Um Jardineiro Atrevido

Por H. Thiesen 

Quando desci pelas escadas do avião no aeroporto Nice em Côte D'Azur, fui recebida pelo clima mediterrâneo, que contrastava com o frio de Londres naquele mês de Dezembro.
Mais tarde, fui levada de carro até o hotel, onde passei a noite e pela manhã fui para uma das casas que a empresa havia locado, para abrigar os funcionários e visitantes à um seminário de turismo e aviação civil que a diretoria programara.
Como encarregada do setor de Relações Públicas e designada para organizar o evento, decidi ir alguns dias antes, para certificar-me que tudo sairia corretamente.
No primeiro dia me ocupei com o evento, mas no final da tarde resolvi conhecer o lugar. Fiquei maravilhada com a paisagem, as praias imensas de areia, o Mar Mediterrâneo e as demais belezas da região. Eu estava num lugar maravilhoso e ainda por cima me pagavam para isso. Era um verdadeiro sonho! Mal conseguia conter a minha excitação, eu quase não acreditava desfrutaria daquilo tudo por quinze dias!
Durante o dia me ocupava com o evento e nos finais de tarde saia para uma exploração. Ao fim de três dias, já conhecia cada recanto.
Como me sentia à vontade e não havia mais ninguém na casa, tomava banhos na piscina térmica, completamente nua. Num dia, saindo da piscina, com a água escorrendo dos cabelos e deslizando pelo meu corpo arrepiado, senti que alguém me observava. Olhei na direção do jardim da casa e vi um homem com cerca de trinta e poucos anos, moreno e musculoso. Surpresa,me esqueci de que estava completamente nua. Mas o seu sorriso indiscreto e os olhos penetrantes, que me percorreram de cima a baixo, fizeram-me lembrar rapidamente da minha condição. Fiquei de boquiaberta e creio que corei meu rosto, tentando alcançar desesperadamente a toalha para me cobrir. Ouvi uma gargalhada, enquanto eu me atrapalhava com a toalha e deixava-a cair de novo cair ao chão. Olhei-o com raiva e perguntei:
- Posso saber qual é a graça? Quem é você e o que faz aqui?
Ele virou o rosto e notei que fazia um enorme esforço para não rir novamente, deixando-me ainda mais enfurecida. Mas ele respondeu:
-Calma moça, não precisa ficar assim desse jeito, já vi muitas mulheres nua. Sou o jardineiro. Mas não se preocupe que não vou lhe incomodar. Avisaram-me que a casa estaria ocupada estas próximas semanas e pediram-me para deixar o jardim em ordem.
Bufando, virei as costas e voltei para a casa, batendo com a porta, para mostrar a minha fúria! Encostei-me atrás da porta e deixei-me cair ao chão. Meu sossego havia acabado. Já me acostumara a ficar ali sozinha e queria distância dos homens e de repente, me aparece um homem atraente, assim do nada, para me desorientar. E, o pior! Eu me senti atraída por ele, bem mais do que devia. Estava há semanas sem sexo e isso não me estava fazendo bem Àquela altura, eu já sentia o meu corpo mais sensível que o normal e com aquele homem por perto diariamente, não sabia se iria resistir.
O fim de semana estava chegando e a calmaria iria desaparecer da minha frente, era uma quita-feira, tudo estava organizado com antecedência, resolvi dar-me uma folga, minha última oportunidade para relaxar, antes do início do seminário.
Pela manhã acordei um pouco irritada, lembrando-me de algo que havia dado errado no dia anterior e tive que improvisar, sou perfeccionista em demasia e detesto incompetência. Vesti o biquíni e enrolei-me numa toalha até ao pescoço. O banho com nudez estava proibido, havia o jardineiro e provavelmente no outro dia colegas e convidados iriam chegar, quem sabe naquele dia mesmo. Fui para a piscina e quando atravessei o jardim, encontrei-me com ele, suado e com o tronco nu. Será que aquele homem não sabia o que era uma camiseta? Virei o rosto para o lado, tentando ignorá-lo, mas ele não deixou. Ouvi-o me chamar:
-Bom dia, moça! Não quer me dizer o seu nome, para eu saber como chamá-la? Meu nome é Didier, perdoe-me por não ter me apresentado ontem.
Parei e pensei: Pelo menos não é Pierre, como todos os franceses. Olhei para ele, por detrás dos óculos de Sol, vi os seus olhos percorrerem-me e o mesmo sorriso cínico do dia anterior. Resmunguei o meu nome por entre os dentes e segui o meu caminho. Ouvi uma risada às costas e a ele me chamando:
