A dona da loja no shopping!

por H. Thiesen 

Nessa época eu estava sozinha, por que não encontrava alguém capaz de mexer com os meus sentimentos e com a minha libido. Porém, uma mulher me intrigava demais! Ela era proprietária de uma livraria no shopping center, em uma loja na frente do escritório onde eu trabalhava. Eu no horário do almoço, seguidamente ia a uma livraria próxima, pegava um livro, sentava em uma poltrona e enquanto folheava, tomava um cafézinho. Quando o café acabava, se o livro era interessante, comprava-o ou fazia uma reserva ou até mesmo, simplesmente fechava-o, devolvia e ia embora. Pela vidraça da livraria, era possível visualizar perfeitamente a loja e entre uma linha e outra, eu espiava para ver o que ela estava fazendo. Ela nunca me olhava, mas eu tinha a sensação que alguém me comia com os olhos.
Desde muito cedo eu flertava com outras meninas e nenhuma delas se mostrou tão impassível, quando das minhas investidas. Algumas, no mínimo aceitavam corresponder ao flerte, outras avançavam adiante, seja por curiosidade ou por que eram como eu e claro, havia as que rechaçavam de imediato e acabavam com a história. Sendo assim, todos os dias eu repetia as mesmas coisas, todos os dias eu ficava na espreita, todos os dia eu esperava ser correspondida ou receber algum sinal que minha investida nunca surtiria efeito. Aquela mulher com um ar de mistério e impassível, deixava-me cada dia mais curiosa e a curiosidade me deixava excitada.
Quando eu voltava para casa, no final do expediente, entrava no prédio, antes de chegar ao meu apartamento, subia as escadas sentindo um calor entre as minhas pernas e a calcinha totalmente molhada. Eu ia direto ao banheiro, despindo-me pelo caminho, jogando as roupas para qualquer lado. Abria o chuveiro e tocava meu clitóris, entumecido e vermelho de tesão e me masturbava. Eu sentia a água quente caindo sobre meu corpo, escorrendo pela espinha e passando pelo meio da minha bunda e finalmente molhando e se juntando ao mel que saia da minha vagina. Apertava meus mamilos durinhos e tocava meu sexo com força, até gozar. Enquanto me masturbava, imaginava aquela mulher me explorando, me beijando, me masturbando e me chupando, bem como eu retribuindo as mesmas carícias e gozando com ela, como duas loucas.
Meu desejo estava incontrolável, como era possível, ela não me notar? Aquele jeito, aquela voz e aquele olhar e a atenção que ela dispensava às mulheres, a entregavam completamente e deixava claro, para mim, que ela era como eu.
Um dia, não sei se foi por ironia do destino ou de caso pensado, eu saí do escritório e ao olhar para dentro da loja não a vi. Segui meu caminho e fui para a estação pegar o metrô. O vagão que eu entrei estava lotada, as pessoas se empurravam e todo mundo estava apertado. Procurei  um lugar afastado da porta, para evitar as sevícias dos engraçadinhos e fiquei em pé, bem no meio do vagão lotado. Nas estações pessoas saiam e entravam com dificuldade. Percebi que uma mulher se aproximou e ficou praticamente colada ao meu corpo. Eu sentia a sua respiração na minha nuca e me surpreendi, quando ela me disse baixinho no ouvido:
- Olá, vire-se discretamente!
Mais surpresa fiquei, quando ao virar, dei de cara com ela. Não acreditei!
Ela olhou no fundo dos olhos e sorriu de um jeito safado, aproximou a boca do meu ouvido e me disse:
- Hoje eu te quero! Chega mais perto!
Nossos corpos colaram mais e senti sua perna no meio das minhas. A encoxada mais deliciosa que recebi na minha vida. Ela segurava com uma das mãos e a outra envolveu-me a cintura, me puxando para ela. Nossos seios se tocaram e sua perna, com o balanço do trem, me masturbava. Um calor subiu-me pelo corpo, meu rosto corou e esquentou. Ela me falava palavras no ouvido, seu perfume entrava nas minhas narinas, seu calor me excitava. Nossos seios roçavam, eu podia sentir seus mamilos bem duros.
Senti vontade de beijá-la, agarrá-la e adonar-me daquele corpo. Ajeitei-me um pouco e pressionei-me a ela. Eu sentia a sua encoxada e ficava cada vez mais excitada. Os movimentos do trem nos ajudavam mutuamente e as vezes parecia que ficávamos praticamente uma dentro da outra. Se era proposital, eu não sei, mas eu estava a ponto de gozar e tomava mais coragem a cada minuto que passava e foi então a minha vez de sussurrar no seu ouvido:
- Se continuar assim, vou gozar!
Ela sorriu, me olhou e respondeu baixinho:
- Goza... Eu já gozei! Só estou me deliciando um pouco mais!
Algumas estações e abriram os espaços, nos afastamos discretamente e finalmente ela desembarcou. Eu prossegui a viagem, suando em pé, com as pernas bambas, pensando nela todos os segundos e no meu apartamento repeti o ritual, mas naquela noite, me masturbei com muito mais vontade e tesão.
No dia seguinte fui à livraria, folhear algum livro e tomar um café. Mas, entre uma linha e outra eu a olhava e ela me olhava fixamente e sorria. 
Meu pensamento voou, meu coração disparou e minha calcinha molhou. 
Ela soltou os cabelos, balançou a cabeça, deixando os longos cabelos caírem sobre os ombros. Caminhou firme em direção à porta, sempre me olhando e veio na direção da livraria. Entrou pela porta, foi a uma das prateleiras, apanhou um livro e o trouxe para mim:
- Leia este, é presente meu!
Peguei-o, sorri para ela agradecendo o presente e segurando-o com as duas mão, corri meus olhos no título: 
"Lua de Prata: Quando a Paixão Acontece Entre Mulheres" de Valeria Melki Busin.
Segurando-me pelo queixo, levantou-me a cabeça e com a voz carinhosa me falou:
- Guarde-o e leia outro dia, esta noite será nossa!

--------------------------------------------------------------
© COPYRIGHT BY "PENSAMENTO INDECENTE"
Todos os Direitos Reservados
All Rights Reserved
DIREITOS AUTORAIS PROTEGIDOS
Cópias e publicações permitidas, desde que acompanhadas dos créditos à autora do texto e link para para este blog: PENSAMENTOINDECENTE.COM
.

6 comentários :

  1. Hummmm.. fiquei de pau duro, imaginando a encoxada... imaginando tua bucetinha molhadinha e eu lambendo "ela".... e depois eu, você e ela numa brincadeira....!!!!
    Delícia de conto!!!!!!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. PDR, acho que não tens piroca prá Leninha, quanto mais língua...

      lool

      Excluir
  2. Feliz Páscoa Loira
    Muitos chocolates... Gostosuras... entre elas muito LOVE!!

    Bjs da Leoa

    ResponderExcluir
  3. Viajei neste trem, senti todos os balanços através do relato.
    Parabéns
    Quero viajar com você

    ResponderExcluir
  4. Muito gostosos seus contos, delícia...

    ResponderExcluir

***********************************
ATENÇÃO COMEDORES, leiam antes de comentar:
Comentários que contenham, endereço de e-mail, telefones e propostas para relacionamentos, não serão publicados, para isso existem sites especializados. Também terão o mesmo destino, comentários ofensivos, discriminatórios e preconceituosos.
***********************************
OBRIGADA PELA SUA VISITA!