A colega da faculdade

por H. Thiesen 

Ela me apertou contra a parede fria do banheiro, segurando as minhas mãos contra o azulejo, olhou dentro dos meus olhos. Tentou me beijar, eu virei o rosto e sua boca desviou para o meu pescoço, indo de encontro a alça do meu sutiã, que deixava-se mostrar, pelo decote canoa da minha camiseta.
- Que isso Lena, sei que não é a tua primeira vez? - disse-me, beijando o meu ombro.
O frio dos azulejos contrastavam com o calor em minhas costas e um arrepio correu pela minha espinha, deixando meus mamilos intumescidos. Apesar de assustada, as sensações eram deliciosas. Eu não esperava por aquilo, fui pega de surpresa pela ousadia de Carla, uma colega da faculdade. Sempre fui discreta e cuidava para que na faculdade não desconfiassem das minhas preferências e aventuras com outras meninas.
- Não sei do que você está falando!
Ainda olhando-me fundo nos olhos, Carla respondeu:
- E a Aline? Vai negar tudo?
- Eu e Aline somos apenas amigas!
- Apenas... não! São amigas até demais!
- Como assim, continuo sem entender!
- Bem, vou abrir o jogo! O que fazem duas amigas em um motel? Você foi ajudá-la na cadeira de anatomia? Ela faz medicina não é? E, quem mais, a não ser você, tem um Escort Preto escrito Fofucho na traseira?
- O que? Você nos seguiu?
- Claro que não, mas a BR 386 é o meu caminho para casa e vi vocês entrando no Motel Premiere! Uma festinha a duas ou havia mais alguém esperando?
- Tudo bem, eu confirmo, não tenho saída!
- Lena, eu te quero...
- Você está me chantageando?
- Não, não costumo agir assim!
- Então por que está fazendo isso?
Ela se aproximou de mim, senti a sua respiração na pele do meu rosto e seus seios se encontrarem com os meus e me disse:
- Quero você, só isso! Não me sentiria bem se a tiver através de uma chantagem. Quero você por que sinto tesão por você e também gosto de mulheres.
Senti um alívio ao ouvir isso. Há algum tempo eu estava interessada nela, mas como eu e Aline, ela era muito discreta. Mesmo assim não dei o braço a torcer.
- Carla, as coisas não são assim, tão fáceis!
- Eu sei... Pouco me importa se você não quiser, eu só queria que você soubesse que eu te desejo muito.
- Carla, solte-me! Pode entrar alguém. Estamos no toilet de um bar, lembra? 
- Claro que eu sei disso. Só vim por que eu sabia que você estaria aqui, todas as sextas-feiras você vem com a turma, esperei muitas vezes por esse momento, vim algumas vezes e somente hoje eu consegui!
Ela novamente se aproximou, abriu a boca e lambeu meus lábios. Olhei-a nos olhos e com a boca entre-aberta, esperei pelo beijo. Ela entendeu e pela primeira vez nos beijamos rapidamente. Depois, afastei-a empurrando-a com as mãos e disse:
- Não precisamos resolver isso agora, a noite apenas começou e chegamos a pouco!
- Sem pressa, já fiz o que queria, se eu não sou o seu tipo, paciência...
- Eu não disse isso! Vamos?
Saímos do banheiro e nos juntamos novamente aos amigos, bebemos e dançamos, não tocamos no assunto durante aquela noite.
Fui para casa e pensei sobre o acontecido. As vezes não criamos coragem para falar a respeito dos nossos desejos para uma pessoa. Nossos medos e nossos preconceitos, ou melhor, nosso preconceito de ser uma vítima de preconceito, nos fazem travar e podemos perder de realizar as nossas fantasias. Foi esse sentimento que tive naquela noite. Quantas vezes tive vontade de falar para ela e recuei, pensando sobre as reações dela. Felizmente há em nossa vida as casualidades, jamais eu imaginaria uma situação parecida.
Resolvi dar tempo ao tempo, deixei que a situação esfriasse e que as coisas se acalmassem. Achei melhor que se algo acontecesse entre nós, seria espontaneamente e para isso o tempo é o melhor remédio. Continuamos conversando como sempre, nos vendo como qualquer colega de faculdade e nunca tocávamos no assunto. 
Falei para Aline sobre o que aconteceu e como Carla havia descoberto o nosso envolvimento. Nós duas éramos amigas, transávamos, mas não tínhamos nada uma com a outra, a não ser sexo e mais do que isso, éramos amigas sinceras e confidentes. Ela ouviu atentamente, depois me olhou, sorriu e me disse:
- Come ela!
Carla seguia a sua vida e eu a minha, com toda a normalidade possível. Enquanto isso, eu esperava pelo momento certo, eu queria causar-lhe surpresa e desfazer a impressão que ela teve de mim, antes de sair do banheiro naquela noite. Afinal, ela mesmo disse, que entenderia se não fosse o tipo de mulher que eu gosto.
