Estranhos Prazeres

por H. Thiesen 

Ele chegou sorrateiro, estendeu-se ao lado do meu corpo e me beijou calorosamente. Sua lingua frenética invadiu a minha boca, deixando nela o seu gosto entorpecente. Senti meu corpo arder. Algo diferente naquele momento se fazia presente. Apesar de um fogo tomar conta de mim, eu me sentia leve e parecia que ele entrava no mais extremo longínquo âmago do meu íntimo. Mesmo assim, me entreguei aos seus estranhos encantos. Ele queria me possuir totalmente, retirar de mim o mais intenso dos prazeres. Tentei resistir, mas sucumbi a sua voracidade e ao seu apetite sensual.
Deitou-se sobre mim, afastou as minhas pernas e me invadiu com a sua lança máscula. Estremeci, senti que ele queria muito mais de mim, muito mais além do meu corpo, ele queria possuir-me pelo espírito. 
Seu olhar era profundo e ele me olhava altivo, como um senhor olha para a sua escrava abatida e pronta para servir e lhe proporcionar a satisfação das suas vontades.
Dominada, mais pelo que eu sentia, do que pela presença daquele homem enebriante ao meu lado, me entreguei aos meus desejos e deixei que o tesão tomasse o meu corpo. O prazer era diferente, eu tremia por dentro, o momento concebeu prazeres que eu nunca havia alcançado. Eu suava frio e tive a impressão de esvaziar-me da minha alma, parecia que ele sugava todas as minhas energias e ao mesmo tempo queria que eu desfrutasse de todo o erotismo possível.
Ele me possuía vorazmente, cingia a minha pele com as suas mãos frias, mas que ao mesmo tempo, dava-me  um calor jamais experimentado. Entreguei-me, senti-o se apossar de mim e deixei-o possuir-me totalmente.  Ele me tomou, me invadiu e se adonou do meu corpo, de mim ele entrava e saia com toda a sua voluptuosidade, sua boca quente, acendiam-me um fogo insuperavelmente vivo, quando sugava e mordia os meus seios, sentia-me nas nuvens, sua pele queimava a minha de uma maneira inebriante.
Desejei para sempre aquele homem, agarrei-me a ele e em sincronia absoluta busquei pelo orgasmo. Nossos corpo pareciam engrenagens que se movimentavam resolutas e cadenciadas.
Eu explodi, gozei como nunca.
Acordei solitária na minha cama. Confusa, eu sentia, ele ainda estava ali me observando, parecia-me surreal, mas eu o sentia ainda em meu corpo, sensações estranhas me tomavam e entorpeciam, minha alma parecia esvaziada. Fora muito mais que um sonho, aquela noite havia se diferenciado de todas as outras. O vazio  denunciava que ele havia me possuído muito mais pela minha alma, do que pelo meu corpo. Um Incubus? Quem sabe? O demônio sensual da Idade Média, que a igreja intimamente associava ao vampirismo, conhecido pelo hábito de invadir o quarto de uma mulher à noite, deitar-se sobre ela para que seu peso  evidente sobre seu peito, forçando-a a fazer sexo com ele, profanando o seu corpo, sua alma e sua pureza. Ou será que tudo não passou apenas de um sonho molhado, por sinal, molhado demais!


--------------------------------------------------------------
© COPYRIGHT BY "PENSAMENTO INDECENTE"
Todos os Direitos Reservados
All Rights Reserved
DIREITOS AUTORAIS PROTEGIDOS
Cópias e publicações permitidas, desde que acompanhadas dos créditos à autora do texto e link para para este blog: PENSAMENTOINDECENTE.COM
.

2 comentários :

  1. Muito bom o seu texto! Parabéns

    Gostava de receber a sua visita
    Aqui: http://prazeresecarinhossexuais.blogspot.pt/?zx=e7c3217bdcc84085
    Beijoos e obrigada.

    ResponderExcluir
  2. Já tive sonhos eróticos! É despertar com a vagina molhada e se masturbar, é o jeito...

    ResponderExcluir

***********************************
ATENÇÃO COMEDORES, leiam antes de comentar:
Comentários que contenham, endereço de e-mail, telefones e propostas para relacionamentos, não serão publicados, para isso existem sites especializados. Também terão o mesmo destino, comentários ofensivos, discriminatórios e preconceituosos.
***********************************
OBRIGADA PELA SUA VISITA!