Viagem pela luxúria!

por H. Thiesen

Eu havia chegado a Baviera dois dias antes, como sempre, quando de minhas férias anuais, reservava a primeira semana para conhecer a Europa e naquele ano, 2002, aceitei o convite de Ana, uma colega de trabalho, alemã, da cidade de Rosenheim.
Cheguei numa quinta-feira pela manhã, a viagem foi tranquila, nenhum percalço e o avião pousara em München vindo de Nova Deli, ela me aguardava no saguão do aeroporto, não foi difícil encontrá-la, pois é uma mulher alta, loiríssima e sempre bem vestida. Rumamos para a sua casa, uma hora de viagem tranquila, estradas bem cuidadas e belas paisagens. Conheci os seus familiares, a mãe Norma e a irmã Amélia, me senti confusa, o alemão me é estranho, mas era naquela casa, que eu passaria a minha primeira semana de férias. Ana me levou a um quarto no andar superior da casa, onde da janela via-se uma manhã radiante, era primavera e as flores davam um colorido especial. Deixei-me cair na cama, eu estava exausta, ela me disse para descansar, tomar um banho, que me chamaria para a hora do almoço. Desfiz as malas e tomei uma ducha relaxante, deitei e dormi, acordei com Ana batendo à porta do quarto, eu havia dormido por uma hora e meia. Almoçamos, servi-me e deliciei um prato de Puszta Schnitzel (Filé ao molho madeira com pimentão e champignon), regado à um bom vinho bávaro.
A tarde foi deliciosa, Ana me levou a conhecer a cidade e descobri de onde vem o estereótipo dos alemães que nos é apresentado, sim eles, que são bávaros antes de serem alemães e que enfeitam suas ruas com as cores azuis e brancas, que exibem a Bandeira Bávara com orgulho, que celebram a Oktoberfest. Uma cultura ardente e alegre. Conheci a Igreja de St. Nikolaus, o Mosteiro Christkönig, o Landesgartenschau Rosenheim (Jardim Botânico), e muitas paisagens alpinas. Foi um belo passeio, a companhia de Ana contribuiu para deixá-lo mais aprazível ainda.
Chegamos na casa de Ana, já eram dezenove horas, o jantar estava sendo preparado por Norma e Amélia perdia-se entra as folhas de um livro, jogada em sofá da sala. Subi ao quarto, tomei outra ducha, troquei a roupa e desci novamente. O jantar já estava servido, deliciei-me mais uma vez com aquela cozinha de sabores e aromas deliciosos. Tudo estava perfeito, me senti em casa. Ana uma amiga, com a qual fiz muitas viagens, Amélia uma menina doce e alegre, de intensos olhos azuis e Norma, uma mulher com quarenta e nove anos, não mostrava a idade, apesar de ter perdido o esposo e passado por uma vida sofrida.
Retirei-me para o quarto, o relógio mostrava vinte e três horas mais ou menos, estava cansada, da viagem desde Nova Deli e do passeio à tarde, mas não consegui dormir logo. Deixei a luz do abajur ligada, peguei meu livro de cabeceira na minha mala e abri na página marcada. Notei que batiam à porta do quarto levemente, pequenas batidas e furtivas, como se batessem com cuidado para não acordar as pessoas da casa. Levantei e abri a porta, era Ana. Ela entrou e sem cerimônia me beijou, senti seus lábios quentes em minha boca, já os conhecia, já os havia provado. Nós duas passamos uma noite deliciosa entre os lençóis de seda, já fazia algum tempo que não tínhamos uma oportunidade para repetir nossas loucuras, Ana havia sido transferida e as nossas viagens juntas haviam terminado. Cedo, ainda de madrugada ela se foi, mas não sem antes dizer, que havia me preparado uma surpresa para a noite de sábado, algo que eu ainda não conhecia, mas que ela tinha a certeza que eu gostaria de conhecer. Fechei a porta, fui a banheiro, tomei um banho quente, logo depois deitei na cama e adormeci.
