No meu cu não, vai doer!

por H. Thiesen 

Eu estava sozinha em casa, já era noite e um vento característico do outono, anunciava que a noite seria fria, no Rio Grande do Sul é assim, depois do verão, amanhece frio, com o sol a temperatura aumenta, o sol e a umidade ajudam a esquentar e abafar durante a tarde, no começo da noite começa a esfriar e a temperatura desaba dos vinte e poucos graus, para sete ou oito, se não menos, o vento ajuda a sensação térmica ficar mais baixa ainda, de modo que, nós gaúchos, podemos experimentar as sensações das quatro estações do ano, em menos de vinte e quatro horas, isso se pela manhã a névoa (cerração, como nós chamamos) não encobrir tudo ou se chover, nesse caso, o tempo vira uma verdadeira bosta. Oh, tempo loco tchê!
Retornando ao que eu estava contando, foi num desses dias de outono ou inverno, não lembro-me muito bem, mas era uma noite de sábado, eu estava sozinha em casa, minha mãe e minha irmã mais nova, foram visitar a minha tia que morava no interior. Naquela noite, o telefone tocou, era Samuel me convidando para sair, ir a uma festa ou quem sabe ao Bar Opinião em Porto Alegre. Combinamos o horário que ele passaria para me pegar, desliguei o telefone, fui ao roupeiro, escolhi uma das minhas roupas preferidas, tomei um banho, abusei dos hidratantes e cremes pelo corpo. Cheirosa, com a pele fresca, coloquei o sutiã mais bonito que eu tinha, o fio-dental com a mesma estampa floral, vesti a calça leg preta, um corselet de seda preto, salto alto, um lenço de seda no pescoço e o eterno blazer negro, joguei por cima de tudo o Anaïs Anaïs, para harmonizar o estilo, maquiagem combinando, em tons escuros. Nessa noite eu bati um recorde para me aprontar, nada mais e nada menos do que uma hora e vinte minutos, coisa rápida para os meus padrões.
Depois que estava pronta, fui à cozinha, esquentei a água, preparei a erva-mate na cuia e fiz um chimarrão, até ele chegar, daria para tomar alguns.
A campainha tocou, joguei a bolsinha preta a tira-colo no ombro e abri a porta:
- Uauuuuuu! Que deusa!
Uma viúva-negra pronta para te atacar (pensei).
- Entra... Quer um chima?
- Aceito, aproveitamos para conversar um pouco!
Tomamos algumas cuias, entre uma e outra, os olhares, os toques de mãos, sorrisos marotos, uma conversa casual sem maior importância, coisa de gaúchos.
- Vamos - perguntei -  Tu vais me levar aonde?
- Opinião, Ocidente ou Anos Dourados? (três bares famosos de Porto Alegre).
- Gosto mais do Opinião , mais espaçoso.
Embarcamos no carro e no caminho fomos trocando conversas fúteis, atravessamos a cidade de Canoas, passamos pelo centro de Porto Alegre e chegamos finalmente ao Bar Opinião. Entramos, escolhemos uma mesa, o show ainda não havia iniciado. As luzes se apagaram e surgiu no palco Adriana Calcanhoto, eu fiquei perdida entre "Senhas" e "Mentiras", me deliciando com a sua voz suave e deliciosa, ela havia a pouco tempo estourado nas paradas e suas músicas tocavam insistentemente nas Rádios FM's, enquanto que nós continuávamos trocando futilidades e jogando conversa fora, vez por outra nossos olhares se cruzavam e aos poucos minhas vontades cresciam naquela noite, com aquele clima romântico.
Eu conhecia Samuel a muito tempo, desde os tempos de escola, já havíamos saído outras vezes, mas algo naquela noite, fazia-se especial. Eu estava sozinha, recentemente havia terminado um namoro e ele nunca havia esquecido de mim, mesmo quando estávamos namorando outras pessoas, ele sempre mantinha contato comigo, por telefone, por email ou de outro jeito qualquer, parecia que não queria me perder de vista, porém, eu sempre percebi que por trás das suas gentilezas, havia uma coisa a mais, como dizem por aí, "quando o milagre é demais, até o santo desconfia", eu nunca lhe indaguei a respeito, para mim estava bom, a sua companhia me agradava, nunca ficava sozinha e tinha sempre, ele a minha disposição e sentia atração por ele, tudo bem eu confesso, eu o desejava.