Dois o três meses depois, ao sair da faculdade passei pelo ponto do ônibus e vi Carla, parei e abri a porta:
- Carona?
- Para onde Lena, você vai para Canoas e eu para Montenegro!
- Entre, eu te levo!
- É longe...
- Entre!
Ela entrou.
No caminho, levei minha mão à perna de Carla e segurei com força e falei:
- Para a tua casa ou quer ir a outro lugar?
- Lena eu não esperava mais por isso? Outro lugar, lá em casa não dá!
Levei-a ao mesmo motel onde ela me viu entrar com Aline. Um local aconchegante, com uma entrada coberta por árvores e que para saber, somente conhecendo que ali existe um motel.
Entramos na suite. Estávamos sedentas uma pela outra e sem esperar muito nos beijamos. As mãos de Carla correram pelo meu corpo. Sua ansiedade em me tocar, denunciava o tamanho do seu desejo. Ela desabotoou a minha calça, a ponta dos seus dedos frios tocaram meu clitóris.
Gemi de tesão
- O que foi? pergunto-me Carla - Machuquei?
- Não...
Nos despimos mutuamente. Nossas roupas foram atiradas, sem nenhum cuidado, para todos os lados. Enquanto isso, nosso beijo era intenso e suas mãos gelada passearam pelas minhas costas, até chegarem a minhas nádegas, onde suas unhas cravaram e me arranharam deliciosamente.
Carla se ajoelhou e apoiei minha perna em suas costas, por cima de seu ombro. Ao contrário de suas mãos, seus lábios eram quentes e sua língua macia. Carla me brindou com pequenos círculos em volta do clitóris com a língua e sugou-o delicadamente. Logo após, sua boca envolveu meus lábios vaginais e sua língua me invadiu. Segurei seus cabelos com força e apertei sua cabeça de encontro a mim, gritei de tesão!
- Não para, não para...
Carla atendeu o meu pedido e acelerou os movimentos da sua boca e eu gozei freneticamente. Perdi as forças e obriguei-ma a deitar na cama redonda e espaçosa.
Carla deixou-me recompor deitando-se ao meu lado e a acariciando os meus cabelos, enquanto beijava-me varias vezes o rosto.
 Eu não esperei muito tempo, eu precisava liberar tudo que eu guardava. Olhei para ela e ela sorriu, tinha um sorriso safado, deu vontade de vira-la de bruços e bater na sua bunda, como em uma criança arteira. Levantei e a empurrei-a para ficasse deitada de bruços, tirei sua calcinha, fui até a altura de suas nádegas e as mordi, deixando-as marcada. 
- Ai! – gemeu ela.
- Doeu?
-- Humm... Não! – ela gemeu baixinho
Abri suas pernas e empinei sua bunda e lambi a sua vagina molhada.
Ela gemeu novamente e perguntei:
- Que foi?
- Gostoso!
- Apenas comecei...
Virei-a de costas na cama e mergulhei entre as suas pernas, fiz tudo da melhor forma que eu sei fazer
Brinquei com seus lábios, circulando com a língua a sua entrada, as vezes ameaçava entrar, mas recomeçava novamente. Suguei o seu clitóris, mordisquei os seus lábios e finalmente penetrei-a com a minha língua, o mais profundo possível. Ela gemia e suspirava de tesão. 
Sem lhe dar trégua, continuei a brincadeira por algum tempo.
Resolvi deixar a sua vagina e subi beijando a sua pele, até alcançar seus seios. Dei a ele meus carinhos, beijos, lambidas e sugadas e depois fui ao encontro da sua boca. Beijei-a sofregamente e deixei minha perna entrar no meio de suas pernas, para que nos masturbássemos em nossas coxas, o que nos levou a um beijo muito longo e intenso.
O contato dos meus seios com os seios pequenos e rijos de Carla, seus mamilos pareciam agulhas contra a minha pele e me excitaram profundamente, virei-me de uma só vez e entrei no meio das suas pernas, oferecendo-me para que ela fizesse o mesmo. Deliciamo-nos em um maravilhoso sessenta e nove e não demorou para que gozássemos.
Exausta, debrucei-me sobre as suas pernas, o cheiro de sexo, suor e orgasmo entrava pelas minhas narinas. Permanecemos assim por algum tempo. Depois deitei ao seu lado, nos acariciamos, nos beijamos, conversamos e finalmente recomeçamos novamente, desta vez com muito mais calma, a nossa primeira vez já havia ficado para trás!

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3 comentários :

  1. Hummmm... fiquei de pau duro aqui.... como eu queria ver essa cena.
    Mais ainda... participar!!!
    Beijos menina.. tuas história mexem comigo Lena... muito !!!!

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  2. Oh como tudo é mais fácil entre as mulheres. HUAHAUHAUHUA

    Beijos.

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