Voyeur

por H. Thiesen

Acordei, você havia adormecido em meu ombro, com cuidado retirei meu braço e acomodei tua cabeça no travesseiro. Algumas horas antes, havíamos feito amor. Teu cheiro ainda resistia em meu corpo. Entre as minhas pernas ainda a prova do prazer que nos proporcionamos mutuamente. Teu gosto permanecia em minha boca. Minha pele ardia e as marcas vermelhas, denunciavam que as tuas unhas haviam passeado por ela.
Como sempre, em todas as manhãs, acordei novamente excitada. Você desnuda ao meu lado me provocava tentações. Teus seios debruçados em teus braços, tuas pernas entrelaçadas ao lençol, teu púbis negro contrastava-se com tua pela, teus quadris realçados por tua posição na cama. Todo o teu corpo provocava-me mais desejo. Senti minha umidade aumentar, meus seios entumesceram e um calor tomou conta do meu corpo. Te desejei novamente, mas reconsiderei, não queria te acordar, você ressonava e teu rosto meigo me dizia que estavas em sono profundo.
Levantei da cama, enrolei-me em uma toalha. Contornei a nossa cama, admirei tuas costas e tuas nádegas deliciosas, tive vontade de mordê-las. de beijar tua nuca e juntar-me ao teu corpo. Respirei fundo, eu precisava de ar. Olhei o relógio, sete horas. Abri a porta e saí para a sacada. O ar da manhã entrou pelas minhas narinas. O sol da manhã aqueceu o meu rosto. Lá embaixo, a rua ainda ensaiava algum movimento, era domingo. Haveria mais tempo para nós, quem sabe a tarde ou à noite talvez. A manhã me fez bem, resolvi aproveitar mais um pouco a sacada.
Notei no prédio em frente que o velho voyeur estava a postos, com sua luneta indiscreta, normalmente não me incomodava com ele, mas dessa vez me senti invadida. Disfarcei, corri o olhar para outro lado, debrucei-me no parapeito, cuidei para que ele não soubesse que o havia notado. Vi ele procurar outro ângulo para me ver melhor, ele estava seguro, talvez tivesse certeza que eu não o via. Provoquei-o, deixei a toalha escorrer um pouco e dei-lhe a visão de uma parte dos meus seios. Eu o observava com o canto dos olhos. Uma de suas mão segurava o binóculo e a com a outra se masturbava. Cerrei uma das mãos e a trouxe para o lado do meu rosto, estiquei o dedo médio deixando-o ver o sinal característico e muito conhecido no mundo inteiro. No mesmo instante ele sumiu da janela! Eu havia me divertido com ele. O insólito sumiço fez-me rir alto e o inusitado fez-me esquecer o tesão. Entrei, você ainda dormia, caminhei pelo quarto segurando-me para não rir alto e acorda-la, entrei no banheiro, eu precisava de um banho bem demorado!

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4 comentários :

  1. deixa o punheteiro se divertir, tadinho!

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  2. Pois é.... se fosse o PDR todo dia tocava umazinha para a Leninha e a esposa!!!!

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  3. Eu adoro essa Leninha delicinha gostosinha...capetinha!!!

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