Ele me convidou para dançar, me pegou pela mão e me levou a pista de dança, Adriana canta a sua versão para a música "Nunca" de Lupicínio Rodrigues, o ar de romantismo tomou conta de nós. Corpos juntos, rostos colados, coxas batendo, olho no olho, não poderia acontecer outra coisa, senão,o beijo inevitável. Senti seus braços me apertarem contra o seu peito, meus seios espremidos ao tórax, a sua boca quente, o gosto do vinho, fechei os olhos e me entreguei àquele beijo. Meu corpo vibrou, um calor subiu, meu coração bateu forte, quanto mais eu beijava, mais eu queria e o beijo foi longo, nervoso e mordaz. Foi o beijo que eu sempre desejei e que nunca havia pedido, mas naquela hora eu descobri que o desejava muito mais do que eu pensava e o volume nas suas calças denunciava o quanto ele me desejava. Foi um tesão inadiável e fatal, ao mesmo tempo pungente e aflito. Aquela noite não terminaria sem que eu o conhecesse, sem que eu o tivesse, sem que ele entrasse em mim. Dançamos mais um pouco e resolvemos sentar, abraçados fomos para a mesa, sentamos um ao lado do outro e outros beijos surgiram, para aumentar o desejo e o nosso tesão. Levantei da cadeira, segurei sua mão e e lhe disse:
- Vamos, vamos embora!
Vi a sua cara de assustado, depois fiquei sabendo que ficara com medo e que achara que eu havia me aborrecido.
No estacionamento entramos no carro, a noite protegia-nos dos olhares, levei minha mão ao seu rosto, virei-o pra mim e falei:
- Hoje eu te quero!
Segurando seu maxilar entre os dedos, puxei seu rosto e o beijei novamente. Finalmente aquelas mãos que tanto desejei tocaram o meu corpo, entraram entre as minhas pernas e passearam pelos meus seios. Minha mão entrou pela abertura da sua camisa entre aberta e minhas unhas acharam seu tórax, descontrolada de tesão, sem querer o arranhei, ele gemeu, mas não interrompeu o beijo. Me afastei, olhei no fundo de seus olhos e lhe disse:
- Me leva para um motel!
Ele tentou falar, levei meu indicador a boca e fiz sinal para que ficasse quieto, que nada falasse.
- Vamos, não diga nada!
Entramos pelo portão do motel, paramos na garagem e subimos pela escadaria que dava à suíte, ainda sobre a escada tivemos um momento de carícias e tempo para mais outro beijo. Ele abriu a porta, deixou que eu entrasse primeiro, fechando em seguida. Minha imagem se refletiu em todos os espelhos do ambiente, as luzes com baixa intensidade, proporcionavam um clima romântico e sensual.
Agarrei-o, louca de tesão, tirei-lhe a camisa, deixei seu peito nu e completamente livre para receber meus beijos, ele me abraçou, me beijou, molhado, linguado, enquanto me despia peça por peça. Completamente nua, ele me pegou no colo e me deitou na cama. Beijou meus olhos, minha boca, passeou com sua língua em meu ouvido, pescoço e ombros, desceu aos meus seios, beijou-os, lambeu-os, e sugou meus mamilos, desceu mais um pouco, passando pelo meu umbigo, por meu púbis depilado e abocanhou com toda a vontade, faminto, sedento, bebeu todo o meu suco, sugou meu clitóris, meus lábios, entrou com sua língua quente e úmida em minha grutinha molhada.
Meu tesão aflorou como nunca, estremeci, quase gozei, me segurei, gemi, gritei. ele subiu fazendo o caminho inverso, não esquecendo nenhum detalhe do meu corpo. Deitou-se ao meu lado, acariciou meu rosto e me disse:
- Lena você é mais linda do que eu imaginei, como eu sonhei com isso!
Beijei seus lábios e sem pensar desci até sua cintura, abri a calça, tirei e a joguei para um lado qualquer, ficara faltando a cueca, segurei com as duas mãos e a puxei para baixo, fiquei surpresa, parei, descobri o maior pênis que vira até então, igual aos que frequentavam as minhas fantasias, enorme e potente. Segurei em minhas mãos, estava duro e quente, não pensei duas vezes e o abocanhei, deixei ele entrar até o fundo da minha garganta, eu queria engoli-lo inteiro, impossível. Comecei um vai-e-vem, com calma, vagaroso, deliciei-me com cada centímetro daquele membro, os primeiras gotas deixaram-me provar o gosto da sua excitação, Samuel estava a ponto de explodir. Parei e subi beijando todo o seu corpo. Mordi seu peito, lambi seus mamilos.
Deitei ao seu lado e o puxei para cima de mim, abri-me toda e ele entrou em mim. Seu membro potente me invadiu de uma só vez, senti meu útero sendo empurrado, gritei, ele parou assustado. Respirei fundo, comecei a mexer os quadris, ele me acompanhou e os nossos corpos entraram em movimentos harmônicos, jogando-se um contra o outro e vieram os beijos, o tesão ficou cada vez mais intenso, os movimentos harmônicos se transformaram e firmes estocadas, com força e cada vez mais rápidas. Nossos orgasmos chegaram juntos, minhas unhas cravaram-lhe as costas, sua mão apertavam-me a nuca e nos despejamos um no outro.
