Predadora Voraz

por H. Thiesen 

Olhe nos meus olhos e deixe-se hipnotizar pelo som das minhas palavras, porque eu sou quem te deseja imensamente. Existem noites longas, que nunca terminam e o que sabes ao meu respeito, é pouco para fazer ideia do que eu sou capaz.
Nessas noites, acorda a predadora, egoísta
e egocêntrica, que estava adormecida no meu íntimo, tal e qual uma parasita na espreita, esperando a hora para se fazer notar. Ela não se importa com os teus sentimento, nem com o que dizes e o que tu desejas e transforma tudo em um vasto jogo de sedução e lhe importa somente o teu sangue quente e o sabor latente da satisfação.
Essa predadora é fugaz, liberta-se de mim nas noites de prazer, deixa de ver-te como um ser e torna-te uma simples carne, pronta e disponível à devoração. Para satisfazer seu ego de predadora, se coloca à devora, à mastigar, lamber e lambuzar.
Obstinada e loquaz, sua atenções mudam de rumo, deixa de servir-te e toma o servir-se, sua maior prioridade é somente ela, e te quer moldado a sua mercê, quando teus medos, para ela não importam e teus desejos, para ela não passam de meras consequências das suas vontades mais vorazes.
É nessa hora, que a devoradora acordada do meu íntimo mais profundo, procura pelo simples prazer, deixando de lado todas as culpas e remorsos que poderão advir dos seus desejos, sem responsabilidade por usar e abusar, sem vergonha de realizar suas fantasias e caprichos. A devoradora ressurgida, reina selvagem sobre o teu corpo, qual fera faminta, salivando a tua carne e querendo possuí-lo.
E a fera me domina, deixo de responder pelos meus atos, torno-me inconsequente e ao te olhar nos olhos, causa-te um frio na espinha e descobres intimamente que ainda, não me conheces. A selvagem libertada quer de ti apenas prazer, exige a tua entrega e o domínio sobre a tua carne, para satisfazer os desejos mais ferinos. Atroz, ela te usa, abusa, se satisfaz, friamente e sem sentimentos, para depois mandá-lo embora, sem um beijo, sem nenhuma despedida, sem te olhar nos olhos, mas apenas aponta-te o dedo para a saída.
Depois que vai-te embora, deixa-me também a fera e eu fico cambaleante, sinto-me encurralada por deixar a besta sair, pois agora, que me sobrevém a calmaria, eu sou eu. As lágrima correm do meu rosto, por ter sido má e cruel. Exausta, adormeço em meu cansaço.
Acordo no outro dia, pego o telefone, ligo e peço-te para voltar. Pois agora, mais consciente, quero tão somente te amar, a predadora foi-se embora e vai demorar para voltar!

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