse do meu corpo e ele entendeu o meu silêncio. Suas mãos me acariciaram, tocaram-me em cada uma das partes do meu corpo e surpreendi-me quando ele desceu, beijando o meu corpo e alojou o seu rosto entre as minhas pernas. Foi um toque de boca sem experiencia alguma, simples, mas com a intensidade de uma primeira vez. Excitei-me com a sua boca inexperiente, mas quente e dedicada.
Eu não quis esperar, ergui-me e sentei na cama e levantou e o beijei, depois deitei novamente, trazendo-o por cima. Sem interromper o beijo, levei uma das minhas mãos entre nós e posicionei-o para que ele me invadisse. Ele entrou devagar e devagar iniciou os movimentos. Minha excitação era alta e eu estava muito lubrificada. Um calor subiu pelo meu corpo, abracei-o com as pernas e apertei suas nádegas com os pés, trazendo-o e tentando faze-lo entrar o mais profundo possível. Seu púbis roçava em meu clitóris e eu me desmanchei de tesão. Meu corpo e meus músculos se retesaram, tive espasmos e gozei deliciosamente. Logo em seguida foi a vez dele me brindar com o seu orgasmo.
Ele deixou-se cair sobre mim e eu o abracei e fiquei acariciando suas costas, ouvindo a sua respiração ofegante e sentindo os batimentos do seu coração em meu peito e tudo o que eu queria naquele momento, era sentir o peso do seu corpo exausto. Deixei-o descansar e trocamos de posição. Deitei em seu ombro e fiquei por um tempo pensando e acariciando seu peito.
- Tenho que ir embora...
- Eu te levo!
- Não, fique. É tarde, amanhã é dia de acordar cedo!
Fui para a casa dos meus avós, dormi até a manhã seguinte.
Acordei tarde, meu avô havia saído para alimentar a criação, na cozinha minha avó me esperava com o café da manhã.
- Bom dia vózinha!
- Bom dia Leninha. Como foi a noite, foi boa?
- Boa, muito boa!
- Menina arteira!
- Vó...
- Acha que não vi a hora que entraste? Não te preocupa, teu avô não viu, é um segredo só nosso!

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2 comentários :

  1. Eu vim do interior do sul... (RS) e garanto que as coisas por lá são assim mesmo, cheias de amor!!
    Bom fim de semana.
    Bj da Leoa

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  2. Hummm que delícia de história.... fiquei de pau durinho da silva imaginando-me chupando tua bucetinha...
    MENINA ARTEIRA...PÁRE COM ISSO!!!!

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