Ele queria mais, não parou, foi novamente a minha vagina e me chupou, sem importar-se com o seu sêmen, delirei, meu tesão avivou-se novamente, busquei o seu pênis enorme o o chupei novamente. ele explorou as minhas entranhas com sua língua quente e sem nenhum constrangimento, ela entrou em meu ânus, enquanto seus dedos entravam em minha vagina. Minha excitação aumentou, pedi que me comesse novamente. Ele me ergueu, colocou-me de quatro e apontou seu pênis em meu ânus, senti medo, eu nunca tinha feito anal com algo tão grande, me assustei:
- Não, no cu não, vai doer!
Gritei para ele parar, mas ao mesmo tempo eu queria que ele entrasse. Ele tentou uma vez, duas, não entrou. Cuspiu, espalhou e colocou seu dedo, tornou a cuspir na sua glande, colocou sobre a entrada apertada e forçou. Senti minhas entranhas doerem, queria escapar, ele me segurou, eu achava que não aguentaria, pedi que parasse, ele insistiu e finalmente entrou totalmente. Me empurrou, me fez deitar na cama e deitou sobre mim, ficou parado algum tempo e depois começou a movimentar-se lentamente. As minhas dores aliviaram um pouco, passei a sentir tesão e a me deliciar com a entrada e saída daquele membro enorme no meu ânus. Levei minha mão à vagina, acariciei meu clitóris, enfiei um dedinho, depois outro, eu estava molhada, encharcada e a sensação do sexo anal contribuía pra me excitar mais ainda. Os movimentos dele se aceleraram, seus gemidos denunciavam que faltava pouco para ele gozar. Eu comecei a me movimentar para que ele se excitasse mais e gozasse novamente. Com uma das mãos eu me masturbava e com a outra acariciava um os meus seios. Meu gozo não tardaria, estávamos loucos e gozamos novamente, ele saiu de mim e o senti jorrar sobre a minha bunda e as costas.
Ficamos deitados, abraçados e quietos, deixando nossos corpos serenarem, adormecemos e só acordamos pela manhã. Tomamos um banho, entramos no carro e ele me deixou em casa. Abri a porta, entrei e pensei:
- Encontrei alguém, que finalmente matou a minha curiosidade!
Passaram quatro meses e não o vi mais, telefonava e ele não estava, eu ia aos lugares que sabia onde encontrá-lo e ele não estava, fui a sua casa e não o encontrei, procurei, não o achei. Comecei a me sentir usada, pensava que ele havia conseguido o que sempre quisera de mim e que mais nada importava, que eu não passava de mais uma conquista, mas eu o encontrei, vi-o no centro da cidade, aproximei-me felina pelas costas e segurei o seu cotovelo e falei alto:
- Samuel! Gostei, legal, resolveu desaparecer depois de tudo!
- Lena, não é isso...
- Como não, como não? Estou decepcionada.
- Vamos conversar tu vais entender.
- Tá! Então começa, eu conheço a ladainha!
- Lena, não posso mais ser teu amigo, depois de tudo o que aconteceu.
- Amigo? Que amigo, consegue o que quer e some, isso é coisa de amigo?
- Vamos sair daqui, vamos para um lugar mais calmo.
Saímos e fomos a uma praça, quem conhece Canoas, sabe onde fica a Praça do Avião.
Sentamos em um banco e ele começou a explicar.
- Lena, eu não consigo mais olhar pra ti como antes, não posso mais ser teu amigo, te desejo, te quero como mulher, nunca mais será a mesma coisa!
- Oh! Samuel, me desculpe, mas eu estava magoada contigo, te procurei tanto e mesmo sabendo que tu estavas, mandavas dizer que não.
- Pois é, mas é só isso, não vou conseguir mais ser teu amigo como antes.
- Se não pode ser meu amigo, seja meu homem, meu comedor,.
- O que?
- Sim, é isso mesmo, seja meu macho, o cara que me come, que me entende, que eu confio e que sabe tudo sobre mim, o cara que sabe me comer direitinho, aquele que sabe todos os meus segredos na cama.
- Tu queres isso?
- Claro! Samuel, nunca houve amizade entre nós, sempre houve atração e tesão. Tu me desejavas, eu te desejava, só não houve uma oportunidade, somente naquela noite é que ela surgiu. Tu querias, sempre quis e eu queria e eu sempre quis! Quero ser tua puta, só isso, nada mais!
Até hoje quando nos encontramos a cama é o nosso destino, ele casou e nos afastamos, depois se divorciou e tornamos a nos encontrar. Fui morar no Rio de Janeiro, depois na Índia e finalmente na Inglaterra, quando estou no Brasil, não perco a oportunidade para matar a saudade.

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3 comentários :

  1. Muito erótico texto...

    paz e amor
    1ManView

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  2. Todas as mulheres adoram dar o cu, só não são bem comidas.

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  3. Amo a Calcanhoto!
    Você é uma mulher viajada, mas não esqueceu o pau amigo! Foi lindo!! :)

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