-Dona Helena, não precisa se cobrir por minha causa, eu já vi tudo o que havia para ver! Pode ficar à vontade!
Eu não acreditei! Ele era descarado demais! Sem parar de caminha em direção à piscina, levantei a mão e com o dedo médio em riste, fiz um sinal característico. Passei a beira da piscina e de vez em quando, sentia o seu olhar sobre o meu corpo e uma excitação louca ia me incendiando.
Logo ao anoitecer, tomei um banho e fiz um jantar leve, depois deitei-me no sofá olhando para a noite pelas enormes vidraças. Coloquei uma música suave e fechei os olhos, bebericando vez ou outra uma cerveja gelada. A imagem dele não saía do meu pensamento e o meu corpo começou a reclamar. Eram os meus desejos aflorando!
Toquei o meu pescoço e descendo a mão pelo decote do roupão, desfiz o laço e comecei a acariciar meus seios, passando a mão de leve e apertando os mamilos com os dedos. Senti a minha excitação aumenta, meu coração bateu mais rápido, minha respiração ficou ofegante, desci uma das mãos para o meio das minhas coxas e aproveitando-me da umidade, comecei a me masturbar deslizando a palma da mão,  fazendo movimentos longos e demorados, pressionando com força. Deixei-me invadir por um dos meus dedos e logo por um outro, movimentando-os para dentro e para fora. Tornei-me mais ofegante com as sensações tomando o meu corpo e num impulso, com os olhos cerrados, joguei a minha cabeça para trás. Completamente envolvida, por tudo o que eu sentia,os meus gemidos aumentaram de volume, mas acreditando que por noite, eu estava sozinha, não me importei. Retirei meus dedos e massageei em volta do clítoris, com movimentos rotativos e rápido, ao fim de um alguns minutos, senti o meu coração bater descompassado, ao mesmo tempo que o meu prazer aumentava. Segurei o clítoris entre os dedos e rocei-o num movimento contínuo e firme, até explodir num orgasmo intenso e prolongado, que me fez gritar e me deixou completamente.
Inspirei fundo, para me recuperar da respiração acelerada. De repente, notei no espelho da noite na vidraça, que alguém me observava e virei o rosto para a porta de entrada e levei um enorme susto. Estava lá, uma mulher de cabelos compridos, bem vestida, com um corpo cheio de curvas generosas e com  um sorriso no rosto, que se dirigiu a mim, como nada tivesse visto:
-Olá, você deve ser a Helena! Muito prazer, o meu nome é Margret. Sou a proprietária e vim ver se tudo está em ordem para amanhã. Desculpe-me não avisar que eu viria. Não me admiro com o seu ar de surpresa! Era viria mais cedo, mas me atrasei.  Já mandei um jardineiro para cá, creio que você já o conheceu!
Eu não sabia o que fazer, estava morrendo de vergonha. Aquilo não podia estar acontecendo comigo! Primeiro um homem me pega nua, depois sou apanhada numa acalorada siririca, pela proprietária! Corei das orelhas à última falange do dedinho do pé e não consegui dizer nada. Então ela, vendo a minha inércia, completou:
-Não fique envergonhada, masturbação é uma coisa natural. Todas nós o fazemos e não há nada de mal…Não sinta vergonha, por favor! Sou uma mulher atualizada e também o faço muitas vezes!
Não sei porquê, mas ela me deixou à vontade e aos poucos a vergonha passou. Ela era uma mulher extremamente simpática e ficamos conversamos longamente. Acabamos falando de coisas triviais e à certa altura, ela falou sobre o jardineiro e aproveitei para reclamar a respeito dele e contei tudo o que aconteceu. Naquela noite, foi a primeira vez que ela se dirigiu a mim, usando o francês em alto e bom som, tocando diretamente no ponto crucial:
- Ma chérie... - e depois continuou em inglês carregado de biquinhos - Estou enganada ou, você está interessada nele? O brilho no teu olhar não engana!
Para respondê-la,  desabafei à ela sobre as minhas frustrações e desilusões amorosas, como estava farta dos homens e que, eu procurava manter distância deles, pois não queria saber de homens na minha vida tão depressa. Mais uma vez, ela me surpreendeu com outra pergunta.
- Se é assim, porque não tenta com uma mulher? Muito menos complicado do que com um homem!

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