Insaciável, incontrolável e ninfomaníaca!

por H. Thiesen 

Iniciou-se no sexo como todas as demais, sozinha, na solidão do seu quarto ou na intimidade do banho, se masturbando. Nas primeiras vezes que se tocou, sentia enorme prazer e logo gozava. Com o tempo, buscou algumas variações, do simples toque externo, passou a invadir-se com os dedos e seus gozos tornavam-se cada vez mais deliciosos, por essa razão, avançava cada vez mais e fazia descobertas em si própria. Sentia uma enorme atração para masturbar-se e fazia-o duas, três, quatro vezes por dia, à procura de novas sensações.
Contudo intrigava-se: - Seria ela normal?
As experiências a aguçavam, não sentia sempre o mesmo prazer, cada uma das vezes era diferente, em algumas gozava como uma louca, em outras vezes o gozo era tranquilo, quase sublime. Porém havia vezes que o gozo não aparecia, mesmo que se masturbasse por horas.
Descobriu essa particularidade num certo dia, ao tentar, inutilmente, obter a volúpia e não foi brindada com um orgasmo, repetiu a masturbação e ele lhe pareceu quase ínfimo, uma coceirinha besta e sem graça. Apressadamente, decidiu experimentar outras formas de masturbação e espancou o seu clitóris com a palma da mão, que ficou inchado e vermelho, mas lhe proporcionou um gozo intenso.
Ela já não se contentava em proporcionar prazer a si mesmo e resolveu finalmente que experimentaria o sexo. Sentiu receio, ainda inexperiente, temia perder a virgindade e sentir-se culpada. Optou pelo sexo oral, crendo que seria menos arriscado. Entregou-se à esse prática com um colega de classe, primeiro o chupou e depois deixou-se chupar. De um jeito e de outro teve orgasmos intensos, gozou masturbando-se quando fazia e melhor ainda, quando ganhou. Dia a dia e aos poucos o medo da culpa diminuiu e tratou logo de perder a virgindade. Desfrutou de orgasmos devastadores, mas apesar da intensidade, ela não sentia-se satisfeita e sempre queria mais.
Não satisfeita, decidiu-se pelo sexo anal. Novas sensações e novos orgasmo e constantes delírios. O prazer aumentava, mas ela não se satisfazia, mesmo que a relação seguinte fosse mais intensa.
Já provara de todas as delícias possíveis na masturbação, extravasara-se com o sexo oral, delirara entusiasticamente com os prazeres do sexo e acabara-se com o prazer do sexo anal, porém sua sede por sexo não diminuía e aumentava todas as vezes que deitava na cama com alguém. Experimentou sexo com dois homens, depois com três, não obstante aventurou-se com outras mulheres e entreverou-se em orgias. O seu prazer aumentava e as sensações eram sempre diferente, mas a insatisfação lhe era presente na mesma intensidade.
O problema é que a variedade de prática estavam se esgotando. Buscou prazer e provou sadomasoquismo, foi dominadora e dominada. Já pensava em experimentar práticas que abominava. O desejo incessante que sentia, já não poderia mais ser tratados como simples vontades, mas transformaram-se em taras, que tornavam-se cada vez mais loucas e insanas. Descobria arriscadas forma de prazer, tão perigosas que poderiam ceifar-lhe a vida, mas dizia para si mesma: - Nada mais certo do que a morte, se tiver que morrer morrerei gozando!
Encontrou adeptos de sexo com restrição da respiração e experimentou. Teve um dos melhores orgasmos da sua vida. Desmaiou, mas não morreu. Estava disposta encontrar uma solução para a sua sede sexual. Talvez - pensava ela - buscasse a sensação de prazer e de ápice que existia na morte. Seria preciso morrer para dar cabo à sua fome por erotismos e prazer? Que eu morra - continuava pensado - se for esse o meu destino! Do que adianta viver com esse tesão insaciável?
Quase louca, comprou uma navalha e foi para casa. Tomou um banho, passou na pele os cremes preferidos, tocando cada uma das suas partes como se fosse a última vez, perfumou-se e maquiou-se como de costume, deitou-se e cortou os pulsos. Enquanto o sangue corria ela se masturbava. Suas mãos tocavam seu corpo e seu sexo encharcado pela excitação. O cheiro de sangue e sexo tomou conta do quarto. Suas forças enfraqueciam, mas a masturbação lhe atiçava. Sentia o corpo fraco e ao mesmo tempo ardente. Seu corpo estremeceu, do sexo subiu ao peito calor e frio e ela finalmente acordou em meio a um orgasmo louco e desesperada por sexo! A sua sede por prazer fê-la sonhar e o suicídio não passara de um sonho!
Ainda hoje ela continua buscando por novos prazeres e a sua fome de sexo é cada vez maior, não encontrou uma solução para apagar o fogo que queima dentro dela!

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2 comentários :

  1. Perfeito!
    Que linha de escrita sensacional... que delícia de leitura!
    Uma crônica feminina.
    Show! Show de escrita....!!!
    Suspense, sexo.... perfeito!!!!

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  2. De fato é uma crônica muito bem escrita e que daria um polêmico filme capaz de transcender os limites do erotismo.

    Fato é que o sexo, assim como o nosso apetite, mantém-se prazeroso quando nos submetemos a períodos de restrição da atividade. Os períodos sem sexo ou sem determinadas atividades faz com que o desejo se renove despertando o interesse por velhas fantasias que já estavam se tornando rotineiras.

    Junto com o fogo do desejo convive em nós também o anseio por afetos que melhor encontramos numa relação a dois. Esta muitas das vezes pode se tornar obstáculo para determinadas experiências, mas possibilita que a afetividade traga compensações.

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