Acordei perto do meio-dia, não quis almoçar, me sentia enjoada, apenas fiz um lanche leve, suco, pão, presunto magro, algumas folhas de alface e rodelas de tomates. Era como eu estivesse em casa, com Ana já nutria uma amizade a um bom tempo, Norma muito atenciosa, Amélia parecia encantada comigo e sua curiosidade de menina não deixava escapar nenhuma pergunta, sobre minhas viagens, sobre o Brasil, sobre como era a vida dos brasileiros, disse-lhe que se quisesse, poderia vir comigo, em cinco dias estaria voando para o nosso país. Mais tarde subi ao quarto, vestir-me para o passeio da noite Abri a porta e entrei, sob minha cama havia um pequeno bilhete: Vista-se de negro. Fiquei surpresa, Ana não revelara nada, não fui capaz de imaginar o que ocorreria naquela noite, apenas atendi ao pedido. Tomei outro banho, vesti uma calça leg preta e justíssima, um mini-vestido de malha preto com a gola canoa e ousada, que deixava aparecer meus ombros e parte do colo de meus seios, a barra justa permitia fixá-lo a cintura e assim delinear as formas das minhas nádegas, calcei uma bota de salto-alto bico fino e cano até os joelhos. Combinei a maquiagem e carreguei os tons escuros e finalmente lancei mão do esmalte ônix em minhas unhas. Para o frio das noites bávaras levei junto um blazer, que não poderia deixar de ser da mesma cor da roupa. Borrifei meu perfume preferido, Anaïs Anaïs, dei a última olhada no espelho, abri a porta e desci.
Ana me aguardava na sala, vestia-se também de preto, mas um sobretudo lhe cobria o corpo, apenas as botas era possível ver, saímos de casa por volta das vinte e uma horas: - Vamos a Munchen! Disse-me Ana.
A Mercedes voava sobre o asfalto, olhei no velocímetro, cento e trinta, a paisagem escura da noite passava rápido, a estrada estava vazia, poucos carros e a viagem foi bem mais rápida.
Chegamos ao nosso destino, Ana estacionou o carro em uma garagem subterrânea de um prédio discreto, subimos de elevador até o quarto andar, entramos por um grande hall, luzes sombrias e paredes escuras, onde se lia numa das delas "Willkommen in der Partei der Lust" e logo abaixo o nome do lugar, "Zweite Gesicht", ou seja, "Bem-vindo a Festa da Luxúria e Clube Segunda Face", em um canto haviam dois sofás, Ana pegou uma das minhas mão e me levou até eles, sentamos, ela olhou em meus olhos, acariciou meu rosto e meus cabelos, beijou-me e com o olhar fixo em meus olhos disse: - Querida, somos amigas a algum tempo, aprendi a confiar em você. Quando soube que você viria me visitar, fiquei radiante. Entre todas as pessoas que conheço, você é a única capaz de me entender, eu preciso repartir o meu segredo com alguém! Daqui a pouco entraremos por aquele corredor, aconteceram coisas estranhas para você, mas acredite, é algo que me faz feliz e que me é necessário, apenas observe. Se a convidarem para participar, a decisão será sua e não pense que ficarei magoada, ter você junto será maravilhoso! Ela se levantou, dirigiu-se a um balcão e disse algo para um rapaz, este lhe alcançou duas Tulipas, ela me entregou uma, estendeu-me a mão e entramos pelo corredor. O chão tinha um brilho reluzente, as luzes iluminavam o teto e davam um ar sombrio, como o hall as paredes eram escuras, o corredor era longo. Chegamos à uma outra sala enorme, entregamos as tulipas a alguém que as recolhia, haviam pessoas sentadas conversavam.
