Última Foda!

por H. Thiesen

A noite era de um calor abafado. O suor escorria-lhe pelo corpo, ela estava nua e ainda entorpecida pelos efeitos do orgasmo. As pernas frouxas mal lhe sustentavam e pelas suas coxas, ainda escorria o último gozo. Mesmo assim, ela insistia em olhar para a janela entre-aberta, fingia indiferença e disfarçava o nó na garganta. Pelo menos daquela vez, ele fora carinhoso.
Deitado na cama, olhando para ela, ele adiava uma pergunta, mas sabia que chegara o fim e já deveriam te-lo dado ao relacionamento. Ele não entendia e nem queria entender, mas todo aquele clima de despedida, causava-lhe um desconforto e a sensação de derrota excitava-o imensamente. Vê-la naquela situação deixava-o louco e com vontade de possuí-la pela última vez. Sádico, queria dela a última foda!
Levantou-se com o pau já latejando, caminhou com o membro balançando e apontado à frente. Aproximou-se dela, segurou-a pelo queixo e olhou-a nos olhos. Ela sorriu e mostrando a tristeza lhe disse:
- Não!
Ele a esbofeteou, agarrou sua nuca e como quem descarrega a raiva num inimigo, virou-a de costas e esfregou seu rosto no vidro da janela. Ela não resistiu, foram tantas vezes assim, mas seria a última vez que ele a humilhava.
Apertando seu rosto ao vidro, ele segurou-a por baixo do ventre e arrebitou-lhe as ancas, abrindo caminho com os pés afastou suas pernas. Sem resistência nenhuma ele a invadiu!
O sufocamento da noite abafadiça, fazia-lhe escorrer de suor e parecia aumentar o prazer de possuí-la. Agarrado a ela, ele a devorava. Segurava seus seios e mordia seus ombro. Seu corpo colava ao suor dela e ele imprimia-lhe potentes estucadas. Ele urrava e ela gemia. Ele a xingava e ela engolia o choro! Ele entrava e saia, ela nada sentia. Finalmente, num berro, qual fera possuindo a sua fêmea submissa, ele gozou! Quase sem força, devido ao orgasmo intenso, ele desabou ao chão, sentou escorado à parede com a cabeça entre os joelhos.
Ela caminhou na direção da cama, juntou uma ponta do lençol branco e limpou-se. Colocou o vestido, calçou os sapatos e jogou a calcinha na bolsa. Respirou, tomou coragem e saiu sem despedir-se. A porta bateu às suas costas. Ela estava livre, dera um basta, seu sofrimento acabara! Estava livre, daquela noite em diante, buscaria por alguém que realmente lhe amasse!

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4 comentários :

  1. Nosssaaaaaaaaa.....
    Uma bela crônica social, o que eu acabei de ler aqui!!!!
    Um conto exemplar. Um conto que merece um lugar nessas revistas femininas que narram o universo feminino sempre lindo e cor de rosa.....
    Impressionante, a forma como ela terminou tudo. Com a calma perversa das mulheres revoltadas, com a simplicidade da ruptura.
    Lindo Lena... nota mil!!!!

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  2. Minha doce, querida e linda Lena!

    Este seu texto MARAVILHOSO, tão instigante e bem escrito, me remete as meninas que adentram ao BDSM pq está na onda, na moda... E pensam que tudo são flores, que aguentarão todas as torturas físicas e da alma.
    As físicas são até fáceis quando está tudo bem entre Dono/submissa e o calor da pele de um se mistura ao calor da pele do outro. Também, quando os olhos se encontram e a submissa percebe o amor e o carinho de seu Senhor, misturado ao tesão seguido do gozo.
    Mas, se não são verdadeiramente submissas, não aguentarão a ausência e a espera. E é aí que se da o fim.

    Muito bom o texto. PDR, como sempre tem razão. Você deveria mandá-lo para uma revista feminina. Gostaria de publicá-lo no meu perfil do face para que novatas o lessem.
    Como sempre, Helena, vc me surpreende cada vez mais. Ótimo e lindo. Adorei!!

    Besos doces!

    {W_[amar yasmine]}

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  3. Que belo texto. A não resistência da Protagonista, ciente de que seria a última vez denota uma rara maturidade.

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