A Puta da Necrópole

por H. Thiesen

Há coisas na vida que não podemos entender e muitas vezes elas não tem explicação razoável. Transar com alguém, que a muito faz parte dos nossos sonhos e que desejamos que apareça na nossa frente, é um grande acontecimento.
 Era tarde da noite e ele caminhava pela rua, solitário. Correu os olhos ao longo da avenida e não viu nenhum sinal de vida, a rua estava deserta e a pouca iluminação, a deixava escura. Continuou caminhando, dentro das casas as lâmpadas brilhavam em fachos pelas frestas, olhava os muros e as árvores, as vezes olhava para o alto e via a escassa iluminação pública. Perdido nos seus pensamentos, ele seguia vagaroso.
A cidade interiorana, não oferecia maiores perigos à noite, quase todos se conheciam ou pelo menos, já os moradores se conheciam de vista. Em razão de trabalho, à poucos dias ele havia se mudado para lá e aproveitava a noite para as suas caminhadas.
Surpreso, notou que passava pela frente do cemitério. Os muros altos e brancos escondiam os túmulos lá dentro. Ouviu alguns murmúrios e vozes, numa das capelas, algumas mulheres rezavam, provavelmente um velório.
-  Ave- Maria! - pronunciou ele, em voz alta e com ar de solidariedade.
Seguiu seu caminho, a rua à frente, continuava vazia e os poucos postes elétricos tinham luminárias apagadas. Sentiu um pouco de medo, mas preparou o espírito e apressou o passo, não queria incomodar os vizinhos, do outro lado do muro e continuo seu caminho. 
Entre um pensamento e outro, notou passadas, prestou atenção, eram de sapatos de salto, uma mulher. Virou a cabeça e olhou para trás. Uma linda mulher caminhava apressada na sua direção.
- Sozinha? Ela deve estar temerosa. - pensou - o local é escuro, um pouco assustador!
Deixando crescer dentro de si, um sentimento de cavalheirismo, resolveu esperá-la e oferecer companhia.
- Olá, boa noite, tudo bem?
- Boa noite, sim... tudo bem! - respondeu ela.
- Você está vindo de onde?
- Do cemitério!
- Ah, do velório!
- Não, não! Eu trabalho aqui!
- Trabalha no cemitério?
- É, mais ou menos!
- Como assim?
- Bem, eu sou prostituta. Quer fazer um programa?
- Não, não trago dinheiro comigo à noite.
- Tudo bem, não vou cobrar de você!
- Tem certeza?
- Claro, gostei de você!
Ele pensou um instante, já faziam alguns dias que fizera sexo, antes de vir morar naquela cidade e ainda não conhecia os costumes, mulheres para sexo sem compromisso, nem pensar. A mulher era linda, tinha uma beleza e um corpo que ele sempre sonhara, resolveu aceitar o convite e não perder a oportunidade.
- Ok, vamos então! Para onde?
- Alí! - respondeu ela, apontando com o dedo, um pequeno portão, no muro do cemitério. 
Num primeiro momento ele ficou abalado, sexo no cemitério não é coisa muito normal.
- Ah, minha nossa senhora! 
- O que foi, você está com medo?
- Não de maneira nenhuma!
- Ah bom! Por que não tem problema, os moradores da necrópole não se importam com vivos!
- É claro e eu não acredito em fantasmas!
- É mesmo! Então, venha comigo! 
A mulher atravessou o portão na sua frente. Ele a seguiu e aproveitou para admirá-la. O corpo era esbelto, seios volumosos, cintura fina, quadris largos e coxas grossas, a pele do rosto era clara, quase como leite, os cabelos longos e negros. Ela vestia-se como uma prostituta de luxo, um vestido de seda vermelho e fino, comprido e esguio, deixava suas curvas à mostra, um decote generoso e as costas nuas,sapatos de salto e um cordão dourado no pescoço, contemplava a sua beleza.
- Que mulher! - pensou ele.
- Chegamos! - disse-lhe ela.
Ele não respondeu nada. A sua carne necessitada, dava-lhe avisos por baixo das calças, o pênis crescera, pois o cheiro e o andar dela haviam despertado os seus sentidos masculinos. Entre eles um silêncio e apenas os olhos falavam. Ela levou uma mão nos seus lábios, quando ele quis falar algo, passou os dedos delicadamente em seu rosto, ergueu-lhe o queixo e deu-lhe um beijo.
Ele sentia a respiração ofegante e os batimento cardíacos acelerados, o órgão cada vez mais viril, pulsando por baixo das calças. Lembrou-se de onde estava, mas logo esqueceu.
Em resposta a seu desejo, segurou-a apertado de encontro a si, quase como desespero. Ela segurou-o pelos ombros, sorriu e lhe dirigiu um olhar fixo e profundo, que o fez acalmar a pressa de homem excitado. Depois, pegou sua mão e levou ao seu rosto, mostrando-lhe que desejava carinho. Ele acariciou a pele delicada e notou a frieza da tez, desceu os dedos pelo pescoço macio e segurou-a pela nuca. Puxou-a para mais perto, encaixou a língua numa das orelhas, depois mordiscou-lhe o lóbulo e desceu lambendo-a no pescoço, como se fora o resultado da espera de uma vida inteira. Recuou, olhou-a longamente, levando a mão, tocou-lhe os seios. Os seios empinaram, quando ela de olhos fechados respirou fundo, mostrando-lhe o seu desejo. Os seios subiam e desciam sensualmente, no ritmo da respiração ofegante da mulher. Ela abriu o fecho atrás da nuca e deixou o vestido cair. Uma expressão sensual brotava-lhe e os nus tornaram-se dois frutos suculentos. Ela nada disse, não houve tempo para nada, os dois atracaram-se em um beijo ardente e as mãos dele cobriram os seios acariciando-os com enorme vontade.
Por instantes ele ficou em confusão, lembrava-se de onde estava, mas suas vertentes masculinas o impulsionavam, não deixava-a respirar, beijava-a com volúpia e quanto mais a tocava, mais a desejava e sentia-se desejado. Ele tinha ao seu lado uma mulher do jeito que sempre desejara.
Despiu-se, sem estancar o beijo e ouvia os gemidos da mulher em cada um dos seus afagos. Ela queria ser possuída e amada.
Um turbilhão de sensações corre pelo seu corpo, ela mostra-se sedenta e lasciva, quando os dedos  dele tocam-lhe o clitóris e sentem a excitação, denunciada na umidade que lhe transborda entre as pernas. Sensações passam da pele dele para a dela, como se os corpos tivessem se tornado um só.
 Ele abaixa-se. Vai beijando-lhe os seios, a barriga e as pernas, pelos mesmos lugares, onde as mãos dele, a desbravaram. A calcinha é descida de uma só vez aos seus pés e logo é atirada ao longo, pela ponta do sapato de salto. 
Um aroma feminino atinge as narinas dele, ele serve-se do cheiro, como se lhe mostrasse o rumo, ela afasta as pernas e ele começa a circundar com a língua, o clitóris entumescido e molhado. 
Ela senta no mármore frio. Ele se assusta, mas ela trata de o acalmar:
- Não tem problema, sempre faço aqui! Os mortos não reclamam.
Ela mantém o olhar fico sobre ele e os seus lábios entreabertos, é um convite para a luxúria. Novamente afasta as suas pernas e a segurando a sua cabeça, faz ele mergulhar no seu sexo, dizendo-lhe como gosta de ser tocada.
Totalmente excitada e louca para ser invadida, ela se deita sobre o túmulo. Segurando-o pelos cabelos, puxa-o vagarosamente para cima do seu corpo. Ele vai subindo, distribuindo beijos na sua pele e nos seios descobre o sabor dos mamilos duros e rosados, até chegar à boca daquela mulher no cio. 
Ele flutua de prazer sobre aquele corpo e a possui loucamente, como se estivesse conhecendo a imortalidade.
O sexo mostrou-se ora calmo e ora violento, ela mordia-lhe a boca e cravava as unhas nas suas costas, ele possuía-a de maneira firme e ritmada, empregando estocadas viris e profundas. Ele senti o sexo queimar e latejar, o seu sangue fervia e a pele ardia. Sob ele ela gemia desesperada e o prendia com os pés, apertando suas costas. Não tardou e ambos gozaram alucinadamente sobre o túmulo de mármore frio.
Ele a beijou sofregamente, desceu do túmulo, procurou as suas roupas e as vestiu. Demonstrando cansaço, ela continuava deitada, totalmente nua sobre a pedra fria.
Ele debruçou-se sobre ela e beijou-a mais uma vez e segurando a sua mão se despediu. Correu os olhos dos pés a cabeça dela e então conseguiu ler o inscrição no epitáfio:

"Cibele"
(1961 - 1982)


Perguntou se ela iria sair dali com ele, mas ela respondeu-lhe que ficaria mais um pouco. A noite já estava alta e ele foi para casa, satisfeito pelo sexo que sempre imaginara.
Acordou pela manhã e foi trabalhar, no agencia bancária da cidade. Queria contar para alguém a aventura da noite anterior e resolveu contar para um colega:
- Já ouviu falar na prostituta do cemitério?
- Quem? Cibele, a morta? Que faz sexo com quem passa por lá a noite? É uma lenda!

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4 comentários :

  1. HAUHAUHAUH Mandou bem. Gosto de histórias assim. No meio da leitura imaginei algo sobrenatural do tipo. Mas a narrativa sexual é muito envolvente. Isso me fez lembrar das histórias em quadrinhos que tanto leio. De Cripta onde tinham histórias de terror da década de 70/80, e normalmente misturava sexo com o sobrenatural e de uma recente de Alex Varene, Erma Jaguar, onde numa cena, uma loira de cabelos curtos, levava um cara para o cemitério para transar em cima da sepultura, ela colocou um véu negro sobre a cabeça e abriu as pernas... Para o cara, dava a impressão de que ele iria transar com uma alma penada. No que ele se agachou para chupar a buceta, ela o decapitou com uma espada. TENSO... Neste caso ela não era um fantasma, mas sim estava se vingando de um pedófilo. Cara... Essas histórias são muito gostosas de ler.

    Beijos.

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  2. Hummmm.. quero experimentar essa lenda!!!
    Em qual cemitério ela fica????
    eu não tenho medo de fantasmas.... hehehehehe

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  3. Excelente história sobre a prostituta; O vestido era vermelho. Pois mas a Cibele já tinha morrido, podemos vê-lo preto, como eu vejo. Sinceramente, adorei este extensivo texto! Parabéns- Imagino o trauma do homem. :-)

    Beijos bom final de semana.

    http://prazeresecarinhossexuais.blogspot.pt/

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  4. Confesso que quanto mais ia lendo mais arrepiada ia ficando. Ainda pensei que havia sido um sonho do rapaz. Ou será que foi mesmo?
    É que fazer amor com um morto/a Santo Deus, é de " loucos", mesmo sendo em sonho.
    .
    Feliz domingo

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