Ana se dirigiu a um homem alto, eu a acompanhei, pude notar seus olhos claros, e que aparentava quarenta anos, ela se inclinou, ele estendeu-lhe a mão e ela a beijou. Ainda de cabeça baixa disse-lhe: - Trouxe uma pessoa para conhecer-lhe, lembra-se Meu Senhor,  falei-lhe dela! Ele ordenou que se ergue-se e me apresentou a Richard. Conversamos alguns minutos, ele aparentava calma e sua voz era doce e máscula, falava inglês perfeitamente. Enquanto isso eu notava que Ana se dirigia a ele, submissa e cabisbaixa, ao contrário de quando se dirigia a mim. Ele ordenou que Ana se dirigisse a uma outra sala, que se encontrava preparada para eles e o aguardasse, depois eu o acompanharia.
Entramos pela porta, vi Ana deitada sobre uma mesa redonda, vestida apenas com um sutien de látex cor de sangue vazado, por onde escapavam seus mamilos rosados, meias pretas cobriam-lhe as pernas, sustentadas por cinta-liga e calçava botas três quartos, que contrastavam com sua pele clara. Estávamos somente nós três na sala, percebi algumas velas acesas, roldanas e argolas no teto e no chão, cordas e chicotes de camurça pendurados nas paredes, mesas estranhas, rodas e manivelas, a iluminação era clara e pela primeira vez naquele lugar entendi o que aconteceria e não me senti sufocada.
Ele aproximou-se dela, passou suas mãos em seu corpo, segurou seu rosto e perguntou quem era, ela respondeu que ele era seu Mestre. Perguntou novamente e disse para que respondesse mais alto, ela obedeceu, ordenou que ela dissesse seu nome e ela respondeu: - Meu Mestre Seti. Outra pergunta, dessa vez perguntando quem era ela e o que fazia ali: - Sou Bentreshit, a Sacerdotisa de Osíris e venho aqui para ser punida por Meu Mestre Seti!
Ele a amarrou à mesa, seus braços, seus pés, pegou um candelabro e jogou a parafina derretida sobre o seu corpo, ela gemeu e respirou fundo. Notei que seus olhos denunciavam prazer. Ele repetiu e espalhou mais parafina em seu corpo, mais uma vez notei que ela se deliciava com aquilo. Noutra cena, ele colocou clamps em seus mamilos, puxou-os pela corrente dourada que os ligavam, ela sentia as dores e ao mesmo tempo se deleitava. Permaneceram assim por algum tempo, depois ele a soltou, ordenou que descesse da mesa e se ajoelhasse aos seus pés, agarrou sua nuca, levou sua face ao chão, ela ficou ali, submissa e desprotegida. Ele afastou-se, foi ao fundo da sala e trouxe um dos chicote, pondo-se a chicotear as suas nádegas, em cada batida ela gemia, ao mesmo tempo lhe pedia mais e implorava-lhe por outras. 
Richard me chamou, alcançou-me o chicote e pediu-me que a espancasse, hesitei um pouco, mas ela me olhou e vi que seus olhos me pediam para puni-la, bati de leve, tive medo de machucá-la. Richard segurou minha mão e ajudou-me a bater mais forte, depois criei coragem e a puni com força. Confesso, me senti fascinada e desfrutei aquele momento, pela primeira vez experimentei a sensação de ter alguém aos meus pés, submissa e entregue aos meus caprichos e nunca mais repeti essa experiência, minhas mãos aboliram para sempre os chicotes.
Algumas horas e muitas punições depois voltamos para casa, não comentamos nada pelo caminho e nunca tocamos no assunto. eu sabia que ela desejava que eu soubesse e isso bastava para ela, queria apenas dividir comigo o seu segredo e eu respeitei a sua vontade.
O restante da semana foi maravilhosa, ha muito tempo não experimentava o calor de um lar de uma família, a última vez que estive no Brasil foi ao final do ano 2000, aquela família me fez muito bem.
Na sexta-feira seguinte, fiz as malas e não via a hora de chegar em casa, trazendo comigo Amélia, como havia prometido!   

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