Na cozinha, na mesa e no chão!

por H. Thiesen 

Eu mal cheguei em casa, depois de um dia de trabalho, fui direto ao quarto, sentei na beira da cama e me livrei dos meus inseparáveis sapatos de salto alto, depois foi a vez do vestido, da calcinha e do sutiã.
Nua, fui ao banheiro, eu precisava de um banho relaxante, da água escorrendo na minha pele e do carinho da espuma em meu corpo.
Após o banho, como de costume, o ritual diário, cremes e hidratantes, específicos para as áreas do corpo e finalmente o meu perfume preferido. Sou uma mulher cuidadosa com o corpo e com a minha imagem, mesmo não sem planos, sempre fico pronta, nunca se sabe o que pode acontecer.
Enrolei a toalha branca nos cabelos, abri o armário, escolhi um dos robes e o vesti. Cheirosa, sai do banheiro e atirei-me na cama. Fiquei olhando para o teto e pensando, eu estava sozinha naquele início de noite.
Quanto tempo havia passado desde que comprei esse apartamento, completo, bonito e com tudo para levar uma vida sossegada, quando estou em casa. Por opção, logo que o comprei fiquei sozinha por algum tempo, depois veio a Elizabeth e vivemos momentos lindos dentro dele. Ela se foi, retornei à solidão por alguns dias, mas o destino quis que eu tivesse um outro amor.
Abri os olhos e olhei ao redor.
A cama sempre arrumada, os móveis impecáveis e tudo nos seus devidos lugares. Lembrei das minhas bagunças, eu não sou tão organizada assim. Até o meu retrato em preto e branco, com os olhos tristes, vive torto na parede. Minhas roupas vivam jogadas pelo chão. Então me dei conta, o quanto eu era sozinha e me senti enjoada por ter perdido tanto tempo, me divertindo em baladas e festas, nos pubs e bares. Esperando por alguém, entre copos de cerveja e encontrei o que eu buscava dentro de casa.
Eu voltava para casa e ficava sozinha na imensidão do apartamento. Não sei, mas acho era medo de enfrentar um  relacionamento duradouro. Mais agora, senti a tua falta e faz apenas uma hora que cheguei em casa e vi que não estavas.
De repente veio-me uma vontade de amar. Eu queria nesse momento ser tocada, pelas tuas mãos, pela tua boca. Eu queria sentir aquela tua pegada, quando vem me amar.
Ouvi a porta bater, olhei para a entrada do quarto, esperando você entrar, demorou... Ansiosa, sentei-me na cama, procurei o chinelo, não encontrei e calcei novamente o sapato e fui ao teu encontro. Na cozinha você esvaziava as sacolas e não notou me aproximar. Abracei-a por trás e te virei para mim, buscando a tua boca e o teu beijo, para matar a minha saudade.
Você estava cheirosa, teus cabelos sedosos, havia tomado um banho antes de sair para as compras. 
Ali na cozinha, enquanto te beijava, toquei o teu corpo de alto a baixo, ao mesmo tempo te livrando das roupas, da camiseta ao tênis, incluindo as meias, calcinha e sutiã.
Tuas mãos carinhosamente posou em meus seios,enquanto teus lábios sedentos  beijavam-me a boca. Nos amamos na mesa da cozinha. Ir para a cama pra quê? Nesse momento de fúria mergulhamos na emoção, minha necessidade de você, era muito maior que os passos que nos levariam ao quarto. Trocamos carícias de bocas, línguas e sexos. Deitada na mesa, a meu total dispor, eu viajei em você, não esquecendo de passar por nenhuma das tuas partes. Eu tinha nãos mãos o teu corpo doce e macio. Da mesa escorregamos para o piso e terminamos de nos amar sobre a cerâmica fria, provocamos em nós, uma descarga imensa de gozo.

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Um comentário :

  1. Um lindo conto.... e uma imagem avassaladora!!!!
    Eu queria tanto ver essa cena.....

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